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Papo Oracle Cloud 4 – A Cloud como ferramenta para competitividade

Vinícius Perrott 28 de fevereiro de 2021 4727 18 3


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Olá, tudo bem?

Seja bem-vindo à minissérie Papo Oracle Cloud, idealizado e produzida por Papo Cloud junto com o time da Oracle Brasil.

Eu sou Vinicius Perrott e, nessa minissérie de quatro episódios, temos o tema central estratégias de negócios para adoção de solução em nuvem, independente do tamanho da sua empresa.

Mas antes de começarmos o nosso bate-papo, tenho um recado para você.

No site papo.cloud, você pode acessar a transcrição completa da nossa entrevista.

Acesse agora mesmo e confira dois materiais que o time da Oracle Cloud preparou para você.

O primeiro é um infográfico, Tudo o que você precisa saber para migrar para a Oracle Cloud.

O segundo material é um passo a passo para criar a sua conta no modo gratuito da Oracle Cloud. Com essa conta, você pode criar, experimentar e desenvolver aplicativos na Oracle Cloud gratuitamente.

Sabemos que um dos itens mais importantes da sua empresa são os seus dados e a Oracle sempre esteve ajudando seus clientes e parceiros com soluções inovadoras.

Hoje com o mundo dos negócios hiper-conectados, ter uma arquitetura em Cloud resiliente, capaz de atender a toda e qualquer demanda de negócio é fundamento para a competitividade e crescimento das empresas.

Entenda como o mercado está se beneficiando das soluções da Oracle Cloud.

Vinicius Perrott: Para esse episódio da Minissérie Papo Oracle Cloud, eu tenho a presença do Wellington Pinto, diretor sênior de Engenharia e Arquitetura de Solução em Nuvem. Mestre Wellington, seja bem-vindo à nossa Minissérie Papo Oracle Cloud.

Weligton Pinto: Poxa, muito obrigado, Vinicius. É um grande prazer estar aqui com vocês e espero aqui colaborar para todos os ouvintes desse Papo Cloud que vai ser fantástico, certamente. Vamos trabalhar para isso. Obrigado.

Perrott: Eu quero agradeço. Mestre, antes de a gente começar o nosso bate-papo sobre o nosso tema central que é a cloud como ferramenta para competitividade, vamos começar pelo básico. Quem é o W.P.?

 

Papo Oracle Cloud 4 - A Cloud como ferramenta para competitividade

 

W.P: Bom, o W.P é um colaborador da Oracle Brasil. Estou hoje como Diretor de Arquitetura e Engenharia de Cloud. Isso quer dizer que os problemas eu vou tentar resolver todos eles, vão chegar todos em mim, basicamente. Vamos tentar dar o melhor encaminhamento. Sou pai de dois… de um casal de crianças, crianças de 25 e 18 anos. Eles não ficam velhos, eles não ficam obsoletos. Incrível isso. Casado e trabalho na Oracle há quinze anos. Quinze anos de muita experiência, muita mudança. É uma empresa fantástica e, se qualquer ouvinte tiver interesse em conhecer mais sobre a Oracle Brasil, será um prazer falar, será um prazer mostrar como que a gente trabalha. E, quando terminar essa fase que passamos agora, que possam visitar em nossa sede aqui em São Paulo.

Perrott: Mestre, vamos começar por um ponto importante que é justamente que a partir do momento que muitas empresas vêm adotando vários tipos de soluções em computação em nuvem, mas, por trás dessa adoção, existem alguns pré-requisitos que são justamente a estratégia. Como que a gente pode olhar a ferramenta, olhar a computação em nuvem em um contexto geral e identificar certas características que podem cobrir para a nossa estratégia, sabendo possível que é para potencializar o negócio da empresa?

