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Papo Oracle Cloud T2 02 – Iniciando a jornada para a nuvem: onde, como aprender e praticar

Vinícius Perrott 1 de novembro de 2021 4773 18 3


Background
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Olá, tudo bem?

Seja bem-vindo a segunda temporada do Papo Oracle Cloud.

Esse conteúdo foi produzido em conjunto com o time da Oracle Brasil.

Nessa temporada, discutiremos em 6 episódios temas que impactam diretamente na sua estratégia de adoção de soluções em nuvem. Sabemos que toda e qualquer jornada tem um início.

Por isso, é importante saber por onde, e desenvolver as melhores práticas em Cloud.

Compreender como e porque a alta disponibilidade e a recuperação de desastre, vai muito além de um simples backup.

Segurança, um tema tão importante, não poderia ficar de fora. Aqui vamos entender como maximizar cada recurso, e ter um ambiente seguro para o ambiente para os negócios.

Otimizar a arquitetura de soluções por meio da multicloud, é o próximo passo. Entenderemos como a Oracle Cloud, e a Microsoft Azure desenvolvem e entregam essas soluções em conjunto para os seus clientes.

Além disso tudo, lições aprendidas com quem já viveu, e vive toda essa jornada.

São bate-papos superdescontraídos, leves, e com muita informação.

Te convido a visitar o site do Papo Cloud, para conferir a transcrição completa de cada episódio, além de um conteúdo sobre transformação digital, e como ativar o seu modo gratuito da Oracle Cloud.

Todos os links, você vai encontrar na descrição desse episódio, no seu agregador de Podcast favorito.

Eu sou Vinícius Perrott, e seja muito bem-vindo a segunda temporada do Papo Oracle Cloud.

Papo Oracle Cloud T2 02 - Iniciando a jornada para a nuvem: onde, como aprender e praticar - Maria Carolina Faria

Nesse episódio da segunda temporada aqui do Papo Oracle Cloud, eu tenho a presença da Maria Carolina Faria – ISV Business Development Champion. Carol, seja bem-vinda a nossa minissérie.

Maria Carolina: Olá Vinicius. Olá todos os ouvintes. Muito obrigada pelo convite. Sempre é uma honra estar falando de Oracle, de cloud. Eu agradeço muito por esse convite nesse PodCast. Vai ser superlegal.

Perrott: Eu não tenho dúvida. Vai ser muito legal sim, Carol. Carol: se apresente um pouquinho para quem está aqui nos ouvindo, para quem está nos acompanhando na nossa minissérie. Fala um pouquinho do seu papel e um pouquinho da sua jornada aqui na Oracle.

Carol: Legal. Então? Meu nome completo é Maria Carolina. Todo mundo aqui dentro da Oracle me conhece como Carol. Eu tenho atualmente 21 anos. Eu participei do programa de estágio aqui da Oracle como Generation Oracle, GenO. Mas na verdade, a minha formação é em Relações Internacionais. Então, eu não vinha da área da tecnologia. Eu acabei conhecendo a Oracle por um contato em comum que eu tinha aqui, o Natan, que é especialista em vendas. Ele veio e me apresentou sobre a Oracle. Eu me apaixonei pela empresa, pelos objetivos da empresa, pela missão, pela tecnologia em si, que estava sendo utilizada aqui dentro. E foi nesse período de estágio de seis, sete meses, que eu acabei tendo uma curva exponencial de aprendizado. E acabei me apaixonando pela tecnologia, principalmente em cloud computing. E agora me sinto, pelo menos, com propriedade para vir num PodCast falar um pouquinho sobre cloud computing. Mas eu acredito que eu sendo uma pessoa que não fui formada nessa área, é muito especial para mim estar dentro da área de tecnologia e conseguir entender sobre tecnologia numa empresa tão grande quanto a Oracle, que esteve disposta a me ensinar. Então para mim foi muito importante essa jornada aqui dentro, para eu me introduzir a esse mundo da tecnologia.

Perrott: Carol que história incrível. Eu acho que a gente tem que marcar outro PodCast só para você contar mais essa jornada da sua carreira, da sua formação. Mas já que a gente está falando de computação em nuvem nesse momento, qual a sua visão? Você acha que a computação em nuvem hoje, ela é mais acessível para um amplo espectro de conhecimento de outras pessoas? Você até relatou, no seu próprio caso, de pessoas não de TI, tem mais facilidade hoje com computação em nuvem?

