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Papo Oracle Cloud T3 04 – Como novas tecnologias e comportamentos de consumo estão redefinindo os Serviços Financeiros

Vinícius Perrott 18 de abril de 2022 4998 19 3


Background
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Olá, seja bem-vindo ao Papo Oracle Cloud e nessa terceira temporada discutiremos soluções para o mercado, mais conhecida como soluções verticais.

E olha só, nesse terceiro episódio, eu conto com a participação da Cláudio Gorri. Bem, Cláudio, seja muito bem-vindo aqui ao Papo Oracle Cloud.

Cláudio: Obrigado, Vini. É um prazer enorme estar aqui com vocês e para falar sobre o que a gente gosta, falar de futuro, falar de tendências, vambora.

Vinicius Perrott: Exato.

Vinicius Perrott: Vambora, vambora. E cara, eu particularmente estou gostando muito dessa nossa minissérie, porque soluções verticais, elas personalizam muito a tecnologia que tanto a gente estuda no foco tecniques, mas aqui a gente dá um contexto totalmente diferente, mas aplicado. E a sua área de especialidade, que são os serviços financeiros, realmente vai rechear o nosso episódio com vários insights. Mas Cláudio, antes da gente começar o nosso bate papo, só reforçar um recadinho aqui para quem está nos acompanhando. Recado número um, importante, toda transcrição desse episódio encontra-se lá no site do Papo Cloud, assim como todo e qualquer link complementar, material complementar que vai rechear aqui o nosso episódio. Importante você olhar sua descrição do episódio, do seu agregador de podcast favorito, enfim, e continuar aqui o nosso episódio, conferindo na descrição e lá no site do Papo Cloud. Cláudio, eu queria que você pudesse apresentar um pouquinho para o pessoal te conhecer e contar a sua trajetória até chegar a Oracle, enfim, até os serviços que você está dominando nesse assunto, vamos lá.

 

Papo Oracle Cloud T3 04 - Como novas tecnologias e comportamentos de consumo estão redefinindo os Serviços Financeiros

Cláudio: Legal. Eu estou na Oracle há cinco anos, há quase cinco anos, quatro anos e meio, vou completar cinco anos agora no meio do ano e é uma jornada para mim fantástica, eu tenho a minha caminhada no mundo profissional, ela é cheia de curvas, eu comecei na indústria automobilística, aí eu fui para a tecnologia, que são duas coisas que… e adolescente adora, principalmente menino, carro e computador. Então, e eu tive essa felicidade de ir para os dois, comecei com o carro, depois fui para a tecnologia, depois passei por consumer eletronics e tal, uma empresa de celulares, depois fui para a consultoria, estive em uma consultoria estratégica por dois anos, trabalhando para banco, trabalhando em bancos, tanto banco estatal, banco privado, rodei um pouquinho com alguns bancos e depois caí na Oracle, aonde eu estou há cinco anos e atualmente na analista chefe para tudo o que é setor financeiro na região, na América Latina, eu sou focado em serviços financeiros, já estive em outras funções aqui mesmo dentro da Oracle, mas assim eu estou no melhor lugar possível, a gente está… a Oracle está atravessando uma transformação muito legal que é… que é exatamente assim, a gente está começando a pensar estratégias verticais dentro de um contexto de transformação, como é que eu ajudo o meu cliente a se transformar, se eu não mergulho no negócio dele para entender como é que ele funciona, quais são… aonde que o sapato do meu cliente aperta. Então, eu estou curtindo muito esse novo momento da Oracle, que é ajudar o nosso povo de vendas, o nosso pré-vendas, engenheiros tal, a calçar o sapato do cliente e falar, “e vamos juntos”. Então, está MH divertido, Vini, vamos lá.

Perrott: Vamos lá, cara, que experiência incrível assim a sua jornada e mostra que, acho que o fator principal, acho que é a transformação, porque cada indústria, cada área que você passou sempre está se transformando de uma certa forma, diferente, agregando novas tecnologias, mas em particular o setor financeiro, eu tenho visto que houve uma grande mudança nos últimos anos com a tal da chegada do smartphone, esse aparelhinho que está sempre com a gente e em particular aqui no Brasil, de acordo com alguns sites especializados na área de Telecom, o brasileiro é a população que tem dois celulares, praticamente, por cada habitante, é incrível esse número, mas associar os serviços financeiros a um aparelho tão inteligente, por isso que ele tem esse nome, smart, acaba ajudando muito, trazendo alguns desafios. Mas eu queria entender da sua visão, já que você tem essa ampla conexão, até mesmo com a América Latina, como é tem que sido o comportamento desse setor com a chegada não só desse aparelhinho, mas com toda essa tecnologia que nos rodeia hoje?

Veja os outros episódios da Minissérie Papo Oracle Cloud 

Cláudio: O setor de tecnologia, ele está transformando o setor financeiro em outra coisa, não é só o smartphone, é bom a gente falar, o setor financeiro é um dos setores mais intensivos em tecnologia, desde… desde que eu me entendo como gente, anos 80 quando começou a surgir os computadores pessoais, antes disso até, os mainframes, o setor de bancos principalmente foi um dos primeiros a adotar tecnologias, setor financeiro é um early adoptor de tecnologia, e também de acordo com IDC, de acordo com Gartner, o setor financeiro é o que mais investe em tecnologia, nas áreas privadas, no mundo todo, no Brasil não é diferente. Se a gente pega cada real gasto em tecnologia, o setor financeiro é o que mais gasta, quase 15% do que é gasto em tecnologia no país é gasto por banco. Então assim, é um setor intenso em tecnologia e aí você falou no smartphone, o smartphone para mim ele marca um tiping point como a gente fala em inglês, aquele pontinho de que a curva vira, e o que a gente vê e vai ser bastante divertido, a gente fala sobre isso, mas o que eu vejo nos últimos dez anos talvez, dez, quinze anos, é que algumas tecnologias mudaram o ambiente do mercado financeiro, do setor financeiro, de forma radical. Hoje a gente vê, a gente vai falando de fintech, vai falando das bigtechs entrando em tecnologia, mas assim, são algumas tecnologias disruptivas que vieram ao longo desse século, a gente pode começar com a internet, lá no início dos anos 90, metade dos anos 90, mas eu vejo que a partir da metade da primeira década do século XXI, as coisas começaram a mudar bastante para bancos. A gente falou no começo, banco, ele é um setor intenso em tecnologia, intensivo em tecnologia, intensivo em capital, a gente sempre achou que as barreiras de entrada nesse setor fossem altíssimas, exatamente por essa exigência de capital, e a gente viu com as fintechs de que o mundo não é bem assim. Vamos falar um pouquinho sobre isso ao longo do nosso papo aqui hoje, mas é muito legal ver como que a área que a gente adora, que é tecnologia, está impactando, está mudando outras.