W.P: Essa é uma pergunta muito boa porque muitas empresas que eu converso e são muitas mesmo, eles pensam primeiro na tecnologia e não no desafio do negócio. Tecnologia é um ponto importante, mas você primeiro tem que mapear os seus desafios e mapear principalmente as suas fraquezas, porque não adianta você falar que é forte em tudo, porque nós não somos nem como pessoas nem como organização. Então, se você conhece as suas fortalezas, é nela que você deveria investir mais. No momento que você identificou isso, a Cloud passa a ser uma ferramenta para acelerar negócio. Então, de que forma possam acelerar? Eu posso ter, por exemplo, aqui uma… eu sou empresa de call center e eu tenho dados que os clientes me outorgam, eu quero fazer campanhas otimizadas com esses dados. Poxa vida, cloud tem ferramenta de analytics, ferramenta de inteligência artificial, ferramenta de armazenamento de dado seguro, espaço de backup barato. Barato ou caro, é claro, são relativos, mas são preços mais razoáveis do que aquilo que ter em casa, o próprio backup. Então você pode do simples ao complexo. Mas se você pensar de início no teu complexo, você está perdendo competitividade, não ganhando, porque o teu empenho em fazer funcionar, entender aquilo é muito maior do que o tempo que aquilo vai gerar de benefício para você, então tem que tomar cuidado com isso. A maturidade da empresa é importante nesse momento, a maturidade como empresa e não tanto como uso de tecnologia. Uso de tecnologia você consegue, você compra, você contrata, mas se você não souber a que veio, onde que está o seu mercado, pouco vai adiantar isso.

Perrott: Um ponto importante que a gente não pode esquecer, que você citou bem no seu comentário que é o ambiente on-premise, o que alicerçou por muitos anos e ainda vem alicerçando boa parte da infraestrutura das empresas, não somente no Brasil, mas no mundo inteiro, isso é uma realidade. Mas considerando que a computação em nuvem tem diversas ofertas, é um oceano de ofertas, de possibilidades, como estratégia, como que eu consigo combinar o que tem de nuvem, o que tem no meu ambiente on-premise para poder, de fato, ter uma estratégia totalmente diferenciada e ser muito mais competitiva a minha organização no mercado?

W.P: Legal, Vinicius. Você tem um nível de maturidade em cloud que a empresa tem que entender. Entender ou se identificar nele. Então tudo começa… o quê? Eu vou usar computação e a computação virtualizada em casa eu chamo isso de nuvem privada. Um pouco errado, não vou aqui dar o conceito e brigar com ele, mas vamos falar que é. Então nuvem privada. Está virtualizado, está aqui, eu vou lá e consigo armazenamento, processamento e memória do jeito que eu quero. Perfeito, isso é um passo. Mas nuvem não é só isso. Nuvem é você expandir esse tipo de oferta para outros horizontes. Por exemplo, eu quero ter uma solução de segurança de verdade, robusta que permita que eu proteja o meu dado e o meu negócio de ataques externos ou de mau uso. Olha, on premisse você vai conseguir ter isso, mas o valor disso é, vou te dizer, impagável. Não dá, não dá para ter. Mas em nuvem porque eu tenho ali um consórcio de empresas ou eu tenho várias empresas investindo ou subscrevendo, eu tenho muito recurso vindo em direção àquela empresa de nuvem. O que vai acontecer é que ela consegue, então, fazer adaptação e criar essa segurança toda de borda ou de sistema para que você usufrua disso. Então, o que eu quero dizer aqui é que você consegue em on-premise muita coisa. Só que em on-premise você tem limitação de dois pontos: uma é a própria oferta e não é o básico. Não é só armazenamento, processamento, memória e rede, é muito mais do que isso. E outro ponto: on-premise fica velho, fica obsoleto. Você é obrigado, em algum momento, a fazer a troca do teu ambiente por mais outros motivos que é não ter peça em reposição, o fornecedor não existe mais, seja de software ou hardware, ou o próprio fornecedor não está mais incentivo o uso daquela solução, ele quer que você se atualize. Quando eu vou para a nuvem, isso é muito transparente para mim. Então, quer dizer, se eu estou on premisse totalmente hoje, estou chegando perto de renovar o meu parque, eu posso falar: “Olha, deixa eu entender se parte disso eu já posso pensar em nuvem e esquecer essa complexidade, esquecer que daqui três ou cinco anos eu tenho que fazer essa mesma renovação”. Então você de novo ganhou competitividade em cima do teu colega, da empresa que é concorrente que pode não estar vendo isso, que tem uma miopia nesse sentido. Cloud hoje é muito mais segura, é muito amais disponível do que qualquer estrutura on-premise que possa se conhecer. E estou falando estruturas de altíssimo nível, grandes bancos, grandes empresas estatais. Não tem tanta disponibilidade quando hoje tem uma empresa, e aí qualquer uma que faz subscrição de cloud a tem em cloud.

