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O que é RTO Recovery Time Objective e RPO Recovery Point Objective?

Vinícius Perrott 3 de novembro de 2021 4854 18 3


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Olá, seja bem-vindo à série Papo HostDime Labs. Essa é uma iniciativa da HostDime Brasil.

Nosso objetivo é bater um papo com os especialistas das mais diversas áreas.

A cada episódio, um especialista responde as principais dúvidas do universo dos datacenters.

Nesse episódio, conto com a participação da Manuel Dutra, Coordenador de Data Center. Seja bem-vindo à nossa minissérie.

Manuel Dutra: E aí, Perrott, tudo bom?

Vinicius Perrott: Tudo joia, mestre. Vamos falar agora sobre duas siglas, na verdade dois acrônimos, que acabam vivendo no mundo dos negócios que são os tais do RTO e o RPO. Um voltado muito para o tempo de recuperação e o outro pelo ponto de recuperação. Basicamente a que momento na sua janela de vida ele quer recuperar alguns dados. Explique para a gente o que é o RTO e o RPO.

Manuel: Perrott, hoje o RTO e o POR a gente vai tomar como duas decisões, nosso cliente vai tomar. Então é algo que a HostDime vai definir para o cliente. Com o RTO, a gente vai pegar quanto tempo esse serviço do cliente, sua operação aqui na HostDime pode ficar indisponível ou, digamos, a sua operação local, a sua operação de qualquer forma. Quanto tempo suporta ficar indisponível sem gerar um impacto, digamos, minimamente irreversível, com grandes perdas para o negócio dele. Da mesma forma, vai ser o RPO, em que momento ou quanto a gente pode voltar para trás e trazer o serviço de volta, digamos, faltando informações, digamos assim, de um dia para trás, de horas para trás e isso vai ser tudo construído a quatro mãos, uma decisão tomada com muito cuidado.

Perrott: Há de se imaginar que os empresários não querem perder absolutamente nada. Afinal de contas, seja um dado processado, um pedido emitido de um cliente ou para alguns segmentos mais específicos, como plano de saúde ou centros de exame que, uma vez que ele produz aquele dado, aquela informação do seu cliente, para reproduzi-lo é muito difícil. Então existe certo sentimento de que eu não posso perder nada. Mas, quanto mais próximo dos 100% de perda, de nada de perda, eu tenho que ter investimento maior também. É essa linha?

Manuel: O pensamento é exatamente esse, Perrott. A empresa que se propõe a trabalhar com um serviço em que o RTO, o RPO dela, digamos assim, ele praticamente tem que ser zero, o pensamento que ela tem que ter é que ela tem que investir de acordo, ou seja, um ambiente com alta disponibilidade, com garantia de entrega desses dados e também a disponibilidade desses dados naquele momento é o essencial para o negócio dela. Isso faz com que ela possa entregar o serviço. A gente não imagina, de forma alguma, eu fazer um exame médico que me custou 10 mil reais e, de alguma maneira, eu perdi e vou ter que refazê-lo. A gente não conceber isso. Mas isso vai ser uma decisão de negócio para negócio. A gente entende hoje, no mundo das startups e etc., a gente recebe propostas de pessoas que estão lá começando com a sua aplicação, querem pelo menos colocar no ar e isso vai chamar atenção e ele está disposto a se, de alguma forma ele tiver alguma dificuldade porque ele investiu pouco no seu ambiente, não é um ambiente altamente disponível, ele está ciente desse risco, ele fez essa escolha assumindo riscos. E isso vai realmente de negócio para negócio.

Perrott: Nessa consideração, vocês ajudam o cliente de vocês a conseguir identificar qual seria, economicamente falando e tecnicamente atendo o cliente, o que seria de curto, médio e longo prazo um RTO e um RPO mais adequado para aquele cliente?

Manuel: Hoje vai ser exatamente isso, tanto a gente tem um SLA dos serviços de datacenter como também o serviço que o cliente contrata aqui dentro tem níveis de entrega, digamos assim. O nosso comercial, nesse primeiro momento em que vai ter uma conversa com o cliente, vai fazer um levantamento e requisito inicial, onde ele sente que há essa necessidade de maior definição, que o cliente não sabe exatamente o que contratar, a gente tem uma equipe de especialistas que são os nossos analistas de soluções que vão realmente para dentro da empresa do cliente, vão trocar essa ideia, vão entender qual a melhor forma de entregar um serviço resiliente, com alta disponibilidade, e definir isso junto com o cliente. No caso de uma falha de indisponibilidade, a gente volta em x tempo. Isso é aceitável, não é? Uma rotina de backup configurada hoje está a cada 12 horas. Voltar 12 horas na sua recuperação é algo tranquilo, dá para refazer, não dá, gera muito impacto? Tudo isso é o que vai definir essa definição de RTO e RPO junto com o cliente.

Perrott: Dentro da estratégia de RTO e RPO você citou o próprio backup. Existe a replicação ativa ativo ou uma operação que eu consiga ter uma réplica idêntica em um menor tempo possível dentro do meu ambiente?

Manuel: Isso a gente consegue prover, sim. Dentro dos serviços, tanto a gente tem uma entrega de serviços de nuvem, mas, no caso, o nosso cloud storage que tanto é a garantia de entrega dos dados totalmente resiliente disponível, como também a flexibilidade para o cliente, se ele quer ter uma cópia a cada dez minutos do ambiente, ele vai pagar de acordo, claro, mas ele consegue ter essa segurança de que, opa, aconteceu um problema agora, eu volto dez minutos porque eu tenho uma rotina de backup empregada dessa forma e a gente consegue, sim, retomar essa empresa à operação com os dados de dez minutos atrás. A gente entende que isso não é uma prática comum, é mais para exemplificar, mas são trocas de ideia como essa com o cliente em que a gente consegue chegar no limiar entre tempo de recuperação ou quanto ele precisa recuperar, a gente tem a flexibilidade, a gente tem a ferramenta que vai conseguir entregar isso.

Perrott: Maravilha, mestre. Agradeço a sua participação. Manuel Dutra, coordenador de datacenter.

Manuel: Até mais, Perrott.

Você que nos acompanha tem alguma pergunta ou comentário?

Mande aqui para a gente pelo link hostdime.com.br/papocloud.

E outro conteúdo que complementa o nosso bate-papo é o Guia Definitivo para Otimizar Segurança de Dados da Sua Empresa com Cloud Computing.

O link está na descrição desse episódio e no seu agregador de podcast favorito ou lá no site do Papo Cloud.

Aqui a sua jornada será um sucesso!

Até o próximo episódio do Papo HostDime Labs.

E aí?
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