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Papo Oracle Cloud T2 01 – Oracle Cloud Infrastructure High Availability e Desaster Recovery

Vinícius Perrott 25 de outubro de 2021 4762 18 3


Background
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Olá, tudo bem?

Seja bem-vindo a segunda temporada do Papo Oracle Cloud.

Esse conteúdo foi produzido em conjunto com o time da Oracle Brasil.

Nessa temporada, discutiremos em 6 episódios temas que impactam diretamente na sua estratégia de adoção de soluções em nuvem. Sabemos que toda e qualquer jornada tem um início.

Por isso, é importante saber por onde, e desenvolver as melhores práticas em Cloud.

Compreender como e porque a alta disponibilidade e a recuperação de desastre, vai muito além de um simples backup.

Segurança, um tema tão importante, não poderia ficar de fora. Aqui vamos entender como maximizar cada recurso, e ter um ambiente seguro para o ambiente para os negócios.

Otimizar a arquitetura de soluções por meio da multicloud, é o próximo passo. Entenderemos como a Oracle Cloud, e a Microsoft Azure desenvolvem e entregam essas soluções em conjunto para os seus clientes.

Além disso tudo, lições aprendidas com quem já viveu, e vive toda essa jornada.

São bate-papos superdescontraídos, leves, e com muita informação.

Te convido a visitar o site do Papo Cloud, para conferir a transcrição completa de cada episódio, além de um conteúdo sobre transformação digital, e como ativar o seu modo gratuito da Oracle Cloud.

Todos os links, você vai encontrar na descrição desse episódio, no seu agregador de Podcast favorito.

Eu sou Vinícius Perrott, e seja muito bem-vindo a segunda temporada do Papo Oracle Cloud.

Papo Oracle Cloud T2 01 - Oracle Cloud Infrastructure High Availability e Desaster Recovery - Carlos Ferreira

Nesse episódio da segunda temporada aqui do Papo Oracle Cloud, eu tenho a presença do Carlos Eduardo – Principal Advanced Support Engineer. Carlos, seja bem-vindo a nossa minissérie.

Carlos Eduardo: Muito obrigado Vinícius. Baita prazer compartilhar conhecimento, informações com vocês aqui.

Vinícius Perrott: Carlos Eduardo, mais conhecido como Caê. Caê, conta um pouquinho da sua história, e a sua jornada até chegar a Oracle.

Carlos: Claro. Bom, na verdade, já faz 20 anos de information tecnology, né? Eu comecei, na verdade, né, na pós-venda, em 99 para 2000. A minha carreira foi muito pautada em cima de tecnologia da Cisco. Eu tenho bastante experiência em mercados como mercado financeiro, trabalhei muito com grandes bancos, a própria bolsa de São Paulo. Passei um bom tempo da minha carreira trabalhando em corretores de serviços, na época, tanto de acesso quanto de conteúdo. Há cerca de 10 anos, eu comecei a direcionar a minha carreira, para a área de Data Center, e consequentemente para a área de Cloud Computing, né? É um tema que para algumas pessoas pode ser novo, mas, a verdade, é que isso já faz quase uma década, que se fala sobre Cloud Computing, e everything as a service, né. Eu havia trabalhado já em um outro fabricante com o meu atual manager, Luiz Furlan, e ele me convidou para fazer parte do time dele, do time de BDMs de movimentos de negócios, análise de mercado, prover inteligência em novos modos de fazer, até por esse push que nós temos de corporate da Oracle, para adoção de OCI. E ele me convidou justamente porque eles estavam buscando pessoas com um olhar mais de mercado, uma forma um pouco mais, digamos assim, agnóstica em relação a isso. Como os outros players se posicionam, o que que os clientes de fato buscam. Qual que é, enfim, as dificuldades, as dúvidas, as ansiedades que os clientes costumam ter nesse momento que eu chamo de “Cloudificação”, né? E aí vim aqui trabalhar com vocês, fazer parte desse time fantástico, pessoal muito bom, para alavancar negócios em OCI.