Perrott: Interessante esse ponto. Realmente são vários caminhos a serem seguidos. Você tocou em um ponto que é a maturidade das empresas, tem a sua jornada de adoção de computação em nuvem. Computação em nuvem aqui no Brasil praticamente a gente tem um mercado consolidado, pouco mais de dez anos aproximadamente e que hoje algumas empresas têm um nível um pouco mais elevado dessa maturidade, já passaram de alguns estágios e estão nesse estágio de ambiente de multicloud, partindo do princípio que cada nuvem tem as suas habilidades, tem os seus recursos que potencializam, que podem potencializar. Como que a gente pode identificar essas habilidades e combinar esses recursos para o meu negócio, para o meu ambiente ficar muito mais estratégico de uma forma diferente, simplesmente de eu ser monolítico em nuvem?

W.P: Muito legal a pergunta. É uma pergunta até que me leva a uma bandeira que eu carrego demais aqui na própria Oracle. Eu não penso quando eu vou a um cliente que eu vou resolver como Oracle todas as carências que ele venha a ter. Mas eu penso que, como provedor de arquitetura, ou seja, eu trabalho com arquitetura de soluções, eu trabalho com duas vertentes. Primeiro: dar a qualidade em nuvem, e aí eu estou falando de nuvem de forma aberta, bandeira branca. Eu vou explicar daqui a pouco um pouco mais sobre isso. E dar também o retorno financeiro sobre esse investimento. Tecnologia não pode ser amor, tecnologia tem que ter viés financeiro, tem que ter qualidade de entrega, ok? Então vai muito além de uma bandeira que eu amo, que eu sempre gostei. É muito além do que isso. Amor você vai ter na sua casa, pelos seus filhos, pela sua esposa. E tecnologia é diferente. Vendo essa diferença, quando eu vou a uma empresa e eu vou propor um trabalho de arquitetura, eu começo a entender quais são os gaps de tecnologia, o que é mais utilizado, o que é um benefício mais imediato para aquela empresa e desenho uma jornada. Nessa jornada, não é incomum eu fazer uma conexão com outra nuvem que provê um serviço que é mais interessante, onde pode ser que eu tenha em on-premise um lockin grande já com esse fornecedor e eu não tenha o motivo, porque não há um ganho financeiro disso, eu não tenha uma situação política ou nada que me diga: “Olha, tem que [ter] essa tecnologia agora”. Bom, se eu não tenho que sair, eu vou na arquitetura bolar conexões e todos os provedores – a gente chama de hosts – hoje têm formatos de conexão entre nuvens. Isso é região, é Brasil, essas latências e throughput muito altos e latências são muito baixas que permitem isso. Então não é incomum eu fazer uma conexão com outros provedores e colocar a Oracle dentro desse contexto, como uma junção, como um provedor de solução de um todo. Então, nesse caso, o próprio cliente, Vinicius, vai ter condição de olhar para as nuvens como se fosse um catálogo, um cardápio de infraestrutura, um cardápio de soluções, um cardápio de segurança de informação. Ele pode puxar tanto de um provedor quanto de outro provedor. Bom, hoje a arquitetura tem que ser bandeira branca. É claro que eu tenho uma bandeira muito forte, que é a minha bandeira, Oracle Cloud. Acredito muito na oferta, muito nos produtos, mas eu também tenho que ter essa seriedade em dizer: “Olha, esse é melhor colocar no concorrente, vamos ligá-lo para você ter esse benefício”. E isso vem para business case e vem para trazer benefício ao cliente. Isso que é importante.

Perrott: Interessante.

W.P: Melhorando e descobrindo melhora, de novo a competitividade.