Perrott: Não, sem dúvidas, eu acho que o principal objetivo que eu acabo percebendo nas relações com o setor financeiro, são as melhorias que eles vão agregando no serviço ao longo do tempo, da forma que eu me relaciono com a área hoje, não é da mesma forma que eu me relaciono há dois anos atrás, nem há dez anos atrás, as coisas vêm… parece que é uma evolução mais do que natural, é inerente, como se não pudesse uma coisa existir sem a outra, não dá para fazer uma mesma compensação de um cheque como era feito há dez anos atrás, hoje não mais.

Cláudio: Não mais. E esse é um exemplo muito bom. Você está citando de cheques, por exemplo, e a gente entra no outro aspecto de inovação, a gente fala, inovação, ela é intrínseca ao setor financeiro, intrínseca a todos os setores, mas o setor financeiro por ser bastante… tem uma adoção tecnológica, vamos dizer assim, bastante acelerada, é um setor que se transformou muito rápido ao longo dos anos. Se a gente pensar em cheque, como é que… assim, o que que é um banco? Vamos voltar no começo, o que que é um banco? Ele é uma entidade que intermedia a relação entre pessoas ou empresas, pessoas com pessoas, ou empresas com empresas, ou empresas com pessoas, mas ele entra nesse meio de campo intermediando pagamentos, ele é um intermediador financeiro, e como que a gente vê essa transformação de inovações acontecendo, não só tecnológicas, mas inovações de produtos, em banco, ao longo das últimas décadas, e a gente viu isso com o cheque. O que que é um cheque? Um cheque é assim, vamos lá, eu preciso transferir dinheiro para você, você tem conta em um banco, eu tenho conta em outro banco, o que que a gente faz? Antigamente eu emitia um cheque dizendo assim, meu nome, eu vou transferir mil reais e te dou um papelzinho escrito que eu te dou, que tem os dados do meu banco lá, agência, conta, tem um monte de número embaixo que ninguém consegue entender, a minha assumir e vai, você confia naquilo. Então assim, o que o banco trouxe para essa relação de… entre pagamentos de pessoas é exatamente confiança, eu garanto que você vai receber esse dinheiro ao qual eu estou colocando o meu logotipo aqui do lado, estou colocando a minha marca, estou garantindo que o emissor que é um correntista meu de fato tem esse dinheiro e eu vou te pagar.  Só que a coisa não acontecia bem assim, o que que acontecia na prática? Eu tenho uma conta em um banco, eu te dou esse cheque, esse cheque você deposita no seu banco, o seu banco manda esse cheque para uma câmera de compensação, que pertence ao sistema todo, na verdade assim, o que o banco ele faz, ele chega no final do dia, ele junta todos os cheques, as dezenas de milhares de cheques que ele recebeu ao longo do dia e manda para essa câmara de compensação. Ele soma e fala assim, “eu recebi em depósitos em cheque, sei lá, 37 milhões de reais”, e manda isso com essa numeração, esse daqui vai para a conta do Vinícius, esse daqui vai para a conta do José, esse é da Maria, esse da Silmara. E a câmara de compensação, ela fazia esse meio de campo. Dois ou três dias depois, você recebia na sua conta esse dinheiro, a câmara de compensação informava o meu banco de que assim, no total do dia, você está me devendo 20 milhões de reais, você tem a receber 25 milhões de reais, dividindo essas contas e fazia isso. O que que aconteceu recentemente com essa revolução que a gente chama das fintechs? O que as fintechs estão fazendo e é um assunto bastante interessante para a gente entrar, as fintechs, elas estão entrando… elas não estão revolucionando o processo, elas estão revolucionando a forma com que o cliente se relaciona com o processo, user interface, experiência do usuário, não sei ia interface do usuário, mas a experiência do usuário, o que mudou bastante com a entrada das bigtechs, das empresas de tecnologia no setor de bancos, o que elas fazem é simplesmente assim, ok, esse processo inteiro aqui que o cliente tem no meio do caminho, é um processo chato, é um processo de banco, não é um processo de cliente, eu quero saber se eu transferir um dinheiro para o Vinícius, o Vinícius recebeu esse dinheiro. O que que eles começam a fazer? O que que é uma conta… vamos pegar um PayPal, por exemplo, PayPal, ele é um agregador, ele não é um banco, então estou dando o exemplo do PayPal, porque foi uma das primeiras fintechs que surgiram ao longo da primeira década do século. O que que o PayPal fazia? Você se cadastra lá e você dá basicamente o seu e-mail, o seu número de telefone, você coloca alguns poucos dados e você tem uma conta, mas essa conta era virtual, quando você deposita o dinheiro nessa carteira virtual, você está… na verdade, o que o PayPal está fazendo, é depositando no banco dele, eles têm um banco lá e eles depositam milhões de dinheiro todo dia. O que eles fazem é exatamente o que o banco fazia, eu estou transferindo esse lote de dinheiro para uma instituição no meio do caminho aí, que é uma câmara de compensação, e dou… quem são esses clientes que têm a receber e os clientes que estão pagando. Para mim que sou cliente, para você que era cliente, era tão transparente quanto, estou transferindo mil reais da minha conta para a conta do Vini, e quem que é o Vinícius? Vinícius é seu e-mail.  O que uma fintech está fazendo? Ela está tirando processos, aquele monte de número que você tinha que digitar, eu não preciso mais digitar seu CPF, eu não preciso mais saber qual que é o seu banco, o número do seu banco, o número da sua agência, o número da sua conta, eu não preciso saber se tem conta no mesmo banco que eu ou não, nem no mesmo país ou não. Então assim, o que as fintechs entraram fazendo no meio do caminho foi simplificar a experiência do usuário, é o que, eu cuido de todo backoffice, toda essa parte chata de numeração, de iban, de swift, de número de conta, de número de agência é inútil, isso não agrega valor para o cliente final. Então, a gente volta e pensa hoje assim, como é que os bancos precisam inovar? Os bancos precisam voltar a pensar no cliente, ao invés de processos internos. O processo interno não é problema do cliente, é problema seu, é problema do banco. E foi isso que as fintechs fizeram muito bem. Ao longo dos últimos… vamos pensar dez anos aí, quando surgiram as fintechs, o que eles fizeram foi melhorar a experiência do usuário, que é uma empresa de tecnologia sabe fazer.

Perrott: Pois é, e eu acho que esse ponto que você falou da experiência do usuário melhorada, o famoso também eliminar o atrito, que o pessoal tanto fala na literatura específica de startup, tem muito esse termo presente no bate papo, mas uma coisa… duas coisas que me veio aqui na tua fala, que eu recordei. Eu me lembro muito na década de 80, quando você falou da inovação, que os bancos são early adoptors, isso de fato, na verdade lá na década de 90 o Bradesco, ele lançou um produto que eu achei incrível, porque juntava praticamente três coisas que estavam surgindo, vídeo game, internet discada e operações bancárias através do vídeo game, ele lançou um produto chamado Tele Bradesco, quem está acompanhando aqui o episódio…

Cláudio: Eu lembro, eu lembro.