Perrott: Poxa, que maravilha. História incrível aí Caê. Você comentou uma coisa que eu fiquei até curioso. De fato, a comunicação em nuvem já tem a nossa primeira década completada, né? Já temos uma década de nuvem, operando no mundo inteiro. Porém, antes da nuvem surgir, já existia uma certa necessidade de negócio, que era para ter alta disponibilidade, que é ter a capacidade de continuação de negócio, da continuidade de negócio, das empresas. Afinal de contas, quanto mais digitalizadas as empresas são, melhor precisa os sistemas, e a sua resiliência. Conta um pouquinho para a gente, nessa sua trajetória aí que você contou de mais de 20 anos. O que que tu já viu de alta disponibilidade, do mundo on premisse, e o que que tu está vendo agora, do mundo em nuvem.

Carlos: A questão de desaster recovery, por exemplo, nós usuários and users, né, como nós chamamos. Então, sempre houve, né? Então, desde um pen drive, um HD externo, onde nós fazemos um backup de nossas fotos, nossas imagens, pode ser algo tão simples quanto isso, até uma solução mais elegante, mais complexa, e obviamente de acordo, indo ao encontro das empresas, das necessidades. A gente costuma dizer que assim, quem tem 2, não tem nenhum. Sempre houve essa preocupação, que obvio, inicialmente começou com premisses. Oficialmente, uma solução de backup, uma solução de desaster recovery on premisse, ela sendo purista, não é considerado um desastre recovery. Porque, por exemplo, se eu tenho o meu HD externo aqui com meus dados, e eu perco a chave de casa, eu não consigo ter acesso a esses dados, né? Então, é uma evolução natural. A tecnologia, ela desenvolve, ela evolui muito rápido. Então, não bastava somente ter os dados, vamos dizer assim, uma infraestrutura de backup por exemplo, que é o mais simples do desastre recovery, dentro da mesma casa, do mesmo facilities, da mesma infraestrutura que você tinha seus dados de produção. Então, houve essa evolução, ao invés de começarmos a fazer através de fitas, que tinham os famosos robôs nos data centers, que faziam esses backups periódicos. Mas, houve, obviamente, essa necessidade de soluções mais inteligentes, e de novos modos de fazer um desaster recovery, uma solução de high availability. E hoje isso, mais do que nunca, é que, para as empresas, né. Nós vivemos em um mundo cada vez mais digital, aonde o acesso da informação ela precisa ser imediato, né? A parte, vou dizer, a parte ruim, mas, o trade off deste mundo que nós vivemos digital, é que se você não tem o que você quer na hora, você vai para o concorrente, por exemplo. Então, você fica frustrado. Você quer assistir um vídeo no Youtube, por exemplo, e você tem que esperar carregar o vídeo. Você quer tudo para agora. Então o DR, ele passou a não ser encarado somente como uma reserva, vamos dizer assim, um backup PC. Mas, ele está muito ligado a questão da alta disponibilidade dessa aplicação. Essa aplicação não pode ficar fora, de jeito nenhum, porque hoje em dia, não existe mais lealdade a marcas.

Então, se eu tento acessar uma aplicação de um cliente, por qualquer motivo, ela não está disponível naquele momento, seja por causa de um erro humano. Uma coisa engraçada, as pessoas, quando a gente fala desaster recovery, a gente tende a princípio em achar, nossa, um terremoto, um incêndio, um avião que cai, enfim, alguém solta uma bomba, aquela história. Mas, a verdade é que a maioria das paradas, da indisponibilidade de aplicações, acontecem por causa de erro humano. E é muito frequente. Então, o desaster pode ser algo… uma indisponibilidade. Imagina em uma black friday, você no seu carrinho de compras, acessando um dos e-commerces, e na hora de você fazer a compra, naquele momento, aquela aplicação, está fora do ar, por qualquer motivo. Isso para a empresa, é um desastre, né?

Então, o DR, passou a ser não somente uma espécie de resiliência, mas, ele está sendo encarado como um cenário de alta disponibilidade das aplicações.