Perrott: Sim, sem dúvida, sem dúvida. É uma estratégia que acaba trazendo até mais segurança para o cliente em poder escolher os seus provedores. Mas óbvio que a gente fala de multicloud para um nível de empresa que já está mais madura. E para ficar bem claro aqui, nível de empresa não quer dizer empresas grandes. Tem empresas pequenas que já têm multicloud. Mas, mestre W.P, aquela empresa que está tentando ainda se chegar na nuvem, ainda está em uma fase bem inicial de conhecer, experimentar, testar, mas testar de uma forma mais guiada, orientada, não simplesmente aquele teste que vai mexendo, vai clicando e vai criando. Não. Alguma coisa mais estruturada. Como é que vocês tem conseguido identificar esse cliente, identificar esse nível de estágio de início de adoção de computação em nuvem e como é que vocês orientam nessa jornada?

W.P: Tudo passa em tirar os medos que as empresas têm. Então tem muito factoide, muito fantasma no papo que antevê de falar: “Olha, eu vou para a nuvem”. Não. A gente começa a falar: “Olha, primeiro qual é o factoide? Nuvem não é segura”. Factoide, nuvem é muito segura, é muito mais segura do que qualquer ambiente on-premise conhecido, está bom? “Nuvem não tem disponibilidade”. Olha, muito pelo contrário. Nuvem tem muita disponibilidade, muita redundância para que você não fique fora do ar, porque há um acúmulo muito grande de pessoas, de workloads usando aquela nuvem. Se ela ficar fora do ar, não é um cliente que reclama, é uma gama de pessoas, de negócios e você pode estar ali envolvendo até vidas humanas, o que é muito complexo. Bom, então você tira isso da frente. Ou pronto: nuvem é caro. Olha, Vinicius, sim, nuvem é caro. Pasme. Eu vendo nuvem, eu trabalho com nuvem e, sim, é caro, se você fizer errado, se você fizer uma adoção de nuvem como você faria on-premise. É a questão do carro Eu vou falar de outra empresa de nuvem aqui que é o próprio Uber. Nuvem ou de serviço de automóvel. Então, assim, é melhor eu ter o meu carro como eu quero, pagar imposto, fazer abastecimento, cuidar da limpeza dele ou é melhor eu pegar esse carro quando eu preciso, com o meu chofer, sem ter o perigo das multas, sem ter que pagar o imposto, sem ter que cuidar da limpeza e sem ter que cuidar do abastecimento? Qual é o melhor para mim? Olha, eu vou te dizer, se você pegar esse serviço de automóvel e ficar com ele 24h disponível para você, ele é muito mais caro do que você ter o seu próprio carro. Agora, se você contar quantas vezes você sai durante o dia com o seu carro, quantas vezes ele é útil de verdade para você e quantas horas ele está na garagem simplesmente perdendo o valor, você vai perceber o seguinte, é muito melhor eu ter o serviço quando eu preciso. Então, quando eu faço uma arquitetura de cloud, eu penso muito mais assim, quanto tempo essa solução vai ter que estar disponível. É 5/8? Final de semana trabalha? É menos movimento, posso Pará-lo, então, durante a semana e o ligo às seis da manhã da segunda-feira? Desligo-o às oito da noite da sexta? Pode ser isso? Você trabalhando com essas flutuações, você começa a entender o seguinte, olha, tem muito benefício e o TCO, o financeiro é muito positivo também.

Perrott: Que, realmente, esse exemplo que você deu da nuvem do próprio Uber faz todo o sentido e é o nosso contexto. Eu sei que a Oracle tem uma oferta ou, no caso, uma possibilidade de início dentro da sua nuvem que é a Free Tier. Como é que a gente pode, mesmo em empresas grandes, mas que ainda, por algum motivo, não conheçam ou querem experimentar, querem dar o primeiro passo junto com a Oracle Cloud, como é que ele pode se beneficiar desse Free Tier e trazer para dentro de si, da sua corporação e até mesmo aproveitar o conhecimento de outras nuvens, agregando esse novo conhecimento, essa nova possibilidade com a Oracle?