Perrott: …De repente é muito novo, não sabe o que é isso, eu vou deixar até um link na descrição de uma foto do que que eu estou falando, então basicamente você conseguia consultar o saldo da sua conta, isso eu estou falando na década de 80, pessoal, através de um cartucho de vídeo game com um modem de internet discada. Vê que assim, não tinha nem sequer internet praticamente no Brasil, mas já tinha esse recurso, essa inovação que me veio aqui. Um outro ponto que você falou que eu acho que também agrega bastante era na transação do cheque, não somente aquelas características que você citou, um código que ninguém sabia o que que era, mas o papel do cheque, para também, vamos ver que tem uma galera mais nova que nunca viu um cheque na vida, mas o papel também não era qualquer papel, era um papel moeda, era um papel que tinha um custo ali para você… para validar, ter uma certa segurança de autenticidade daquele banco. Tudo isso foi eliminado, hoje com um cheque em papel qualquer, você bate uma foto ali reconhece um processo e você já consegue acelerar tudo isso. E essa compensação que você citou é coisa de horas agora, ao invés de dias.

Cláudio: Assim, hoje é coisa de… com pagamento instantâneo é coisa de segundos. Voltando no exemplo do PayPal, o PayPal, ele mantinha, na verdade, dados dos clientes, o dinheiro não estava lá, mas assim, uma vez que eu tinha crédito na minha conta, transferia o dinheiro para você, o que o PayPal fazia era disponibilizar esse dinheiro para você imediatamente, porque sabia que lá atrás, assim, o problema da compensação é meu, PayPal, não é do cliente. Então, esse tipo de redução de atrito, que você citou bem, que encanta clientes, que traz clientes para fintechs que está deixando bancos tradicionais para trás, que precisam voltar a pensar em como eu consigo facilitar a vida do cliente, como você citou esse exemplo do Bradesco com o vídeo game, um cartucho de vídeo game, é usar a tecnologia para facilitar a vida do cliente. É tão simples quanto isso, aonde foi que os bancos tradicionais se perderam? Então, a gente pensa… eu gosto de relembrar esse momento do surgimento das fintechs na metade do século… na metade, desculpa, da década passada, 2015, o Nubank surgiu em 2013, mas chegou no mercado com força mais ou menos a partir de 2015, a partir daí, mas a gente pensar o que que é um banco digital? Um banco digital é mais ou menos isso que você citou com o exemplo do Bradesco com o vídeo game, um banco digital, ele só é possível por conta de algumas tecnologias que surgiram ao longo desses últimos 15 anos, e assim, não é uma tecnologia, não existiria fintechs só com smartphones, que é o exemplo que você deu.

Perrott: Verdade.

Cláudio: Se tivesse só smartphones existiria fintechs? Não, assim como o Bradesco quando ele lançou esse produto, ele estava utilizando uma tecnologia emergente na época que era a internet, começar discada com modem etc, e um outro produto que era um computador, com joystick e tal, que assim um vídeo game, ele é um computador, hoje em dia ele é um desktop. Então, você estava juntando duas tecnologias emergentes, um console de computador com acesso à internet, e uma interface, que era a interface do próprio vídeo game para facilitar o processo do cliente, o cliente conseguia fazer algumas transações sem precisar de deslocar até uma agência física, por exemplo, ou seja, um banco que estava fazendo exatamente isso. As fintechs, elas surgiram, eu coloco no nível de certeza, não existiria fintechs sem pelo menos três tecnologias, a nuvem, a infraestrutura em nuvem foi essencial para o surgimento de fintech, até por essa questão de que a gente achava que banco, ele é intensivo em capital, você tem que ter muito dinheiro para fundar um banco, por quê? Porque a infraestrutura que você necessita para atender o seu cliente, ela é muito cara, você tem que ter agência, você tem que ter uma… você tem que ter um backoffice fazendo análise de crédito, fazendo análise de documentação, transferência de contas, muita coisa era feita na mão, manipular documento, cheque, você falou.

Perrott: Sim, verdade.

Cláudio: Dinheiro em cash, a gente usava muito dinheiro em cash, então tinha que ter ATMs, tinha que ter… depois tinha que ter uma infraestrutura tecnológica para dar agilidade a esses temas assim, agregar eficiência operacional nesse sistema todo, isso custava muito dinheiro. Então, falar, para você fundar um banco, você precisa de muito dinheiro. E aí surgiu nuvem, o que que a nuvem fez? A nuvem, ela tirou a necessidade de uma infraestrutura tecnológica nascer pronta, um data center, um custo de um data center não é mais necessário, eu consigo ter acesso à roda tecnologia provida por um data center, comprando um pedacinho desse data center, comprando serviços, eu preciso de computação, preciso de storage, então eu tenho isso em uma infraestrutura em nuvem, de forma escalável, eu consigo começar com cinco clientes em uma nuvem pública, com um nível de custo de operação muito baixo e quando eu tiver 20 clientes, eu aumento o gasto naquela nuvem, a minha despesa e assim, na parte, eu estou transformando todo aquele custo fixo que é ter um data center dentro de casa, tanto ele quanto pessoa, em custo variável, em custo baixo. Então, se eu consigo escalar o meu negócio, eu não preciso de ter tanto dinheiro assim para ter um data center necessário para criar um banco. Outra tecnologia que é essencial para o surgimento de fintechs foi o smartphone, foi esse exemplo que você deu, por quê? Porque o smartphone, ele passou a ser a interface do usuário com o banco, o smartphone e o computador, o computador de mesa ou desktop ou laptop, mas pensando o smartphone como o dispositivo de acesso à International, e o smartphone é muito importante que o computador, você falou assim, hoje tem mais de 220 milhões de celulares no Brasil, tem mais celular do que habitante. Quando a gente fala em 210 milhões de habitantes, a gente está contando que tem bebezinho de um mês de idade que não tem smartphone, então as pessoas tem mais de um em média no país, isso não só no Brasil, mas se a gente pensar no Brasil como um país de classe média baixa, mais de 60%, a última vez que eu li uma estatística a respeito, dizia que mais de 60% das pessoas no Brasil acessam à internet apenas pelo celular, as pessoas não tem computador, computador é caro, computador é um privilégio nosso, que a gente que mora em cidade grande, a gente tem uma renda para ter um computador em casa, ou trabalha em uma empresa que tem acesso a um computador, mas a maior parte das pessoas no país, só acessam à internet usando o smartphone. Então, o que as fintechs também descobriram foi que ok, se os pagamentos são eletrônicos, as transferências e o PayPal trouxe isso para a gente, se eu consigo fazer transferências eletrônicas de dinheiro entre as pessoas, eu não preciso mais desse papel moeda, eu não preciso de um ATM, não preciso de agência, não preciso de ficar movendo documento físico. Então, o celular, ele substituiu esse papel de canal físico e que os bancos têm e que custa muito dinheiro, que custa muito caro, então se a gente pensar por um lado que a infraestrutura em nuvem, que a cloud, ela baixou a barreira de entrada, fazendo com que ficasse muito barato você ter uma infraestrutura tecnológica para o rodar um banco, depois veio o smartphone e substituiu a outra… o outro pedaço que é a interface com o cliente final, que em um banco tradicional é feito na agência, é feito em auto atendimento, em ATM, você tem aí um modelo de negócio que começa escalável e extremamente barato. Uma terceira tecnologia que eu considero que essa foi, de fato, a que habilitou que as fintechs chegassem competitivamente até um número grande de clientes, foi a tecnologia de banda larga móvel, 4G basicamente. Então assim, quando que a gente começou a ver fintechs ou bancos digitais surgindo de verdade? A partir de 2015, por quê? Porque em 2014 com a Copa do Mundo, a gente começou a implementação de rede 4G no Brasil e com rede 4G eu consigo fazer transação, com 3G era muito difícil, eu entrava naqueles internet banks, lembra daqueles phone banking, mobile banking que tinha em banco, você tinha que baixar aquele aplicativo pesado…