Perrott: Então, nesse caso, conforme você está apresentando, eu compreendo que tanto a alta disponibilidade, como a minha capacidade de recuperação de um desastre, ela está associada a dois pilares que eu compreendi aqui. Um, é a estratégia de negócio propriamente dito. E trazer esse conjunto de tecnologias que tem no mercado, tem disponível tanto on premisse, quanto em nuvem, para aí sim, eu compor a minha estratégia. É essa a linha de raciocínio?

Carlos: Exato. O que que é chave aqui, tá Vinícius? Nos dias de hoje, eu estresso muito esse assunto. A credibilidade da marca. Então, quando aqui na Gen dois, né, OCI, nós estamos na segunda geração, nós recriamos uma série de infraestrutura, de conceitos e de soluções de OCI Gen 2. Mais uma vez, se eu tenho uma má experiência de usuário, por causa da indisponibilidade de aplicação, por causa da performance dessa aplicação, isso faz com que eu busque o concorrente. Isso está, como eu disse, está muito fácil isso. As empresas estão muito preocupadas com o impacto que isso tem nos usuários. Então, a credibilidade da marca, é o mais importante. Então, quando nós pensamos em uma solução de desaster recovery, honestamente, e aí vem a questão da nuvem, porque veja, não podemos esquecer que a infraestrutura de nuvem, ela é a mesma que nós estamos todos acostumados. Nós temos computing power, continua tendo, as pessoas brincam, nuvem é somente um computador de outra pessoa.

Perrott: Sim.

Carlos: Porque ao final do dia, acaba assim. Nós precisamos de processamento, nós precisamos de memória, nós precisamos de armazenamento, isso não muda. O que muda, é a forma de acesso. Então, talvez eu esteja até me antecipando um pouquinho aqui. Mas o conceito de nuvem, nós não entregamos produtos. Nós entregamos serviços. Nós entregamos soluções. É isso que importa para as pessoas. Então, não é vender um produto que vai endereçar uma necessidade de desaster recovery, ou de high availability. Então, nós oferecemos serviço de alta disponibilidade, um serviço descontinuidade dos negócios, para os nossos usuários finais.

Então, essa infraestrutura, nós tiramos, desoneramos essas empresas desse tipo de preocupação, dessa operacionalização disso tudo, por que existe. E nós ofertamos isso como serviço. A nuvem faz todo sentido, porque veja, nós investimos pesado em tecnologias, e novos modos de fazer. Então as empresas passam a ter acesso a uma série de tecnologias de ponta, de última geração. Nós estamos sempre up to date, com essas tendências. Nós ditamos inclusive tendências, que de outra forma eles não teriam. Ou o investimento, teria que ser muito pesado. Se eu vou, eu enquanto cliente final, investir em uma solução de desastre recovery, eu tenho que comprar equipamento, eu tenho que acomodar esse equipamento no data center, eu vou me preocupar com um time de recursos humanos, que vai operacionalizar isso. Tem conta de luz, tem conta de cooling, de refrigeração desses equipamentos. Ou seja, querendo ou não, eu acabo tirando um pouco o foco do meu negócio. E na maioria dos casos, TI por assim dizer, ela não é o principal business dos clientes. Eles utilizam o TI como um meio de fazer negócios. Então essa movimentação para a nuvem, fica mais fácil, porque eu utilizo como serviços, e não mais como uma infraestrutura estática que há cada aproximadamente 3 a 5 anos, ela já provavelmente estará obsoleta, entendeu?

Perrott: Você falou dessa gestão desse ambiente, citou a questão da refrigeração, a energia, para ter alta disponibilidade ou para ter uma estratégia de continuidade de negócios com essa tecnologia, isso se restringe somente para o ambiente on premisse, ou a nuvem também só tem alta disponibilidade em nuvem? É possível juntar esses dois mundos? Como é que é essa combinação do on premisse, como nuvem?