W.P: Você não conhece nada de Oracle e pretende conhecer. Primeiro eu recomendo a você a fazer alguns workshops que estão disponíveis e que são gratuitos, que estão aí na internet. Ou nós anunciamos muito disso em eventos no Linkedin, de forma aberta. Participem, são gratuitos e são muito profissionais e levam você a um nível muito bom no conhecimento de Oracle Cloud. Uma vez que você tenha algum conhecimento, você vai poder aproveitar bastante um crédito de nuvem que a Oracle permite que você faça essa assinatura gratuitamente. Você tem um crédito, se não me engano, de 500 dólares, acho que de R$ 1850. É com todos os serviços abertos para você utilizar. Então se você quiser utilizar machine learning você vai ter, se você quiser usar um software analítico você vai ter, se quiser usar processamento com GPU muito avançados, muito rápidos, você vai ter também como fazer o consumo desse tipo de recurso. Mas, Vinicius, olha só, esse período dura um mês. Só que, entre nós aqui, um mês é pouco para você aprender e gostar ou mesmo tirar benefício de qualquer coisa. Geralmente um projeto pequeno vai ter dois, três meses para engrenar e para sair com retorno. Então o que a Oracle fez? Uma vez que passou o seu período de trial, ela abre um nível dentro do próprio trial chamado Always Free. E Always Free significa: eu vou ter recursos inovadores, por exemplo, Autonomous Database, eu posso ter dois bancos Autonomous Database. E, para quem não conhece, o Autonomous Database da Oracle é em cima de uma tecnologia chamada Exadata que, se é uma forma de rodar o banco Oracle, a forma mais rápida possível é em cima dessa tecnologia. Não tem outra tecnologia que bata essa. E você vai conseguir isso de forma gratuita utilizando o Always [Free]. Também vai conseguir ter disponível para você a parte de computação e armazenamento e também a load balance. É claro que as porções não são tão grandes, são porções menores, mas você vai continuar as tendo lá. Agora olha que legal. Você gostou do trial, você gostou Always Free e você falou: “Olha, eu coloquei a minha monitoração que é baseada grafana ou é baseada em Zabbix em cima desse Always Free, porque eu não quero pagar pela monitoração. Eu quero ter a monitoração, eu quero ter a minha. Não quero dentro da Oracle também não. Eu quero ter a minha”. Então está bom. Esse Always Free tem SLA enterprise. Nós conseguimos dar 9995 de disponibilidade, 9995 de gerenciamento e 9995 de performance a essa layer também, mesmo não tendo uma cobrança direta por ele, porque ele faz parte do seu modelo enterprise. Então aí que a Oracle se posiciona. Esse é o nosso oceano azul. Nenhuma outra provedora de cloud tem esse tipo de pegada em dar, inclusive no recurso que não é cobrado aquela mesma disponibilidade. Isso, de novo, gera mais vantagens competitivas, porque o teu provedor ou o teu concorrente, que talvez optou por outro provedor de cloud, não está vendo isso. E tem outros mais. A parte de billing, a transparência da conta, a não atualização financeira pelo dólar, ou seja, não é um dólar Ptax, o contrato é fixo durante todo o projeto. Em até quatro anos ele pode ser fixo, não tem variação cambial. Isso ajuda demais a você ter um TCO menor. E se você gastou mais com TI, pessoal, olha que interessante, você vai poder gastar mais com coisas que são objetivas ao teu negócio – por exemplo, fazer estoque relevante da tua matéria-prima que você precisa produzir ou promover os seus funcionários por mérito, que merecem, você tem caixa para isso. Ou fazer premiações para que vendas façam melhor o trabalho. Veja bem, é budget. Então, se sobrou budget de um lado, eu posso usar de outro, usar de forma mais eficiente. E, novamente, nasce outra ferramenta de vantagem competitiva que a cloud pode oferecer para você, em especial a Oracle Cloud com essas características.

Perrott: Eu tenho três perguntas aqui que… uma você já respondeu, em relação à cobrança da Oracle Cloud em reais. Eu queria saber, compartilhar aqui se já tem data center no Brasil e se esse data center no Brasil já se conecta com outros provedores de soluções em data center para poder justamente a gente ter uma latência entre esses provedores e ter uma multicloud muito mais estratégica, muito mais… com a latência praticamente a zero. Já existe essa possibilidade aqui no Brasil?