Perrott: Tinha um site específico só para isso, exato.

Cláudio: E demorava muito para conseguir acessar essa aplicativos, porque tinha… bancos tradicionais, eles têm vários layers de segurança, então os aplicativos de banco, eles não eram uma interface independente, eles falavam direto com os sistemas do banco, então eles precisavam de sistemas de segurança que deixavam a operação mais pesada. E 3G, fazer operação com 3G, mesmo que seja texto, porque o que está mandando e indo e voltando é basicamente texto, mas só para carregar o aplicativo já demorava. Então, o 4G, ele trouxe, para o sistema financeiro, ele quebrou essa última barreira, que assim, ok, eu consigo de fato utilizar um smartphone comum substituto de um canal, físico, por quê? Porque a minha comunicação, ela é eficiente, ela é rápida. E a medida que foi barateando o uso do 4G e tem várias empresas, várias inint 22:24 que… os próprios bancos, eles estão começando a dar acesso gratuito, se você usar o aplicativo do banco, você não paga, tipo, você não consome crédito do celular, então você habilitou várias pessoas que não tinham acesso por uma questão de recursos, a planos de banda larga caros, que não tinham acesso, por exemplo, a comprar um computador, com um celular simples, com um smartphone simples, essas pessoas conseguiam ter acesso a bancos. Então, se você… hoje qualquer carrinho de cachorro quente na rua você vai lá, o cara tem um smartphonezinho que aceita transação. Então, eu chamo isso da tempestade perfeita, não é uma coisa só, por que que surgiu fintech? Foi a nuvem, não, não foi a nuvem, foi a nuvem, foi mais smartphone, mais comunicação em banda larga. E eu colocaria até um quarto elemento, que é a gente, o elemento humano, o que aconteceu nessas duas últimas décadas foi ascensão de uma geração nova de pessoas, de clientes bancários predispostas, não só que são nativos digitais, que já nasceram com internet funcionando, com computador, com smartphone, então estão predispostas a utilizar tecnologia sem medo, a gente… eu ainda conheço algumas pessoas mais velhas que não usam o smartphone por medo de fraude. A geração mais nova não tem problema nenhum com isso, então todo mundo usa agora pagamentos pelo WhatsApp, pagamentos pessoa pessoa, pear to pear, postando do celular. Essa… o millenial e agora geração Z, eles são também não só early adoptors de tecnologia, como eles são promotores de tecnologia, o que… até 20 anos atrás os bancos falavam, “ah, isso aí não vai pegar porque o cliente é conservador, tem muita gente que tem medo, tem gente que não deixa dinheiro em débito… não deixa conta em débito automático até hoje porque não confia no sistema”, ela não é uma barreira para produtos financeiros eletrônicos digitais, como ela é uma promotora, ela está pedindo isso, ela pede cada vez mais interações digitais com os bancos, então a gente tem uma… não mais uma tríade, mas a gente tem quatro elementos…

Perrott: Um quarteto aí.

Cláudio: Um quarteto de elementos que juntos, eles possibilitaram essa revolução que assistiu nos últimos dez anos aí, o surgimento de fintechs, as próprias bigtechs, a gente fala, a Apple, com Apple Pay, o Facebook com o lançamento agora de pagamentos virtual, que tem meios de pagamento… então assim, a gente está vendo empresas de tecnologia ocuparem o lugar que os bancos ocupavam até o início dos anos 2000, que são como os provocadores da nova geração de produtos digitais. E aí o que a gente está assistindo é bancos tradicionais que são grandes investidores de tecnologia, entendem muito de tecnologia, de você for em um qualquer um desses grandes bancos… não só dos grandes bancos, qualquer banco do Brasil, você vai ver que os recursos humanos que trabalham com a tecnologia desse núcleo são muito bons, gente muito boa, então gente que entende de tecnologia. Então, o que que aconteceu que os bancos estão perdendo a liderança no lançamento de produtos financeiros para empresas de tecnologia? Então, a gente precisa começar a se questionar isso e a gente tem um papel, como empresa de tecnologia como a Oracle, a gente tem grandes parceiros bancos, assim, é ajudar os bancos a retomarem essa liderança, porque eles têm os meios, eles têm tanto os recursos físicos, quanto os recursos humanos para ser lideres da próxima geração de tecnologia que vão estar surgindo nos próximos anos também.

Perrott: Isso tudo que você está falando, Cláudio, uma coisa que deixa bem claro, que nem tudo são flores, nem tudo é o famoso caminho feliz, e acontece muito das possibilidades, seja ou por um erro do processo, ou até mesmo por uma possível falha de alguma dessas conexões dessas tecnologias que a gente acaba juntando ou até mesmo pessoas mal-intencionadas tentando desenvolver ou até burlar alguma coisa do sistema, que são as famosas fraudes. Como é que você consegue ver em relação até mesmo como a tecnologia vem ajudando as empresas a mitigar e a eliminar por totalidade essa questão de fraudes nesse meio financeiro, que como você citou, é algo bem sensível, né?