Carol: Não. Com certeza. Eu acredito que é o seguinte, primeiro: ao longo desse ano de 2020, a gente teve uma grande introdução aí do ensino à distância. As pessoas que não conheciam passaram a conhecer. E, muitas vezes, foram até obrigadas a utilizar o ensino à distância, o ensino online. E, principalmente nessas plataformas online, como Udemy depende de quem fala. Ou Coursera, por exemplo. Já existem cursos que são gratuitos ou pagos, com relação à cloud computing e que já são um pouco mais democráticos. Não utilizam uma linguagem muito técnica. Como toda ciência, eu acredito que seja a ciência econômica ou ciência da computação ou ciências biológicas. Eu acredito que, muitas vezes, o que impede a pessoa de começar a estudar é justamente o vocabulário. E a tecnicidade que esse vocabulário apresenta. Então hoje nós já conseguimos ver bastante dentro desse ensino à distância, esse ensino online, esse vocabulário mais acessível. Foi o que me atraiu dentro da Oracle. E a própria Oracle em si tem o Oracle University, que é um site também, no qual existem certificados gratuitos. Existem cursos gratuitos, tanto acompanhados, quanto vídeos pré-gravados, com legenda em português. E lá dentro do Oracle University você consegue entrar desde Oracle Cloud como infraestrutura, até os softwares que a própria Oracle oferece, ou as plataformas de bancos de dados. Até isso que eu estou falando: infraestrutura, software, plataforma. Já é uma coisa que quem não é da tecnologia fica meio confuso. Mas dentro do próprio Oracle University já fica bem separadinho. O que é a infraestrutura? O que a Oracle oferece? Como mexer? O que é software? O que a Oracle oferece? E como você mexe? Então sim. Eu acredito que hoje em dia cloud computing e TI no geral e computação no geral estão ficando mais acessíveis, até por uma questão de necessidade. Até porque a gente está mexendo com isso todo dia e não poderia ser diferente. Não poderia ficar restrito a só as pessoas que estudam isso.

Perrott: E até fazendo um paralelo. Você comentou em relação à jornada. Você começar a entrar nesse universo de computação em nuvem. São vários caminhos que a gente tem hoje. Não somente infraestrutura. Plataforma, software, serviço, desenvolvimento, segurança. Enfim, é um mar praticamente de um infinito de possibilidades, caminhos e vertentes. Mas toda jornada tem um passo inicial. Tem um passo à frente que a gente tem que dar. E por onde começar, para entender quais são as possibilidades? Para depois, você ir se aprofundando e, de repente, escolher alguma vertical que tenha mais preferências, ou mais afinidades ou, até mesmo, possibilidades de aprofundamento? Como é que a gente começa?

Carol: Isso eu posso falar, até sob o ponto de vista da minha experiência, como uma pessoa que não era da área de tecnologia. Porque eu acredito que quando você é da área, você pegar um curso online que já esteja falando sobre computação, sobre máquinas virtuais, virtualização, colocation. Esses termos. Você que já está dentro da área de tecnologia ou já fez um curso preparatório, você vai entender um pouco mais. Agora, quem não é da área de tecnologia – pelo menos o meu caminho – é primeiro: entender a computação. E não direto a computação em nuvem. Porque a computação em nuvem já é um passo mais para frente do que a gente conhece como pessoa comum. Uma pessoa comum, como ela utiliza a computação. Eu jogava muito videogame. Eu jogo até hoje. E eu mexia muito com o hardware do meu computador. Então eu sabia o que era uma placa de vídeo. Eu sabia o que era um processador. Eu sabia o que era a memória RAM. E, a partir disso, da CPU física, do que era o meu computador físico, eu fui tentando estabelecer essa relação com o que era a computação em nuvem. Então eu pensei: existe um computador que é físico e a computação é em nuvem. Então, os componentes devem ser parecidos. Deve ter um processador que também atua em nuvem. Deve ter uma internet que funciona só na nuvem. Deve ter como se fosse um pendrive que entra no meu computador, isso deve ter alguma forma de ser… que a gente fala de block storage. Isso fica guardado na nuvem. Então foi assim que eu comecei: tentando estabelecer a relação entre o que era físico e o que passou para o virtual. A partir desse momento, que você tem algo mais concreto sobre o que é a computação, fica mais fácil entender na nuvem, como esse processamento funciona. E a partir daí, você já consegue entrar dentro de um curso, de uma Oracle University, por exemplo. Porque vai te falar: uma máquina virtual é como se fosse um processador, mas virtualizado. Então é legal que você saiba um pouquinho de computação física mesmo. Porque vai ajudar você a estabelecer esse paralelo do que acontece dentro da nuvem. Aí é óbvio que depois vai ficando mais complexo. Você vai começar a aprender como funcionam as redes. Como funciona a saída e a entrada de dados. Mas gradualmente, deixando as coisas mais complexas do ponto físico para o ponto mais abstrato, geralmente é mais fácil, principalmente para quem não é da área de tecnologia.