Carlos: Sim, é possível, e é muito comum. Normalmente, a gente chama isso de hydrid. Os clientes, embora eles não tenham essa consciência, eles já têm uma nuvem rodando dentro da casa, tá? Existe infraestrutura de TI tradicional. Essa infraestrutura de TI tradicional, por necessidade de negócios, por evolução, por questões de competitividade, inclusive, muita dessa infraestrutura acaba sendo utilizada para ofertar serviços internos. Muita gente conhece o termo chamado storage, por exemplo. E há muitos fabricantes no mercado de tecnologia, que são focados em soluções para endereçar essa questão de alta disponibilidade das aplicações, e em caso de parada, o mais rápido possível, contornar esse cenário. Então, há infraestruturas segregadas dentro da infraestrutura do cliente, que são destinadas a esse tipo de solução. O que muito se faz, mas veja, é custoso. Você, os dados eles aumentam de forma exponencial. Então, fica difícil fazer, por exemplo, provisioning dessa infraestrutura. Quanto de storage, por exemplo, em termos de gigas, ou beta bytes, por exemplo, eu preciso ter, par acomodar esses dados.

Não somente isso. A infraestrutura que eu vou ter que viabilizar, disponibilizar, para que esses dados sejam acessados, com base em uma série de pré-requisitos, performance, latência, por exemplo. O tempo que eu estou disposto a ficar fora do ar, as determinadas aplicações, a gente faz isso, a gente chama de “tierização”, dados quentes que são muito críticos, a dados frios, que já são decantados, que o acesso é mais lento. Enfim, isso tudo é muito custoso, é moroso, e na maioria das vezes, não é o business da empresa. Ela precisa disso. A alternativa, e hoje em dia nem tanto alternativa, e nem mais tendência, na verdade. A realidade é que eu quero isso como serviço. Então normalmente, eles pegam toda essa infraestrutura de back office, que nós chamamos, e movimentam para a nuvem. E aí nós acordamos um contrato, um SLA. Para quem não sabe, SLA é o service level agreement, em outras palavras, são níveis de serviço. Então, eu lhe garanto que seus dados serão acessados com determinada performance, com determinada latência, que estará disponível 24/7 para você. Você não se preocupa com nada que está por trás disso, com infraestrutura, com operacionalização. E eu estou lhe oferecendo de fato esse serviço, entendeu?

Então, é muito comum hoje em dia, do que a gente chama desse ambiente hibrido. Existem algumas empresas, que por N razoes, mantem alguma parte dessas aplicações em cenário de cenário desaster recovery availability, com on premisses, somado a esse serviço de nuvem.

Perrott: Uma coisa que você comentou Caê, que eu acho superinteressante, essa combinação, e a gestão do SLA. Obviamente, que a partir do momento que as empresas se relacionam com os provedores de nuvem, com os serviços em nuvem, ela tem que entender com muita clareza, quais são as obrigações, e obviamente, o que que compõe o SLA, que é o acordo de nível de serviço, como você comentou. Você tem visto que os gestores, eles estão mais afinados com essa disciplina?

Carlos: Olha, estão. E na verdade, nós temos aqui, inclusive, um grande diferencial Oracle em relação aos demais competidores, é que nós não nos limitamos a firmar um SLA de alta disponibilidade. Nós firmamos, nós estamos tão confiantes da nossa infraestrutura, dos investimentos que foram feitos, que nós também firmamos níveis de serviço, relacionado a performance e latência também. A questão da operacionalização. Nós somos além do que o mercado normalmente entrega. Tem uma frase que eu gosto muito. Não necessariamente você precisa ser pioneiro. O que você tem que ser, eu tenho que trazer diferencial competitivo. Então, como nós sabemos aqui, há haviam outros talk providers. Há muitos talks providers, na verdade. Nós tendemos a pensar nos maiores. Mas, há uma centena de provedores de nuvem, que oferecem vários serviços, incluindo DR, HA, por exemplo. Como é que eu me diferencio disso? Eu preciso de fato trazer esse diferencial. E essa foi a preocupação, quando começamos a desenvolver a geração 2 do OCI.