Cláudio: O roubo, a fraude, o crime, assim, é uma característica humana, não é uma característica nem da tecnologia e nem de alguma indústria específica, então a gente via fraude há 30 anos atrás com cheque, aquelas pessoas que davam aquelas canetas que apagavam para botar um zero a mais na frente do cheque, fraude em cheque, fraude em cartão de crédito. Então, isso foi antes da era de pagamentos digitais, com os pagamentos digitais, as fraudes mudaram de característica, mas assim, a característica assim, essa carácter humana de fraudar, de roubar assim, infelizmente isso vai continuar com a comunidade por muito tempo ainda. O que a gente pode fazer como empresas, como bancos, é exatamente isso que você falou assim, é utilizar processos e às vezes utilizar a própria tecnologia para mitigar esses buracos no queijo, esse por onde pode vazar, por onde pode dar vasão à uma possibilidade de fraude, que aumentou muito com o acesso de pessoas à tecnologia, e tem fraudes que hoje são bastante básicas até, a mais comum é esse golpe de WhatsApp, de você clonar o telefone, não precisa nem clonar o telefone, você se passar por uma outra pessoa para pedir dinheiro, preciso pagar um boleto, não estou conseguindo. Tão simples quanto isso, ou até fraudes mais sofisticadas, que usam fishing que usam hacking, usam clonagem de dados pessoais de clientes. Então, a tecnologia, ela precisa acompanhar, a antifraude precisa acompanhar a tecnologia dos fraudadores. O lado bom é que assim, a gente vai… e eu não estou falando nem de coisas extremamente avançadas, como criptografia quântica, que torna o acesso de um hacker a uma conta muito mais difícil, estou falando de coisas mais simples, como, por exemplo, utilizar biometria, utilizar… até algumas tecnologias que a gente está comentando antes, de que assim, os melhores produtos financeiros, eles não são resultado da aplicação de uma única tecnologia a um processo financeiro, você não está usando uma tecnologia para automatizar uma processo, mas os melhores produtos financeiros, eles surgem a medida que pessoa entendem que duas ou três tecnologias somadas, dão um quarto produto que encanta o cliente. Para a fraude é a mesma coisa, a gente consegue, por exemplo, hoje, saber onde que uma pessoa, um portador de cartão de crédito está, usando geolocalização do celular dele. Então, se eu estou aqui em São Paulo hoje e o obviamente, eu tenho que dar acesso, eu tenho que fazer opting, eu tenho que dar acesso a que o meu banco me rastreie em tempo real 24 horas por dia. Tem gente que não gosta desse… acha que isso é uma violação de privacidade, mas assim, alguns pontos são necessários à segurança. Se eu estou aqui em São Paulo e o meu cartão físico é utilizado em BH, por exemplo, o banco sabe que isso é uma fraude, porque sabe que eu estou em um lugar e meu cartão físico está em outro lugar. Então, você já tem meios de utilizar algumas tecnologias para mitigar esse problema. Ou então, o que que bancos estão fazendo hoje? O Nubank hoje, ele já está permitindo, teste para alguns clientes, mas já está permitindo, isso vira tendência, logo logo vai estar disponível para todo mundo, que é assim, você pode criar quantos cartões virtuais você quiser, então assim, eu tenho o meu cartão físico, o meu cartão físico não tem mais o número escrito atrás, então assim, as pessoas… antigamente quando a gente ia pagar conta em restaurante, você colocava o seu cartão físico naquela cadernetinha e o cara levava para um outro lugar, hoje em dia com o celular, o cara tira foto dos teus números, da tua numeração e te devolve o cartão e daqui a dois meses você tem uma surpresa na tua fatura.

Perrott: Bem isso.

Cláudio: O que os bancos estão fazendo é tirando esse número dos cartões físicos, e estão incentivando os clientes a utilizar apenas cartões virtuais em compras virtuais. Então assim, se eu não uso… se eu sou um banco assim, a minha tendência assim, eu vou impedir que um cliente meu utilize a numeração do cartão físico para compras virtuais, se se sei que o cartão físico não pode ser usado para compras virtuais, isso é um processinho fácil de fazer, se há uma desconexão entre aonde está o celular do cliente e aonde está sendo efetuado o gasto, eu já sei que isso é uma fraude, então eu tenho meios de coibir isso. Outras coisas assim, estou no trânsito e tal, e daí me liga assim, seu cartão passou aqui, sei lá, Netflix ou alguma compra virtual, você me passa o número do seu cartão que eu vou te… que eu habilito, o se cartão está vencido e tal. Você cria um cartão virtual na hora, que só vale uma vez, você dá esse número sem medo de ser feliz para a pessoa no telefone, obviamente desde que você saiba que quem está ligando, de fato, é a empresa que diz que está ligando, que assim que você receber a sua confirmação de que aquele pagamento foi feito, o seu cartão foi regularizado, ele não é mais utilizado para nenhuma outra compra. Se essa pessoa guardou o número do cartão e pretende utilizar daqui a dois, três meses quando você já esqueceu dele, ela não vai conseguir, o cartão já foi cancelado. Então assim, são coisas simples de fazer que acabam se traduzindo em economias muito grandes, e obviamente assim, você tem meios de… mais sofisticados de… com analytics, por exemplo, você consegue identificar padrões de consumo do seu cliente e saber quando esse padrão está fora. É uma coisa que os bancos fazem mal hoje, que poderia ser bastante melhorado é a informação de fraude, se uma compra que eu faço é suspeita, eu recebo um SMS, esse SMS, ele geralmente demora um pouquinho para chegar, um ou dois minutos é o tempo suficiente para você desencanar, você botou o celular no bolso e foi fazer outra coisa. Então, você precisa de agilidade, você precisa de push notification, usando o próprio aplicativo, que é mais rápido, você tem um texto maior, é mais fácil de você… você tem botões de ação, tipo, essa compra é sua? Sim ou não? Então, a gente pode melhorar essa experiência do usuário por aí também. Agora eu vou te dar um exemplo oposto dessa tecnologia, de como que uma empresa inglesa, o Nubank inglês, a Revoluti, ela utilizou esse exemplo que a gente deu agora de utilizar a geolocalização do celular para a identificação de fraude, ela criou um produto usando essa tecnologia. A gente quando vai viajar para o exterior hoje, é quase que mandatório que você gere um seguro viagem, você tem que garantir na hora que você chega lá no aeroporto de destino, você tem que mostrar o seu seguro viagem de que você vai ter despesas de saúde cobertas em caso de acidente, ou em caso de doença, agora com o Covid, isso está sendo bastante exigido. O que que a Revoluti fez? Você faz um opting no momento que você quiser, um seguro viagem, ah, eu quero um seguro viagem, as condições são essas, você viaja para a Europa, esse é o preço por dia, se você viaja para a América do Sul, para a África, para a Ásia, e você dá um opting e acabou, e é só isso, você não precisa mais contratar seguro de viagem, você não precisa nem informar que você vai viajar, no momento que você entra em um avião, que você desliga o seu… você bota o seu celular em modo avião, que você desliga a sua rede, e na hora que você chega no aeroporto de destino, que você liga o seu celular e o aplicativo do banco reconhece uma rede diferente, da que você estava, ele vai te falar, “Vinícius, bem-vindo ao Uruguai, bem vindo à Argentina, o seu seguro viagem está vigente a partir desse momento”, e bota na tela, se você quiser aqui para mostrar para a pessoa da imigração de que você tem um seguro viagem vigente e tal, ele está vigente. Na hora que você volta para o Brasil, na hora que ele reconhece a rede brasileira inint 34:55, ele te manda um outro push notification, “Vinícius, o seu seguro viagem foi encerrado, o custo que você vai pagar é esse referente aos dez, quinze dias que você ficou fora multiplicado pelo valor que você aceitou lá no começo”, você não tem atrito, lembra que você falou no começo?