Perrott: Então eu posso dizer que a sua experiência com o videogame lhe aproximou da nuvem?

Carol: É. Isso com certeza. Eu não era da área da tecnologia. Mas é aquilo: a gente é muito condicionado a acreditar no que a gente pensa que a gente é. A gente se limita muito. Eu olhava para a tecnologia – eu principalmente, como mulher, que sou da área de humanas e de econômicas – e pensava assim: não. Tecnologia é o pessoal que programa que nem doido. É o pessoal que sabe muito de matemática. Eu não sei. Eu não consigo. E a partir do momento que eu percebi: não. Espera aí. Eu jogo videogame. Eu acesso à internet. Eu mexo no meu Instagram. Eu imagino como que um filtro do Instagram funciona. Eu utilizo algum drive. Eu utilizo documentos online. Como que isso funciona? Então, na verdade, está muito mais próximo da gente, do que a gente imagina. E começar por esses pequenos detalhes que estão próximos da nossa vida cotidiana é muito mais fácil do que você já querer entender como funciona um processamento de um Hex Data da Oracle na nuvem. É muito distante. Quando você pensa: que legal. Então a nuvem de arquivos que a gente conversa também pode servir para poder de processamento? Que legal. Então, como que isso funciona? Partindo do exemplo cotidiano é sempre mais fácil mesmo.

Perrott: Que legal. Partindo desse princípio mesmo. Para se testar computação em nuvem, antigamente, você tinha que testar o equipamento físico. Você tinha que ter o hardware, porque era a única coisa que você tinha, para você ter uma possibilidade de contato com aquela tecnologia. Mas com o advento da computação em nuvem e, obviamente, a Oracle Cloud, como é que a gente tem esse primeiro contato agora em nuvem? Como é o caminho para a gente chegar lá?

Carol: Geralmente, dentro da própria Oracle, a gente disponibiliza tanto a nossa camada gratuita, que é o Free Tier, quanto a gente disponibiliza os serviços Always Free. Então, literalmente, qualquer pessoa, seja um CNPJ, seja um CPF, qualquer pessoa. Não precisa ter nenhum tipo de especialização, nada. Você pode entrar no site da Oracle Brasil e fazer uma conta dentro da própria Oracle Cloud e ver com os próprios olhos. Tanto você pode fazer uma conta para entrar no Oracle University e ver e ler. Ver os vídeos. Ler os textos. E aprender na teoria. Você consegue, ao mesmo tempo, criar uma conta gratuita. Você registra o seu cartão de crédito para realmente verificarem que você é uma pessoa efetivamente. E aí, a partir desse momento, você consegue criar instâncias, consegue experimentar. Aí você vê o vídeo, ao mesmo tempo em que você consegue criar alguma coisa dentro da nuvem. Então ver na prática, de um modo gratuito, também ajuda bastante quem gostaria já de mexer efetivamente com computação em nuvem.

Perrott: Você citou o Free Tier e o Always Free. Qual a diferença entre um e outro?