Então, uma das formas, é os níveis de serviço, os tipos de serviços que nós ofertamos ao mercado. Foi pensado dessa forma.

Perrott: Então, existe uma evolução, uma preocupação em evolução contínua dos serviços, e de como você atende o cliente.

Carlos: Eu creio que isso é o mais importante hoje em dia. Quantas operadoras de telefonia móvel, de celular, nós temos? O que faz você usar uma, a outra, certo? Então, a experiência, é a sua experiência de usuário, não somente na hora boa, “aqui pega sinal, ali não pega”, aquela história. Mas, em casos eventuais de problemas, ou modelos de pagamentos, tipos de contrato, alguns serviços adicionais que são ofertados de forma complementar, de forma, como que eu posso dizer, não é um presente, porque nada é de graça. Mas assim, eu tenho uma série de… um pacote específico para você. Eu tenho essa flexibilidade…

Perrott: …o complemento que ele oferece. Seria isso?

Carlos: Exato. Nuvem por nuvem, isso é importante dizer. Estamos aqui, obviamente, sendo transparentes. Nuvem por nuvem, infraestrutura de nuvem, elas são muito parecidas. A Oracle não inventou a roda. Mas, de novo, nós buscamos diferenciação dos demais. Senão, veja, somos só mais um provedor. Então, a nossa preocupação sempre foi em como oferecer o serviço, aos usuários finais.

Então, nós damos uma série de opções de modelos de serviços a esses clientes. Eles conseguem, eles têm uma variedade de serviços, uma variedade de Sal, uma variedade de modelos de negócios, que eles podem optar, entendeu?

Perrott: Perfeito.

Carlos: Esse é, de fato, o nosso Core Business. A Oracle, ela está passando por um processo de mudança de personalidade, vamos dizer assim. Nós queremos ser, de fato, o principal provedor de serviços aos clientes, e não mais um fornecedor de produtos e soluções.

Perrott: Caê, pegando até o gancho do que você comentou, na necessidade de evolução contínua da melhoria do serviço, olhando o cliente. A gente está gravando em 2021 esse episódio. Então, se alguém já no futuro, já estiver ouvindo, saiba que a Oracle lançou aqui no Brasil, a sua segunda região, neste ano, em 2021. Então, essa segunda região, ela colabora em que, justamente nessa estratégia de continuidade de negócios, e de melhoria no atendimento aos clientes que a Oracle atende, e de futuros clientes também.

Carlos: Sim, ótima pergunta. Isso aí reflete, o quão sério a Oracle está, não somente no Brasil, isso é worldwide, né. Mas, falando aqui Brasil e Latin America. A Oracle é o único provedor de nuvem, que de fato, tem duas regiões. Os demais providers, eles não possuem regiões. O que eu quero dizer com isso? Quando faz, fizemos os investimentos e inauguramos recentemente a região, uma nova região que fica em Campinas, em Vinhedo, na região ali na verdade. A gente chama de Viracopos. É uma tendência usar a sigla dos aeroportos. Então, nós temos GRU, que é Guarulhos e São Paulo. E nós temos VCP, que é Viracopos, em Campinas. Primeiro, para estimular o consumo local. Nós damos cada vez mais opções de acesso, para esses clientes. Nós, de fato, temos uma solução de desaster recovery, onde esses data centers estão bastante apartados. São infraestruturas completamente independentes uma da outra. Isso, de fato, caracteriza um desaster recovery. Tem exemplos de clientes, por exemplo, em que ele tem um Data Center de um lado no QG dele em uma avenida. E o Data Center, backup dele, fica do outro lado da avenida. Conectado ali, por uma fibra apagada, por exemplo. Isso não é desaster recovery, oficialmente. É uma série de requisitos que devem ser atendidos, padrão de indústria, questões de segurança muito importante, que caracterizam uma solução de desaster recovery, e, consequentemente, te dá uma solução de high availability, né? De alta disponibilidade. Então, a Oracle investiu pesado, continua investindo, e ao inaugurarmos essa nova região em Vinhedo, nós, de fato, damos essa condição ao cliente, de ter uma alternativa. Então veja, esse cliente já está localizado em São Paulo, e utiliza os serviços de nuvem da Oracle, ele provavelmente já tem a parte de desaster recovery no nosso OCI em São Paulo. Fine. Mas, o cliente continua em São Paulo. Agora, ele opção de ter acesso em outra região de fato, lá em Viracopos, ele orquestra essas aplicações, enfim, os serviços, entre os data centers. Essa é o principal motivador da inauguração de uma nova região, e não somente uma extensão. Eu sei que é um pouco complicado, não complicado, mas, pode ser mal-entendido.