W.P: Sim. O Brasil tem hoje um data center de cloud muito grande, inclusive, com TIER 3, TIER 4. TIER 4, na verdade, de resiliência, de certificação. Estamos já tendo a nossa próxima região muito em breve para ser inaugurada, então teremos duas regiões no Brasil. O que significa ter duas regiões? Só para o termo Oracle em região. Uma região Oracle pode ter até três data center conectados. Hoje, a primeira região de cloud… OCI, Oracle Cloud Insfrastructure, tem um data center, então é uma região, um data center. E teremos a segunda região e um data center nessa região também. Está na previsão ter outros data center também. Mas o que já permite você a fazer? Arquitetura de disponibilidade, arquitetura de serviço, arquitetura de proximidade do seu cliente em cima dos seus dois data center. Isso é muita vantagem. Isso também olha, deixa a gente muito orgulhosa de falar: “Olha, o Brasil é um país de investimento para a Oracle”. Então aqui nós temos muito investimento e estamos lançando muitas ofertas aqui dentro para que o cliente possa consumir. Cada data center desse já nasce com capacidade de interconexão com outras nuvens. A primeira nuvem que é o nascedouro de tudo, ou seja, a Oracle Cloud, nasce com a possibilidade de conexão com Azure de forma nativa. Então o que acontece? Que eu estou lá usando a Oracle Cloud e quero fazer alguma coisa que está na Azure. Eu consigo fazer e quem provê toda essa conectividade são os próprios data center, tanto a Microsoft com Azure quanto com a Oracle no OCI.

Perrott: Nossa, sensacional essa estratégia, viu?

W.P: Me fala outra nuvem que tenha sido o nascedouro do viés multicloud como a Oracle também. Não existe precedente. Agora, sabemos também, Vinicius, que há outros players de nuvem. Muito bem. Todos são bem-vindos. Nós ajudamos a criar as pontes, incentivamos as pontes e facilitamos todos os contatos, desde o provedor do link da última milha até dentro dos próprios data center, como é que eu faço conectividade, qual é a latência que eu vou ter, que throughput eu vou ter, como é que vai ser. Tudo isso está no programa de arquitetura que nós geramos para o nosso cliente final. Então é a nuvem mais conectável que eu conheço hoje.

Perrott: Sensacional. Realmente mostra que a estratégia de computação em nuvem pode ser múltipla, independente do seu provedor. Mestre, a gente está chegando ao finalzinho do nosso episódio aqui, e uma pergunta que eu sempre faço para os convidados, mas nunca buscando o certo ou o errado, muito pelo contrário, buscando a visão de mundo sobre um tema que é importante. Então, lá vai a pergunta. Para o mestre W.P, o que é computação em nuvem?

W.P: Computação em nuvem… eu gosto muito de umas camisetas que eu li uma vez. Computação em nuvem é só mais um computador que eu uso. Olha, é isso, só que é um computador que eu quiser, da forma que eu quiser, pagando o que eu quiser, quando eu quiser, para o benefício do meu negócio, para o benefício das pessoas. Então isso para mim é computação em nuvem. Se você falar que computação em nuvem é algo diferente, vamos pensar, é uma forma de ganhar dinheiro, não, não é uma forma de ganhar dinheiro, é uma forma de ajudar que você tenha retorno financeiro em cima do seu negócio final, em cima do seu propósito como empresa, em cima do seu por quê. Por que eu existo como empresa, por que eu estou trabalhando aqui. Então computação em nuvem é um agregado, uma ferramenta muito útil para desenvolvimento social, inclusive.

Perrott: Bacana, sensacional. Obrigado por compartilhar a sua visão de mundo. E para o ouvinte aqui do episódio da nossa Minissérie Papo Oracle Cloud, no roteiro desse episódio, na transcrição completa que você pode acompanhar no site, a gente vai deixar o link de um material muito bom para você complementar ainda mais o nosso bate-papo. Está lá na transcrição desse episódio. Mestre W.P, muito obrigado e até o próximo episódio.

W.P: Obrigado, Vinicius, até o próximo, se Deus quiser. Um abraço a todos.

Perrott: Show! O que achou do nosso bate-papo? Convido você a comentar lá no nosso grupo do Telegram: bit.ly/papocloudtelegram.

E ai?!

Tá na nuvem!

Minissérie Papo Oracle Cloud Estratégias de negócios para adoção de solução em nuvem, independente do tamanho da sua empresa.

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    Vinícius Perrott

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