Carol: Quando a gente fala de Free Tier, que é a camada gratuita dentro da nuvem, a Oracle disponibiliza para você até 300 dólares de crédito para você utilizar na nuvem. A nuvem – para quem não conhece – funciona num sistema de consumo de créditos. Então você vai utilizando o armazenamento, o processamento, a rede, os serviços. E esses serviços custam por hora e por disponibilidade. E aí você vai multiplicando pela hora ou consumo, serviço. E aí você obtém o valor de consumo que você está utilizando no processamento ou na capacidade de armazenamento da nuvem. Quando a gente fala de Free Tier são disponibilizados 300 dólares para a pessoa que iniciou esse Free Tier durante 30 dias. E aí dentro desse Free Tier você tem uma vasta possibilidade de arquiteturas em nuvem. Você consegue ter análise de dados. Você consegue ter o Autonomous Dabase. Você consegue ter várias máquinas virtuais. Esse é o Free Tier. Agora, dentro do Always Free, como o próprio nome sugere, ele é sempre de graça. Então é um serviço que não tem limite de tempo para ser gratuito. E ele não tem nenhum tipo de investimento inicial. Você pode começar no Always Free gratuitamente e permanecer gratuitamente. É óbvio que como ele é sempre livre, ele vai ter algumas limitações de arquitetura em nuvem. Então o número de máquinas virtuais vai ser menor. Você só vai poder escolher um tipo de banco de dados, ao invés de dois ou três, que você poderia escolher no Free Tier. Você vai ter menos opções de criptografia de segurança de dados, que você tem no Free Tier. Porque ali no Free Tier você tem os créditos efetivamente para experimentar como seria um ambiente. Como eu poderia criar um ambiente, utilizando créditos? E você pode até simular esse consumo, com base no que você tem. No Always Free, como você não está sendo cobrado por isso, geralmente, ele serve a um propósito mais educacional, de você realmente experimentar, criar uma máquina virtual. Eu, por exemplo, quando fui fazer tanto o processo seletivo da Oracle e quando eu efetivamente entrei como estagiária, a gente utilizou o Always Free. Eu utilizei o Always Free para fazer analytics, para fazer análise de dados, para fazer no processo seletivo. E dentro da própria Oracle eu aprendi a mexer na nuvem dentro de um Fast Track do OCI. Que a Oracle faz bastante esses workshops de como mexer na nuvem. E aí a gente como estagiário utilizou o Always Free porque é efetivamente a base que você precisa para criar um ambiente de produção. Mas ele serve mais ao propósito educacional do que simulação de um ambiente de produção, por exemplo.

Perrott: Uma coisa que você comentou que eu acho bem legal Carol. É essa possibilidade de a gente já poder testar, sem ter que ter um investimento inicial.

Carol: Isso.

Perrott: Porque obviamente, você só faz o seu double check, a sua autenticação multifator, que você é você mesmo. Coloca um cartão de crédito. Mas você citou que não é debitado nenhum valor no cartão. Tem os 300 dólares nos primeiros 30 dias. Depois usa os serviços gratuitos para sempre. Esse ambiente pode ser considerado um ambiente de produção? Vamos dizer que eu tenho uma empresa bem pequenininha. E que o que está lá no modo gratuito possa me atender até eu crescer um pouco mais. Eu posso considerar aquilo ali como meu ambiente produtivo? Você tem visto isso no mercado? Conta um pouco para a gente sobre esse cenário. Always Free pode ser para um ambiente produtivo?

Carol: O Always Free é assim, é aquela conversa: poder? Pode. Você pode fazer o que você quiser. Porque a computação em nuvem é sua. Se você quiser utilizar o Always Free para ter o seu ambiente produtivo, não vai ser a Oracle que vai dizer para você: não use. Porque está na sua mão, efetivamente. Mas o que acontece? Dentro do modo Always Free nós não temos SLAs, que é o que a gente chama de Service Level Agreements, que é basicamente uma garantia que a Oracle te dá de disponibilidade, performance e desempenho. Inclusive a Oracle é a única empresa de tecnologia no mercado, que oferece os três diferentes. São para diferentes serviços dentro da nuvem. Alguns têm os três SLAs, outros não. Mas a gente é a única empresa que chega a oferecer esses três. Dentro do modo Always Free você não ganha esses SLAs. Então, por exemplo, para você ter um ambiente produtivo lá dentro e ter a garantia da Oracle de que esse ambiente vai funcionar 99,97% do tempo, por exemplo; a Oracle não vai te dar essa garantia. Porque é um ambiente gratuito. A partir do momento que você paga pelo seu consumo de performance, armazenamento em nuvem, aí sim, a Oracle tem um comprometimento com você, de SLA, Service Level Agreements, de o sistema, por exemplo, não ter uma falha. De o sistema não cair. De o desempenho não ficar abaixo do esperado. De a performance não ficar abaixo do esperado. Então poder você pode, porque é um ambiente gratuito e você pode colocar suas máquinas virtuais. Você é uma empresa pequena. É o que te atende. Mas existe esse ponto da consciência do risco. De que você vai colocar o seu ambiente produtivo. Você vai colocar os seus workloads para rodarem num ambiente que não tem a garantia de disponibilidade ou de performance. Então você está correndo um risco desse ambiente ter algum tipo de problema. É óbvio que na maioria dos casos não tem. Mas quando você efetivamente paga pela nuvem Oracle, aí vai ser 100% de certeza que nada vai acontecer. Então existe esse fator risco, de você transformar um ambiente Always Free em um ambiente produtivo.

