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O que é um Data Center?

Vinícius Perrott 18 de agosto de 2021 4786 18 3


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Olá, seja bem-vindo à série Papo HostDime Labs. Essa é uma iniciativa da HostDime Brasil.

Nosso objetivo é bater um papo com os especialistas das mais diversas áreas.

A cada episódio, um especialista responde as principais dúvidas do universo dos datacenters.

Nesse episódio, conto com a participação do Manoel Dutra, coordenador de datacenter.

Manuel, seja bem-vindo aqui à nossa minissérie.

Manuel Dutra: Valeu, Perrott. Satisfação de estar aqui, participar com vocês nesse momento. Vamos lá.

Vinicius Perrott: Vamos nessa. Manuel, é o seguinte, a gente tem que falar primeiro sobre o que é um datacenter de verdade. Existem ainda muitos mitos que acham que um datacenter é um container, literalmente aquele container que a gente vê nos portos e navios. E também tem gente que acha que um datacenter é uma sala com ar-condicionado e uma parede com certa segurança física. Datacenter é isso mesmo?

Manoel : Hoje, para gente, Perrott, que vivencia o muito do datacenter, realmente trabalha todo dia com isso, a gente vê o datacenter como uma estrutura, realmente resiliente em termos de energia, de conectividade, de arrefecimento e que a salinha aí, que todo mundo vê como CPD, acaba migrando para um ambiente como esse que tem todo um controle e tem realmente as garantias de que vai estar 24/7 funcionando.

Perrott: O datacenter, propriamente dito, ou o CPD, mais especificamente, já está sendo utilizado por muitos anos pelas empresas. A gente viu a evolução da própria computação. Antigamente, era uma sala muito fechada que pouquíssimos tinham acesso. A gente estava falando isso na década de 70, 80 e um pouquinho de 90, mas com a virada do milênio, com os anos 2000 chegando, as empresas começaram a incorporar para si e para os seus negócios o próprio datacenter. Montar a sua estrutura própria de TI: cabeamento, refrigeração, energia e os seus servidores. Esse datacenter, ou esse CPD, é um datacenter também tão bom quanto um datacenter certificado Tier 3, Tier 4?

Manoel : O que a gente fala muito, Perrott, é com todo esse aspecto, toda análise que há para acontecer realmente a construção de um datacenter, é um projeto muito maior, como também nosso negócio é datacenter. Quando a gente tem uma empresa que o negócio dela não é vender datacenter, até mesmo os investimentos ou até o gasto de energia e dinheiro com isso acaba não fazendo muito sentido, porque, puxa, eu vou investir tanto em uma infraestrutura interna onde o meu negócio não é isso. Eu vou ter que ter uma equipe grande de TI para cuidar da infraestrutura, cuidar da parte elétrica, manter todos os custos indiretos de manutenção de equipamento, gerador, refrigeração, arrefecimento, tudo isso e não é o foco da empresa, não é o negócio dela. Por isso que o datacenter acaba sendo a alternativa que realmente vai entender, digamos assim, essa empresa, porque ela foca no negócio dela e deixa com a gente o que é o nosso foco, que é vender datacenter. Vender tranquilidade, disponibilidade e tudo mais.

Perrott: Nesse sentido que você falou, o objetivo da empresa, que não seja de tecnologia, não é ter um datacenter próprio. Ela acaba desenvolvendo as suas tecnologias para se sustentar. Mas até que ponto você fala que seria recomendado que a empresa começasse olhar e procurar um datacenter como vocês para poder agregar mais valor ao negócio e ainda levando em consideração os investimentos já realizados dentro do ambiente?

Manoel : A gente tem sempre uma abordagem de que a própria flexibilidade de como a HostDime trabalha, se ela tem um equipamento, servidores internos, a gente pode trazer esses equipamentos como forma de reduzir esse custo de trazer esse CPD para dentro, realmente um datacenter, na modalidade de collocation e esses servidores vão ser ainda reaproveitados de alguma forma. E, para o caso deles da recomendação de análise, é: observem os custos indiretos e até mesmo o impacto que a empresa sofre quando ocorre uma indisponibilidade ou até mesmo em que momento um problema maior, uma análise de risco não está sendo feita em achar que ter os dados naquela salinha, no “fundozinho” da empresa, está tudo bem. E se aquilo tudo se perder? Ter um incêndio, algo que fuja realmente do controle? Esse risco tem que ser analisado. Eu acho que é o primeiro passo, ter esse pensamento um pouco à frente.

Perrott: Quando você falou nos custos indiretos, a gente tem que levar em consideração também a especialização da equipe que vai sustentar aquele ambiente?