Uma coisa, é estender uma infraestrutura de data center, para um outro lugar, tá, físico. Outra coisa, é você ter de fato, uma infraestrutura 100% apartada, ou seja, não é uma extensão, concorda? É site A, site B. Não é site A, site A linha, entende?

Perrott: Não é um puxadinho, né?

Carlos: Não é, exato. Então, essa foi, por isso que foi tomado a decisão da Oracle de não, nós vamos ter uma nova região, completamente apartada, independente, aonde eu tenho mais um ponto de acesso de fato. Ou seja, eu consigo agregar mais clientes nessas infraestruturas, enquanto eu promovo, de fato, uma solução de desaster recovery.

Perrott: Caê, você comentou um negócio, que essa segunda região, por ser uma solução também em nuvem, e uma estrutura acoplada a estrutura global da Oracle, ela tende ao mundo inteiro também essa segunda região. Obviamente, as empresas brasileiras, em nosso território nacional, se beneficiam diretamente. Mas, o mundo inteiro, pode também se beneficiar dessa segunda região. É isso?

Carlos: É isso aí. Eu vou te dar um exemplo prático. Então, nós temos aqui Guarulhos, certo? GRU. Tem clientes, que tem um data center próprio, não necessariamente um data center próprio, mas, a gente chama de colocation. Então, ele tem toda a infraestrutura dele, dentro de um data center. Aí ele fez, por N razoes, e não necessariamente só precisa ser DR a questão aqui. Mas, eu vou focar no escopo do nosso papo. Então, ele fez uma infraestrutura de DR as a service, como eu disse. Ele assina um contrato de disponibilidade de serviço, com base em uma série de premissas, e ele tinha aqui a infraestrutura dele em GRU. Esse cliente, e não é só um cliente, obviamente, mas ele faseou. Então, ele começou a mover as aplicações dele on premisses, para o OCI aqui em Guarulhos. E aí, nós não tínhamos a região ok, de Viracopos. Há clientes que utilizam GRU, e por exemplo, Ashburn, nos Estados Unidos, como site de resiliência, como desaster recovery. Isso existe hoje, é um going, tá?

Agora veja, ele deixa o site dele lá nos Estados Unidos, maravilha. Temos internet para isso, uma série de tipos de conexão, e essas conexões, mais uma vez, respaldadas por Sal. Poxa, melhor do que ter em Ashburn, porque há pré-requisitos de latência de performance, etc., eu poderia trazer isso agora para VCP, Viracopos. Uma questão de, por exemplo, muitos dados devem estar, isso é de novo, falamos muito de LGPD, esse tipo de coisa. Os dados têm que estar em território nacional, por questões de leis, ou algo desse tipo. Então, é tão simples, quanto ele pegar essas aplicações que eventualmente estão acomodadas lá nos Estados Unidos, nesse caso, e literalmente move-las aqui para Viracopos. Ele continua tendo mesmo nível de resiliência, as infraestruturas são completamente apartadas, mas ele não precisa ter esses dados mais lá nos Estados Unidos. Ele pode trazer esses dados todos para Viracopos. Isso habilita ele até a ter outros tipos de solução, que antes não seriam possíveis, tendo esses dados lá nos Estados Unidos. Principalmente, no que diz respeito a performance. Porque querendo ou não, mais que seja links de altíssima disponibilidade, altíssima performance, aplicações são muito sensíveis a latência, ou alguns serviços que por N razoes, não suportam essa distância, por exemplo, entendeu? Trazendo para Viracopos, ele não só continua com o mesmo nível, a mesma qualidade de solução de desaster recovery high availability, mas, ele pode habilitar outro serviço que antes não seriam possíveis, entendeu?

