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Existe data center 100% disponível?

Vinícius Perrott 11 de agosto de 2021 4769 18 3


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Olá, seja bem-vindo à série Papo HostDime Labs. Essa é uma iniciativa da HostDime Brasil.

Nosso objetivo é bater um papo com os especialistas das mais diversas áreas.

A cada episódio, um especialista responde as principais dúvidas do universo dos datacenters.

Nesse episódio, conto com a participação do Luiz Cláudio Júnior, executivo de negócios.

Luiz, seja bem-vindo aqui à nossa minissérie.

Luiz Cláudio: Muito obrigado, Vinicius. É um prazer estar aqui novamente.

Vinicius Perrott: Nesse episódio, Luiz, a gente vai falar sobre 100% de disponibilidade. Isso existe de fato no mundo do datacenter?

Luiz: É uma pergunta bem… como poderia dizer? Bem audaciosa. Mas, se a gente for levar ao pé da letra uma pergunta, existe 100% de disponibilidade em um datacenter, não existe, mas, obviamente, existem diretrizes, órgãos regulamentadores que nos obrigam a ter certo cuidado com isso. Então, em alguns episódios passados eu disse, a importância da questão do Tier 3. Então o Tier 3 obrigatoriamente me dá uma média de uma hora e meia de limite de down time no ano. Então, o que é uma hora e meia? Uma hora e meia é algo que você consegue mensurar durante um dia.  Às oito horas da manhã até o meio-dia você consegue mensurar uma hora e meia, então o que é uma hora e meia durante o ano todo, durante 365 dias? Então esse é o limite que eu tenho hoje como Tier 3 durante todo o ano. Então eu estava conversando mais cedo com a Flavinha, do marketing, e ela falou: “Realmente, não tem datacenter 100%, mas, obviamente, a minha estrutura vai ser melhor do que qualquer infra local que tenha um CPD precário”. Então eu tenho um SLA. O SLA hoje da HostDime, para infraestrutura, é cerca de 99,8% de infra e 99,5% para conectividade. Isso é na rede mundial de computadores. Então aí meio que eu posso me comprometer se eu falar: “Não é 100%”, porque aí a pessoa já começa a gerar aquela coisa na mente: “Será que a HostDime tem down time?” De fato, não existe. A gente vê grandes players aí que têm… acontecem, de vez em quando, algumas coisas. Mas o que eu quero dizer aqui é que a minha estrutura vai ser sempre muito melhor do que você manter em um local que você tem somente 30 minutos de autonomia de energia, você não tem uma redundância de refrigeração, você não tem redundância de conectividade. Então hoje, se for falar agregado dessa forma, eu tenho dois geradores que cuidam dessa parte para mim, tenho dois tanques de diesel com capacidade de 15 mil litros cada que me dão autonomia de 30 mil litros, eu tenho tilers para fazer toda a parte redundante de refrigeração e, diga-se de passagem, consomem cerca de um litro de água por mês para manter todo o datacenter refrigerado. Isso mostra o nosso comprometimento com sustentabilidade. Tenho redundância de links por vários provedores que passam no nosso datacenter. Então nós fazemos o possível para que realmente o cliente não sinta qualquer tipo de convergência de indisponibilidade que vem a acontecer, mas afirmar que realmente existe esse datacenter 100% é uma mentira, é um mito.

Perrott: Então podemos entender que 100% não é tudo no que se refere à estratégia de continuidade do negócio, visto que você apresentou outros fatores, energia, pessoal capacitado, toda essa disponibilidade de acesso, segurança? Então eu consigo entender que, ao invés de eu buscar um ambiente 100% disponível, eu busco ambientes que me ofereceram outras áreas também em um maior nível de disponibilidade possível como você citou. É isso?