Perrott: Exato.

Cláudio: É a experiência do usuário, você não tem atrito, você não tem que entrar e dizer assim, “estou indo viajar para a Argentina de 15 a 19 de fevereiro, vou ficar só e Buenos Aires, vou ficar quatro dias, cinco dias, quanto custa?”, você não precisa fazer cotação, isso tudo foi tirado da frente do cliente, isso é problema interno do banco. Então assim, esse tipo de user experience, a experiência com o usuário é o que está encantando os clientes, é o que está trazendo uma leva de clientes para bancos digitais, é muito mais a experiência do que o produto, porque o produto está disponível, o produto é um seguro viagem, esse exemplo que a gente deu. Seguro viagem é um seguro viagem, ele é um produto até de terceiros, não é o banco que dá, o banco revende o produto de terceiros, os que os bancos digitais estão fazendo é facilitar a experiência do usuário no processo de adesão, no processo de compra. A gente que tem conta em banco a mais tempo, a gente sabe o que que era abrir conta em um banco, você muda de emprego e fala, “puta, vou ter que abrir conta em banco de novo”.

Perrott: Era uma saga.

Cláudio: Era uma saga. Hoje em dia, você tira uma foto com o seu celular segurando seu documento e é isso. Então assim, isso é eliminar atrito, é eliminar….você tira… quem tem que se movimentar são os dados, não é o cliente. Então, eu acho que é essa pegada que os bancos precisam aprender ou reconquistar, porque os bancos faziam isso muito bem até pouco tempo atrás, assim é reconquistar essa liderança de volta, os bancos, eles têm, como a gente comentou, tem recursos, tanto tecnológicos, quanto humanos fantásticos, e a gente precisa o que, simplesmente voltar a fazer o que as fintechs fazem bem, que é experiência de usuário. Então, quando a gente voltar a focar em experiência do usuário, a gente vai voltar a ter produtos competitivos, a gente vai voltar a ter produtos líderes, a gente vai voltar a ter encantamento do cliente, que é o que retém um cliente, então assim, eu sou bastante otimista, acho que a gente tem… agora, a gente falou como que surgiram as fintechs assim, fintech não existiria sem nuvem, sem smartphone, sem banda larga digital, e a gente está entrando em uma outra era, onde estão surgindo outras tecnologias, que vão gerar outras possibilidades que a gente não sabe, nos próximos três, quatro, cinco anos vão surgir outras fintechs, com outros tipos de produtos ou até mesmo bancos que a gente não faz a menor ideia hoje de quais vão ser, mas a gente está falando de tecnologias novas surgindo, a gente está falando de pagamento instantâneo, agora com pix, vai possibilitar um monte de outras coisas, a gente está falando de open banking, que vai trazer outra revolução para o setor financeiro, a gente está falando de criptomoedas, a gente falando que alguns bancos centrais… o Banco Central do Brasil tem uma agenda de inovação bastante interessante centrada nesses três pilares, pagamento instantâneos, open banking e o real digital que é uma moeda emitida pelo Banco Central. A médio e longo prazo, o Banco Central pretende eliminar o papel físico, eliminar o real físico e a gente vai ter basicamente um real digital para trabalhar. Eu não vejo isso acontecendo nessa década ainda, mas assim é um caminho que a gente sabe que é sem volta, em algum momento vai acontecer. Então, como é que a gente se prepara para esse novo cenário, para o futuro? Então, esse é o nosso grande desafio hoje.

Perrott: E um comentário em relação ao que você falou do real digital e para deixar claro para o ouvinte aqui do episódio, existe uma logística muito grande em fazer dinheiro, isso é imprimir dinheiro no papel físico, não tem tanto na moeda também. Então, só essa logística já é um fator complicador para qualquer tipo de empresa, você ter que criar um papel, distribuir, recolher, nossa, ter que modernizar essas tecnologias, isso tudo envolve… é um problemão enorme, não é só ir ali e mandar imprimir tantas folhas, não é isso. Mas de fato, o Real digital assim, e tem em outros países no mundo, a China é bastante pioneira nesse conceito de não imprimir papel fisicamente, ela tem outros métodos de emissão da moeda, ainda assim com todo um controle, ele traz toda uma diferença. Agora, você citou algumas tecnologias interessantes, você falou do próprio pix, do open banking e também tem o blockchain que acaba sendo uma grande tecnologia que vai ajudando, não necessariamente o usuário tem contato direto com elas, mas se beneficia através dos seus resultados, é isso?

Cláudio: Exatamente assim, o usuário não precisa saber que tecnologia está por trás daquele produto que ele está usando, o que o usuário precisa é do resultado, ele precisa dar facilidade de uso, ele precisa do produto, mas essa agenda de inovação do Banco Central, ela vai estar causando bastante mudanças no setor financeiro no país nos próximos anos. O pix, a gente imagina o pix como sendo simplesmente uma plataforma de pagamentos instantâneos, vou transferir dinheiro para você, de um banco para um outro banco e você recebe esse dinheiro em até oito segundos, em qualquer dia do ano, domingo a tarde, sábado de madrugada, mas ele é muito mais profundo do que isso. E você citou a China também, a China é um ótimo benchmark de inovações em pagamentos instantâneos, o Ali Baba está fazendo isso muito bem na China. Então, a gente pode ver algumas inovações derivadas de pagamentos instantâneos que vão trazer uma revolução para vários setores, assim, um exemplo que o Ali Baba implementou na China, com pagamentos instantâneos que já está em uso no Brasil, mas vai aumentar a eficiência com o pix, é o uso de QR Code, por exemplo, para receber pagamento. Então, hoje você… voltando um pouquinho atrás, o que o Banco Central pretende com essa agenda de inovação é incluir mais gente no sistema financeiro no Brasil, o Brasil tem muita gente que não tem conta em Banco, que é desbancarizada, ou tem conta em banco, mas essa conta é muito precária, se a gente for pensar em bancarização propriamente, é todo mundo que recebe um benefício da Caixa Econômica Federal, por exemplo, Bolsa Família, ou fundo de garantia, essa pessoa não tem conta em um banco, ela tem conta na Caixa. Então assim, recebe um cartão lá do Bolsa Família, você vai lá e saca na boca do caixa esse dinheiro, mas assim, você tem uma conta digital, então assim, a caixa poderia oferecer mais produtos financeiros para esse cliente, ao invés de simplesmente dar um cartão para ele sacar o dinheiro todo em cash, em papel.