Perrott: Maravilha. Então, a estratégia fica consolidada aqui. Caê, eu sei que tem muito assunto. Esse, em espacial, tem chamado muito a atenção, no Brasil ultimamente, por diversos fatores. Não somente os desastres naturais, como você citou aqui alguns, mas, por outras intervenções, ou por falhas, sejam humanas, ou técnicas. Fica aqui meu convite, para a gente retomar esse assunto, e aprofundar mais ainda. E a nossa última pergunta, que eu sempre faço ao nosso convidado. A ideia é buscar a sua visão, sua experiência, o que que você vê no seu dia a dia. Vamos lá. Para Caê, o que que é computação em nuvem?

Carlos: A minha visão de computação em nuvem, é exatamente isso. É habilitar qualquer tipo de cliente, a ter acesso ao que há de mais avançado, última geração em termos de tecnologia, porque esse é o nosso business. E ofertar isso como serviço. É tão simples quanto isso, quando a gente fala. Eu posso dar um exemplo, que todo mundo conhece. Por exemplo, a questão do Netflix. Então, antigamente, nós… quando eu digo antigamente, faz alguns anos que isso mudou. Eu quero assistir um determinado filme. Tinha que esperar, na época, assim. Ou você ia na locadora, alugava uma fita cassete, um DVD, não importa. Então, para isso, você tinha que ter um DVD. Aí você tinha que ir até a locadora, ver se estava lá o filme que você queria assistir. Volta para a casa, certo, coloca lá o DVD no DVD player. Isso ajudou muito. Eu sou de uma época que assim, nós alugávamos fita na locadora, ainda tinha que rebobinar a fita para o próximo pegar.

Perrott: Para não pagar multa, né?

Carlos: Para não pagar multa. Se voltasse a fita sem estar rebobinada, pagava um extra. É verdade. E agora veja, não importa se eu estou no celular, se eu estou no laptop, se eu estou em casa, se eu estou, por exemplo, na casa de um amigo. Desde que eu tenho um login e uma senha, concorda que é tão simples quanto acessar. Eu estou aqui na minha casa, assistindo um filme. Aí você me convida para tomar cerveja na sua casa. Aí, eu vou para a sua casa, coloco o meu login, e eu volto a assistir o filme exatamente onde ele estava. Então, isso é um serviço, concorda? Nuvem é isso. É um ótimo exemplo, o exemplo do Netflix, que é muito comum. Outros serviços, há agora uma série de outros serviços, que seguem essa linha. Mas, nuvem, é exatamente isso. É ter o que eu preciso, a hora que eu preciso, quando eu preciso tá? É o melhor exemplo. E isso, só pode ser entregue, as a service. E é isso que nós fazemos. Então isso é um ótimo exemplo. Eu fui um pouco rude, porque eu sei disso, mas foi proposital. Porque isso, de fato, caracteriza um serviço de cloud computing.

Perrott: Caê, eu queria muito agradecer a sua participação aqui na nossa minissérie, na nossa segunda temporada aqui, com o Papo Oracle Cloud. E fica aqui meu convite, para a gente voltar e retomar esse tema, que eu acho que é muito importante, e tem muita coisa para falar, trazer alguns exemplos. Mas, agradeço essa oportunidade, e ter apresentado aqui um pouquinho do seu conhecimento, do seu dia a dia.

Carlos: Sempre que quiserem, é um prazer. Gosto muito de ter esse tipo de debate, responder perguntas dentro do que eu sei. Ninguém sabe tudo, obviamente. Mas, fico muito feliz. E sempre que me convidarem, atenderei a sessão com prazer.

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Até o próximo episódio do Papo Oracle Cloud!

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