Luiz: Justamente. O que acontece? Hoje nós estamos posicionados em vários locais do globo terrestre. Estamos em oito continentes, então nós temos os nossos serviços de cloud, por exemplo, que abrangem quatro datacenters desses oito. Dois aqui na América do Sul e dois na América do Norte. Então buscar os 100% eu acho muito dúbio, porque eu acho que nunca nada vai ser 100%, tudo é sempre melhorado. Então 100%, utilizado essa porcentagem, 100 sempre vai ser… o limite vai ser sempre o máximo, então eu acho que tudo sempre vai ser melhorado. Então, obviamente, a gente tem essa gana de sempre deixar tudo na estabilidade. E o ideal é sempre você buscar sempre redundâncias mesmo. No nosso serviço, por exemplo, na nossa cloud pública, você tem a oportunidade de ter um serviço aqui e fazer um disaster recovery com alguns dos outros países que possuem o mesmo serviço. Então a gente trabalha muito dessa forma. Existem vários serviços de DR que nós trabalhamos atualmente em conjunto com os clientes mesmo, tendo os seus centros de dados locais e a sua produção da HostDime, então você sempre tem que buscar esse cuidado de ter redundância. Se eu for falar, eu vou ser até ousado, mas, se eu for falar, a nível de down time, a HostDime… a gente é supertranquila quanto a isso, a gente não tem, mas, para tratamento de dados, tratamento de sistemas de produção, os clientes sempre imaginam o pior cenário. Cai um meteoro, cai um avião, pega fogo, então sempre vai imaginar isso. Mas, quanto a tudo isso, nós temos todo o preparo, toda a estrutura para suportar qualquer tipo de problema que venha a acontecer.

Perrott: Se a gente compreender bem que a busca dos 100% tem algumas fases a serem feitas, a gente tem que entender exatamente a estratégia mais ampla do meu negócio e do negócio com quem eu estou relacionando o meu datacenter?

Luiz: Justamente, Vinicius. Você tem que entender… você, o cliente, que eu digo, o grau de criticidade. Você tem que entender a importância que é para você ter cinco minutos de dados fora do ar para justamente você agir de acordo com aquilo que você precisa por na nuvem. Para você ter ideia, ao identificar uma falha elétrica, o meu diesel leva cerca de 15 segundos para subir para o gerador. E 15 segundos, para mim, é muita coisa parado. 15 segundos de energia. Ele vai identificar que energia faltou, aí o diesel vai subir para o meio de gravidade para poder ir para os geradores. E, para que esses 15 segundos não sejam impactantes da aplicação do cliente, o nosso banco de baterias, com capacidade de 275 horas e 375 kVA cada, faz a parte de segurar os 15 segundos até que o diesel se chegue lá nos geradores e volte a trabalhar normalmente com a energia que é o que a gente opera por dez dias, que dão 240 horas. Isso de uma forma com que o cliente não sinta nenhum pico de latência, nenhuma convergência, ele não sente nada. Então é isso que a gente precisa estar passando. O grau de criticidade da sua aplicação o que realmente é importante para você, qual o impacto que você tem em ficar 15 segundos fora, 15 segundos, 03 segundos, 10 segundos e agir de acordo para que você realmente esteja estável na nuvem.

Perrott: Nesse episódio, eu contei com a participação do Luiz Cláudio Júnior, executivo de negócios. Luiz, muito obrigado pela sua participação.

Luiz: Muito obrigado, Vinicius, foi um prazer estar aqui.

Você que nos acompanha tem alguma pergunta ou comentário?

Mande aqui para a gente pelo link hostdime.com.br/papocloud.

E outro conteúdo que complementa o nosso bate-papo é o Guia Definitivo para Otimizar Segurança de Dados da Sua Empresa com Cloud Computing.

O link está na descrição desse episódio e no seu agregador de podcast favorito ou lá no site do Papo Cloud.

Aqui a sua jornada será um sucesso!

Até o próximo episódio do Papo HostDime Labs.

E aí?
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Convido você a comentar lá no nosso grupo do Telegram: bit.ly/papocloudtelegram.

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