Perrott: Levando em consideração que esse ambiente tem muitos recursos. Têm várias estruturas computacionais. Tem armazenamento. Tem um pouco de banco de dados. Tem máquina virtual. É de se achar interessante. É um bom início. Porque testar ambiente em nuvem sem estar desembolsando nada. Eu acho que vale muito a pena você colocar no seu planejamento e associando ao próprio Oracle University, como você comentou. Eles também são gratuitos esses treinamentos?

Carol: Sim. Os treinamentos básicos do Oracle University: é só você entrar no Oracle University Brasil. Ele já te leva para a página da Oracle. E lá ele separa tanto OCI, tanto a estrutura em nuvem, quanto os próprios aplicativos que a Oracle desenvolve em nuvem, quanto os tipos de banco de dados. Até a linguagem JAVA. Existem cursos para todos esses tipos de áreas dentro da tecnologia da Oracle. E eles são muito completos. E eles até te dão certificado de complician que você pode compartilhar nas redes sociais. Então é algo realmente… existe um teste. Existe uma provinha no final de cada curso. É bem interessante. Mas o que você comentou Vinicius, do ambiente produtivo ser nesse ambiente livre, desse ambiente Free Tier, efetivamente e Always Free, serem muito bons. Realmente são. Geralmente, a gente até encoraja mesmo quem está interessado em Oracle. Por exemplo: está em outra nuvem. Mas gostaria de ver: como será que seria rodar essa instância que eu tenho? Como seria utilizar um banco de dados Oracle em nuvem? Eu quero ver como que se utiliza. Dentro tanto do Always Free quanto do Free Tier existe o Autonomous Database, que é uma Power House, que é um super, potente banco de dados, autônomo, que faz self repealing, self repeting, então ele é superinteligente, usa AI. Todas as possibilidades, você pode testar dentro da nuvem Oracle e ver se aquilo efetivamente serve para o seu negócio. Uma das grandes preocupações que a gente tem dentro da Oracle é ter a absoluta certeza de que o que o cliente contrata, o que o consumidor contrata é aquilo que ele efetivamente vai usar. A gente não está interessado em quantos cartões de crédito nós temos registrados no site de nuvem da Oracle. Não. A gente está preocupado com: qual nível de consumo que existe dentro dessa nuvem? A gente tem um cliente que está pagando e não está consumindo? É um problema, porque, talvez, ele não tenha se identificado com a nuvem. Ele não tenha se identificado com os serviços. Então a gente precisa trabalhar nisso. Esses Always Free servem tanto como um ponto positivo para a gente, porque a gente acaba vendo e conhecendo o cliente pelo que ele traz para dentro da nuvem, ou a pessoa, ou a instituição de ensino. A gente acaba vendo o que ela traz para dentro da nuvem. E, ao mesmo tempo é bom para a pessoa que está do outro lado, porque ela não precisa pagar para saber se ela gosta. É engraçado. A gente vê isso em todo lugar. A gente vê a “amostra grátis” em todo lugar. E a gente vê essa “amostra grátis” em todo lugar por um motivo: como que você vai comprar alguma coisa? Como que você vai contratar um serviço se você não sabe se aquilo vai ser o melhor para você? Então aqui a gente se preocupa bastante com isso. Por isso que tanto o Free Tier quanto o Always Free são potentes. Você vende vinho e você dá um dedo mindinho para a pessoa experimentar, ou você dá para a pessoa cheirar. Não adianta nada. Você precisa dar, pelo menos, uma taça. Então aqui na Oracle, a gente deixa bastante recurso mesmo na nuvem para que as pessoas consigam ter o teste real do que é rodar um ambiente em nuvem Oracle. E aí decidir: serve para mim. Não serve para mim. A gente espera que sirva na maioria dos casos. E é o que acontece. Mas a gente tem que sempre dar essa opção.