Perrott: Em espécie, exato.

Cláudio: Mas assim, o que a gente espera na hora que você traz todo esse coeficiente de desbancarizados para o segmento financeiro, é que você precisa dar meios para pessoas que ok, assim, agora eu tenho acesso à uma conta digital. Eu não tenho acesso a crédito, eu não posso ter um cartão de crédito, então assim, eu continuo tendo dificuldades em comprar em uma loja… em um ecommerce, por exemplo, ou comprar em uma loja, porque eu tenho que ficar carregando dinheiro no bolso de qualquer forma. Então, na China, o Ali Baba começou a perceber essa característica no interior do país, onde você não tinha uma rede de comunicação muito boa, onde as pessoas não tinham dinheiro para ter… imagina assim, você tem um carrinho de pipoca na frente da escola, se você for aceitar cartão de crédito, o serviço é até aquela maquininha que custa uma bala…

Perrott: E tem um custo, tem um custo que não agrega valor para a pessoa.

Cláudio: Tem um custo, tem um custo enorme. Não só você tem que comprar a máquina, como você tem uma assinatura mensal, e você tem a taxa de intercâmbio, a taxa de 1, 2% do que ele recebe fica retido na rede, no sistema, para remunerar o sistema todo, para remunerar a bandeira, para remunerar o banco, para remunerar quem está processando a transação. O que o pix vai permitir é que essa mesma pessoa, ela precisa de um QR Code, simplesmente só de QR Code porque esse QR Code voltando atrás, a gente estava falando de interface com o usuário que as fintechs fazem bem, o que que é um QR Code? O QR Code, ele está preenchendo aquele formulário que você fazia com o cheque, o QR Code está dizendo assim, a minha conta é nesse banco, esse é o número da conta, esse é o número da agência e esse é o valor que você tem que pagar. Então assim, ao invés de você ter que digitar tudo aquilo, o QR Code está te informando o que você precisa fazer, é simplesmente melhorar a experiência do usuário. Com isso, você tira milhões de merchans pequenos, que não tem dinheiro para comprar uma maquininha dessas, a necessidade, você está trazendo eles para o sistema, eles conseguem receber pagamentos eletrônicos, eles passam a receber pagamentos eletrônicos, é isso que o pix está fazendo. O pix, em alguns meses agora, vai começar a permitir que você elimine boleto, você troque boletos por um outro formulário eletrônico com base nessa mesma plataforma de pix. O pix vai permitir que você faça pagamentos a prazo, então assim, tipo, você vai permitir que um merchan diga para um cliente assim, você paga daqui a… sei lá, o dia que você recebe, dia 30, você está levando o produto hoje, mas você paga dia 30. O pix vai permitir que você realize esse tipo de transação, que no exterior está chamando de buy now, pay later, BNPL, esse tipo de transformação vai gerar um monte de produto novo, e um monte de fintechs novas oferecendo facilidades, ou criando produtos que a gente ainda desconhece. Outra é o open banking, outra frente de inovação do Banco Central, o open banking, o que ele… o que que ele se propõe a fazer? Ele está devolvendo a propriedade dos dados que hoje são do banco, está devolvendo de volta para o cliente. Então, você é dono dos seus dados, toda aquela riqueza de informações que o seu banco, onde você tem conta nos últimos dez, quinze anos, vinte anos de transação, aquele histórico que você tem com o banco, eles sabem quando que você deixou de pagar cartão, quando que você atrasou conta, de você é um bom pagador, se você paga tudo direitinho, se você tem dinheiro poupado, se você não tem dinheiro poupado, que dias você gasta mais no mês, que dia que você gasta menos, aonde que você gasta seu dinheiro. Esses dados vão poder ser disponibilizados por você para qualquer outra instituição financeira que se proponha a até oferecer produtos de melhores. Então assim, eu quero comprar uma casa, eu quero fazer um financiamento imobiliário, o meu banco, ele tem o meu histórico, ele sabe se eu consigo pagar aquela prestação ou não, um outro banco não tem essa certeza, com o open banking, ele passa a ter o mesmo nível de informação do banco onde você tem conta, então ele consegue te dar um produto tão competitivo quanto. Mas isso é a ponta do iceberg, tem mais coisas aí no open banking que a gente não está vendo. Como que uma fintech pode inovar com base no open banking? Uma é criando agregadores de conta, por exemplo, hoje você tem conta… tipo a gente aqui na Oracle, a gente tem conta no Itaú, mas eu posso também ter conta de uma empresa anterior que eu trabalhava, tenho uma conta no Bradesco, então eu tenho conta em dois bancos, tenho conta no Itaú e tenho conta no Bradesco, ah, mas eu também tenho o meu cartão do Nubank, também tenho a Nuconta e um cartão da Nubank, tem gente que tem o Amex. Então assim, você tem dois ou três cartões de crédito e dois ou três bancos diferentes. Com o open banking, isso para você gerenciar isso, geralmente você tem o seu banco primário e os outros são backup, para se caso dá um problema nesse banco, ou for em uma cidade onde não tem caixa automático do Itaú, então tem do Bradesco e tal, enfim. Isso é um problema também do passado, o que que a gente está vendo acontecer com o open banking? Você vai permitir, como qualquer empresa financeira vai ter acesso aos seus dados, você consegue criar agregadores de carteira, então você vai ter uma… imagina, sei lá, um Guia Bolso, que já faz mais ou menos isso, ou um Olívia, que faz isso também com inteligência artificial. Você consegue enxergar em um único aplicativo qual que é o seu saldo em todos os bancos, quanto que é o seu saldo agregado, quanto você tem de dívida no cartão de crédito agregado e quando você vai ter que pagar essas dúvidas, então eu sei que a soma das minhas dívidas no cartão de crédito já está ficando maior do que o dinheiro que eu tenho em conta para pagar. É uma visualização que você não tem hoje muito clara como fazer isso com dois ou três bancos diferentes. Então, você começa a criar produtos, então se uma empresa dessa, por exemplo, tem acesso às suas três contas, os seus três cartões de crédito, ela consegue te oferecer produtos que se adequam melhor ao seu perfil. Então, a gente vai ver isso acontecendo também com open banking. Então, é um mundo novo. Agora você adicione inteligência artificial, machine learning, ativação, você vai ter… cara, imagina assim, a gente fala lá no passado, na tempestade perfeita, nuvem, mais smartphone, mais banda larga que gerou fintech. Imagina inteligência artificial, open banking. Pagamento instantâneo, blockchain, vai gerar… é uma outra tempestade perfeita, o que vai surgir daí a gente não sabe. Então assim, ninguém pode dizer assim, “perdi aquela onda de fintechs e tal, perdi a onda agora perdi, perdi”, não, está acontecendo de novo. Então assim, a oportunidade vai surgir, tem que ter mais robótica, a gente tem um monte de… IOT, a gente vai ter eletrodoméstico em casa fazendo compra, sua geladeira pode fazer compra.

