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O papel da CDN na arquitetura de aplicações em Cloud

Vinícius Perrott 16 de novembro de 2021 4875 18 3


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Vinicius Perrott: Seja bem-vindo ao Veezor PodCast. Olá, você que segue aqui a nossa minissérie, nesse bate-papo, eu conto com a presença do Gustavo Ribeiro Arquiteto de Soluções. Gustavo seja bem-vindo.

Gustavo: Massa. Obrigado a você.

Perrott: Gustavo, nós vamos falar sobre um tema que não é tão novo na computação em nuvem, que é CDN, que surgiu com o propósito de tentar aliviar a computação em nuvem, pelo princípio básico. Tem lá os nossos servidores centralizados, mas os usuários estão espalhados no mundo inteiro. Surgiu então a CDN que era – ou ainda é – um método de entregar um conteúdo mais próximo do usuário. Melhorando latência, melhorando experiência do usuário. Porém, essa CDN agora evoluiu. A nova CDN surgiu, agregando mais serviços. Que serviços são esses?

Gustavo: Perfeito. A CDN que a gente conhecia antes era basicamente como você falou. Ela atendia o on premise, entregando o conteúdo mais próximo daquele usuário. Então a ideia era que você aproveitasse uma grande rede, de vários servidores espalhados por diversas localidades. E o usuário naquela sua navegação, ele pudesse ler o conteúdo mais próximo de um ponto, que não seja o Data Center de origem. Então, ela deixou de ser apenas esse entregador. E ela passou a ser uma grande ferramenta de computação em rede. Então hoje, com a CDN, você tem capacidade, por exemplo, de fazer transformações em trânsito. Então, imagine que você é um portal, hospeda várias imagens num portal de notícias ou até uma própria rede social que você criou. E aí tem uma série de imagens ali que os usuários colocam; a própria redação. Outras pessoas vão contribuindo. Essas imagens, elas podem ser otimizadas em trânsito. O que significa isso? Na hora que alguém sobe essa imagem, ela tem um tamanho muito grande e uma qualidade muito alta, para um dispositivo como um celular. Então, se a CDN vai entregar para um celular, aí ele pode fazer o ricising, ou seja, a transformação, o tamanho da imagem diminuir a qualidade, para entregar para aquele dispositivo específico. Então, a CDN, ela passou a ser a parte computacional que ajuda bastante a otimização da entrega desse conteúdo. Então economia tráfego, economiza tempo. Otimiza de forma geral a entrega da informação.

Perrott: A gente vê muito esse recurso sendo utilizado pelos grandes players. A gente tem o próprio Youtube. A gente tem o próprio Netflix, o Amazon Prime. E tantos outros que utilizam essa tecnologia para conseguir melhorar aquela entrega e a experiência do usuário lá na ponta. E óbvio que quando eu estou assistindo num dispositivo móvel, a gente percebe que a resolução dá uma remodelada. Mas no caso de outras empresas que queiram, de repente, utilizar esses recursos. Quais seriam as possibilidades?

Gustavo: Além dessa capacidade de fazer ricising em tempo de tráfego – vamos chamar dessa forma – ele pode adicionar, por exemplo, marca d’água, enfim. Então quem está publicando a imagem, quem está publicando o conteúdo, ele não precisa fazer um trabalho de pré-produção em relação à qualidade, ao tamanho. Ou, eventualmente, colocar essas características como marca d’água. Tudo isso você pode programar na CDN e colocar essa responsabilidade para a CDN fazer essas transformações já na entrega. Na hora em que ele for entregar para o usuário. Então essa é uma das capacidades. Outra coisa interessante, que as novas CDNs passaram a possibilitar é a capacidade de criticar o dado. Criticar a informação, o conteúdo que vai ser entregue. Então, se é um conteúdo que não está de acordo com as diretrizes do que o site deveria entregar. Se for uma imagem que não é interessante entregar para o usuário, ele simplesmente pode bloquear a entrega daquela imagem. E, eventualmente, gerar um gatilho. Gerar uma informação para o administrador daquela aplicação, que aquele conteúdo que foi colocado lá no servidor e que ia ser entregue para o usuário foi bloqueado por alguma quebra de diretriz. Então isso dá de certa forma, uma liberdade para a plataforma poder acolher um conteúdo. Mas só entregar aquilo que é de interesse para a plataforma.

Perrott: Então eu ainda posso pensar de novo na arquitetura? Arquitetura essa, que a gente já falou aqui em vários episódios. Se você está acompanhando, tem visto aqui que a gente fala muito de arquitetura. Eu posso ter ainda a minha estrutura centralizada, a minha estrutura tradicional e utilizar a CDN para poder otimizar mais ainda o meu conteúdo. E, de novo, melhorando a experiência de quem está consumindo.

Gustavo: Sim. Com certeza. A CDN, ela tem capacidades hoje em dia, tanto de fazer essas transformações, como tem capacidade de fazer compressão de dados. Hoje, praticamente todo serviço de CDN, ele tem uma simbiose muito grande com serviços de segurança, como o WAF. Então você passa a ter uma grande camada que vai tratar o dado, seja no sentido de performance ou de segurança, para entregar a melhor experiência para o usuário. Então ele protege tanto a aplicação no sentido da entrada, fazendo casting, entregando aquele conteúdo repetido de várias formas, sem necessariamente trazer toda essa demanda para o seu servidor de origem. Ao mesmo tempo em que ele também vai proteger e vai otimizar a entrega do conteúdo para o usuário final.

Perrott: Massa. Gustavo, eu queria agradecer a sua participação nesse episódio. E até a próxima.

Gustavo: Valeu. Até a próxima.

Perrott: E você que nos acompanha já utilizou ou já pensou em utilizar a CDN? De fato, pelo que o Gustavo apresentou aqui, mostra várias possibilidades de melhorar a sua arquitetura. Deixe um comentário aqui embaixo. Dê o seu like. E compartilhe. Se você é arquiteto de soluções ou não, mas tem a necessidade de utilizar a CDN, esse conteúdo é para você. Até o próximo episódio!

Recomento a leitura do artigo: Análise de mídia sociais impulsionada por inteligência artificial

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