Perrott: Mas olha que legal.  Você falou de um cenário aqui que eu achei superinteressante. Que é essa possibilidade, de repente, de um cliente que já tem um pouco mais de maturidade na utilização de computação em nuvem de outro fornecedor, não importa qual seja. Mas que ele possa, de repente, não só comparar, mas até mesmo entrar nessa jornada nova de multicloud, já que está se falando tanto. Eu sei que não é o tema central aqui desse episódio na nossa minissérie. Mas na nossa minissérie, a gente já tratou sobre o tema multicloud. Se você que está ouvindo não ouviu, vá lá no feed e confere: multicloud em nuvem. Mas isso que você comentou Carol é uma possibilidade. E também é um custo muito baixo, de os profissionais também já começarem a experimentar outros tipos de cloud. Para a empresa isso é muito bom. E para o profissional de tecnologia, ele pode ter um novo skill. Você comentou dos beads. De um novo skill para um universo Oracle. E aí compor o seu currículo. Compor o seus hard skills.

Carol: Com certeza. A estratégia multicloud é muito abraçada pela gente aqui da Oracle também. A gente entende; uma pessoa ao longo da vida, utilizando aqui também uma metáfora mais próxima da nossa realidade, que é a realidade do consumidor. É muito difícil você mobiliar a sua casa inteira numa loja só. Você vai numa loja só e comprar todos os móveis que você precisa, da mesma marca, do mesmo vendedor, do mesmo tipo, da mesma cor. Isso não existe. O consumidor tem que ter essa liberdade de escolher o que serve melhor para ele a cada momento. Então sim, a estratégia multicloud é bastante abraçada pela gente. A nuvem Oracle possui pouquíssimos lokins. Lokins é aquela trava de compatibilidade de um software ou de uma estrutura, um equipamento da pessoa com os outros softwares que ela tem. A possibilidade de integração da nuvem Oracle é muito grande. Ela tem pouquíssimos lokins que travariam uma estratégia multicloud. A gente se preocupou bastante com isso. E a gente encoraja inclusive, que os consumidores tenham esse direito da multicloud. A gente conhece os nossos pontos fortes. A gente conhece os nossos pontos não tão fortes. A gente sabe o que a gente pode oferecer de melhor. E a gente sabe quais soluções nossas são complementares às soluções que o cliente já tem também. Muitas vezes pode parecer: a Oracle está vindo e vai substituir toda a minha estrutura em nuvem. Não. Na verdade, na maioria dos casos isso não acontece. Na maioria dos casos a Oracle vem – ou qualquer outro provedor de nuvem – vem com uma proposta de mistura mesmo. Que tal você testar aqui um pouco o banco de dados e ver se esse banco de dados é mais econômico para você ou não, enquanto o seu workload está em outro servidor de nuvem, mas o seu banco de dados está com a gente? E isso é compatível com o que você está rodando? Então a estratégia multicloud é muito importante. Ela dá – não só o que você comentou – currículo para o profissional de tecnologia, porque ele consegue mexer com vários bancos de dados, vários workloads, vários servidores de nuvem distintos. Até várias linguagens, de repente, de programação ou computação. Mas também pelo fato de que isso traz liberdade para a empresa. Isso traz liberdade e independência para essa empresa, que vai poder pegar um pouquinho de cada provedor e vai poder construir a sua própria jornada, não ficando extremamente dependente de um provedor de cloud só. A gente conhece o problema que é ficar dependente de poucas empresas ou de uma só. A gente sabe muito bem as condições que a gente tem no Brasil. Diversos serviços que têm esse monopólio. Então, dentro da computação em nuvem é muito importante que exista essa coexistência. Parece pleonasmo. Mas tenha essa coexistência, de vários modelos de nuvem. De vários serviços, que o profissional de tecnologia seja capacitado, do ponto de vista profissional, a mexer com várias linguagens e vários programas. Tanto quanto a própria empresa deste profissional ter a liberdade de escolher o que é melhor para ela. E a gente aqui, se preocupa bastante com esses dois pontos.

Perrott: Maravilha Carol. Chegando aqui no nosso finalzinho do nosso episódio. O nosso bate-papo está muito legal. Eu sei que tem muita coisa para falar. Isso é fato. Mas uma pergunta que eu sempre faço aos meus convidados e também às minhas convidadas é uma pergunta de caráter pessoal. No seu sentimento, o que você acha? Então vamos lá. Para a Carol, o que é computação em nuvem?