Manoel : Esse é um dos custos, Perrott. Tanto a equipe que, digamos, nós do datacenter, nós temos uma equipe realmente muito disciplinar em termos de conectividade e externa, são pessoas diferentes que cuidam disso como também a parte de estrutura. Tem desde o eletricista predial ao engenheiro eletricista também aqui dentro que está mantendo tudo isso e faz com que, digamos, os times se completem e façam o datacenter permanecer como é hoje. Isso para quem vai montar no on-premises é realmente muito complicado.

Perrott: Entendi. Então, nesse caso, não somente a equipe especializada que a gente diz que são os profissionais de tecnologia da informação, mas todo outro corpo técnico, como você disse, o eletricista, também os engenheiros, para manter aquela estrutura funcionando também tem que ser levado em consideração quando a empresa vai decidir se mantém ainda o investimento local, na sua própria estrutura, ou em um datacenter de terceiro. É isso?

Manoel : É bem isso, Perrott.

Perrott: Outro ponto que é importante a gente conseguir entender, explicar para os nossos ouvintes, é: um datacenter pode ser considerado como um custo ou como um investimento?

Manoel : Hoje em dia, digamos, vai ser custo, mas vai depender muito da visão da empresa. Quando a empresa começa a observar que os dados dela, a tecnologia, tudo aquilo que o datacenter pode oferecer vai ser um diferencial estratégico para ela dentro do seu negócio, que é para a entrega do serviço dela a disponibilidade é um diferencial estratégico. Ela conseguir vender o serviço na hora correta, no momento correto. A gente vê que isso é um diferencial independente do negócio. Então, a disponibilidade do datacenter vai agregar e muito nesse aspecto.

Perrott: Então a gente pode dizer que a partir do momento que uma empresa consegue vislumbrar horizonte para contratar um datacenter acaba ganhando esses benefícios diretos? Não de forma indireta, mas sim direta? A disponibilidade, uma equipe monitorando. Esse ponto também importante ser levado em consideração?

Manoel : Isso mesmo. Dentro do datacenter, tanto a equipe que funciona 24/7, acompanhando desde a parte elétrica, arrefecimento, tudo isso que a gente citou antes, isso para acontecer numa empresa onde… “Eu tenho uma empresa que fabrica calçados. Eu tenho um datacenter dentro, puxa, eu não vou querer alguém 24/7 que não seja fabricante de sapato”. Então o datacenter acaba vindo muito com essa pegada de que a gente vende o serviço e tem toda a obrigação, todo o compromisso de entregar disponibilidade. É o nosso negócio.

Perrott: Um ponto para a gente fechar o nosso episódio. Para as empresas, é um bom negócio a gente vislumbrar um datacenter para profissional de TI? Também é um bom negócio?

Manoel : Nesse detalhe de acabar sendo, acho que o datacenter vem sendo uma ameaça para o profissional de TI. Todo mundo tem isso na cabeça. “Tira o meu serviço aqui de ficar olhando os servidores, sou eu que dou conta”. Mas tem um aspecto que a gente acaba vendo a TI como ela sendo, digamos, algo que ajuda a empresa a alcançar os seus objetivos e em um negócio em que a empresa se propõe a trabalhar. Ter uma equipe de TI grande numa empresa em que o negócio dela não é TI não faz tanto sentido, mas esse profissional acaba trabalhando, digamos, no caso da HostDime, acaba trabalhando a quatro mãos com a gente. O monitoramento pode ser conjunto, a parte de sistemas internos ele que precisa manter, ele que vai ter todo esse cuidado. E ele vai contar com o quê? Com os serviços, com toda a tranquilidade que os serviços de datacenter podem oferecer que é, digamos, ter monitoramento 24/7 para o serviço dele, ter uma equipe especializada para qualquer problema que fuja do controle, ele vai ter alguém a recorrer e de ter a tranquilidade de ele mesmo, como profissional, entregar um bom serviço, digamos assim, de TI, no geral, para a empresa em que ele trabalha. É realmente algo em conjunto.

Perrott: Agradeço a sua participação, Manuel Dutra, coordenador de datacenter.

Manuel: Eu que agradeço, Perrott. Até a próxima!

Você que nos acompanha tem alguma pergunta ou comentário?

Mande aqui para a gente pelo link hostdime.com.br/papocloud.

E outro conteúdo que complementa o nosso bate-papo é o Guia Definitivo para Otimizar Segurança de Dados da Sua Empresa com Cloud Computing.

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Aqui a sua jornada será um sucesso!

Até o próximo episódio do Papo HostDime Labs.

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