Carol: Computação em nuvem para mim, eu tenho uma jornada também com esse tema. Porque quando comentaram computação em nuvem para mim pela primeira vez, eu pensei drive. Eu pensei em documentos em pastas compartilhadas. Eu falei: que legal. É isso. Aí a partir do momento que eu fui estudando, a minha concepção foi mudando um pouquinho. Eu fui pensando: ok. Tem mais a ver com acessibilidade. Tem mais a ver com poder de performance. Com acesso à tecnologia. Com acesso ao poder computacional que existe dentro dos servidores de nuvem. Mas agora principalmente, que aqui dentro da Oracle, que eu sou uma colaboradora já efetivada e eu trabalho dentro do setor público. Eu não falei isso no começo, mas estou falando agora. Eu sou parte do time de setor público da Oracle, que trabalha com o governo. A partir do momento em que eu entrei nessa área, que eu comecei a perceber um pouco. Um pouco não, na verdade bastante. O tanto das pequenas empresas que trabalham com o governo. E os próprios funcionários públicos. As próprias entidades públicas vindo para dentro da nuvem. Isso eu observando, também de longe, no privado. As pequenas empresas entrando na nuvem. Eu comecei a entender que a computação em nuvem não é só um ponto, o que eu comentei aqui: ela é boa economicamente. Ela é boa por questão de performance. Não. A computação em nuvem – na minha visão – representa democratização da tecnologia. Ela representa o fato de que você pode ter acesso ao poder computacional de um Hex Data sem comprar um Hex Data. Você pode ter acesso a gigabytes e terabytes de armazenamento em nuvem. E você não vai precisar pagar uma fortuna para ter 10 terabytes. Por exemplo, você quer fazer um regress você quer tirar os seus dados da nuvem e colocá-los em outro lugar. Na nuvem Oracle até 10 terabytes por mês são gratuitos. Então existe essa possibilidade de você não ter um custo imenso com essa infraestrutura física, que você tem que ter um investimento em computadores, um investimento em pessoas para cuidar desses computadores. É uma democratização do acesso à tecnologia. E o símbolo dessa democratização – pelo menos para mim – é o que eu vejo no setor público. O setor público utilizando a computação em nuvem cada vez mais. E contratando pequenas empresas para desenvolverem softwares, por exemplo, que ajudam na vacinação do COVID e que estão em nuvem. E que são superseguros. Porque estão em nuvem. Não estão num Data Center específico. Estão com os acordos de segurança que vários provedores de nuvem têm. E, ao mesmo tempo, essas startups, essas GovTech ou qualquer empresa de software conseguem desenvolver isso na nuvem facilmente. Consegue ter acesso não só porque isso é feito via internet. Você pode utilizar a nuvem de qualquer lugar que você estiver. Mas também pelo preço. O principal objetivo é você ter acesso a tudo que uma Oracle pode oferecer de poder computacional, armazenamento, profissionais, cursos. E você não precisar ser a Oracle. É esse o grande ponto aqui. É essa a missão que eu acredito que grandes empresas de tecnologia têm que ter no mundo. Pegar a computação, que já foi tão nichada, que já foi tão segmentada da população comum, da maioria da população. E transformar essa tecnologia em algo acessível, em algo democrático. Em algo que eu possa entrar numa nuvem Oracle e criar uma máquina virtual. Eu posso entrar no site da Oracle e entender como se constrói um software em nuvem. Eu posso desenvolver um site com a plataforma APEX. Eu consigo fazer isso. Que nem eu comentei: eu não preciso ter quatro anos de tecnologia para entender. Para ver o que é uma cloud computing funcionando. Então para mim computação em nuvem é isso: é a democratização da tecnologia. É acessibilidade da tecnologia. E é, querendo ou não, empoderar as pessoas para fazerem a própria tecnologia, para fazerem os próprios projetos. Para mim, a computação em nuvem é democracia e empoderamento.

Perrott: Maravilha então Carol. Eu queria agradecer muito a sua participação aqui na nossa minissérie, com o time da Oracle. E até o próximo episódio.

Carol: Obrigada. Imagina. Obrigada a vocês pelo convite. Foi um prazer.

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Até o próximo episódio do Papo Oracle Cloud!

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