Perrott: Vai ajudar bastante.

Cláudio: O que que isso vai permitir de novos produtos financeiros é uma… cara, é um sonho, então a gente muita coisa para andar aí na frente. E a última é o que a gente estava falando também de blockchain, que você falou, blockchain é…. blockchain simplesmente é um registro irrevogável de uma transação, utilizando uma tecnologia de cadeia de caracteres que ficam e são cada vez mais longo e tal. Mas assim, a característica de um blockchain é que ele não precisa de uma entidade validadora, porque ele em si, todas as empresas de um ecossistema que concordaram em utilizar o mesmo blockchain, elas também concordam que a informação contida naquele blockchain é valida e irrevogável. Então, isso permite um surgimento de vários outros produtos que já estão surgindo assim, o próprio Banco Central, quando ele fala do Real digital, que vai ser um blockchain, na verdade assim, ele usa uma tecnologia de blockchain, mas é um inint 49:18 como a gente está chamando, o nome correto, por quê? Porque quando a gente fala de bitcoin, por exemplo, bitcoin, ela utiliza uma tecnologia de blockchain, só que o bitcoin, ele é descentralizado, um DLP, um moeda virtual, uma moeda… um blockchain utilizado como moeda de um país como o Banco Central, ela não é distribuída, assim, é tipo, quem faz a validação é o Banco Central, o Banco Central vai manter o controle sobre a moeda, então… mas é um blockchain, uma tecnologia de blockchain e o Banco Central já disse que ele quer com isso permitir que empresas privadas emitam suas próprias moedas, a gente já está vendo isso hoje, chamam-se tokens, o token nada mais é do que uma submoeda emitida dentro de um ecossistema que algumas empresas ou empresas e pessoas físicas utilizam para um determinado fim. Isso também vai ajudar a reduzir fraudes, um exemplo de quem está usando token, a gente vê muito token de clube de futebol, você compra tokens do seu time e tal, e você pode trocar isso por produtos, por ingresso, é uma forma do clube controlar que o dinheiro que você está investindo no clube, ele retorne em produtos do clube para você, não em produtos de terceiros, mas assim, quem está usando… quem está fazendo experimentos com tokens é o próprio BNDES, o BNDES, ele empresta dinheiro para empresas a juros subsidiários, e hoje via bancos, então se você quer um Finame, você quer um empréstimo do BNDES, você vai até o Bradesco, até o Itaú, até o Banco do Brasil, Santander e você faz a sua proposta, ah, eu vou investir em expansão da minha rede de lojas e tal, eu preciso refrigeradores, porque, sei lá, sou um supermercado, preciso comprar isso, preciso comprar terreno e tal, você passa o orçamento para o BNDES, o BNDES aprova o seu investimento e te dá um crédito e com esse crédito você compra esses produtos. Só que o BNDES não tem como garantir que você realmente comprou aqueles produtos que você disse que você ia comprar, e a gente sabe que tem… que tem muitos empresários ou empresas que pegam mais dinheiro do que precisam do BNDES, e depois investem no mercado financeiro, que paga retornos maiores do que o juro que ele vai ter que pagar para o BNDES, e fica com a diferença, isso é fraude. Com o token, o BNDES vai ter certeza de que aquele dinheiro que foi para a empresa X, Y, Z, de fato andou o próximo passo da cadeia para empresas que estão fornecendo produtos que ele disse que ia comprar. Então assim, eu te… movi dinheiro para a sua conta em tokens, e você vai passar esses tokens, no caso do BNDES, um token é igual a um real, você vai passar esse dinheiro para a empresa que vai te vender os frigoríficos, que vai te vender um terreno e tal, pelo preço que você ia comprar, e esse registro está lá para sempre, se alguém daqui a três ou quatro anos falar assim, “o cara comprou superfaturado, você tem como checar”. Então assim, a gente tem com essas novas tecnologias, não só a tecnologia em si, mas assim as possibilidades que essa tecnologia abre em termos de inovação para as empresas, inovação de produto, inovação de você juntar duas ou três dessas tecnologias e criar um produto novo e eu diria que assim, é um mundo que vai ser muito interessante a gente viver nos próximos anos.

Perrott: Eu não tem dúvida disso e que a gente acaba percebendo, é o futuro do presente, que a gente já percebe hoje o que está já vindo, o que já está surgindo no mercado, mas tudo acaba culminando em um conceito de adaptação, o mercado se adapta, nós enquanto clientes também buscamos novas formas de se relacionar, de ter uma interação diferente, a gente enquanto cliente de novo, não necessariamente a gente sabe o que a gente quer, mas a gente acaba tendo um comportamento diferente, e se o banco e o mercado como um todo estiver de olho nesse comportamento, vai se adaptando, vai agregando coisas novas e até mesmo surgindo produtos e serviços que a gente nem imaginava, nem nós clientes, nem nós enquanto mercado, que a gente acompanha como um todo. Mas eu acho que a grande palavra de ordem que você falou na tua fala agora, Cláudio, foi a palavra adaptação, eu acho que tudo tem que ser muito bem adaptado, testado e validado e a computação em nuvem, ela acaba acelerando muito e sendo um catalisador desse processo de adaptação e de testes, não é isso?

Cláudio: Exatamente isso assim, inclusive a visão que nós temos aqui na Oracle, o banco do futuro é um banco adaptativo, a gente usa esse nome, inclusive, a gente vê um banco do futuro sendo um banco fundamentado em três pilares, o primeiro são dados, é um banco inteligente, porque é um banco que usa dados para criar produtos, para criar riqueza, não simplesmente para guardar, entesourar os dados do meu cliente, não, eu uso esses dados para criar produtos, para criar novas fontes de receita. O outro pilar é o pilar ágil, a gente vê que um banco, ele é inteligente, porque ele usa dados para criar produtos, ele é um banco ágil porque ele se alavanca na última tecnologia existente para garantir que ele está sempre em linha com a necessidade do cliente naquele momento, então a gente fala, “eu não sei quais são as tecnologias que vão estar drivando o desenvolvimento de produto em 2025”, mas se eu estiver na nuvem, se eu estiver em uma nuvem competitiva, uma nuvem segura, uma nuvem excelente, como a nuvem da Oracle, como a gente diz para os nossos clientes, assim, você vai ter a certeza de que não sei qual é a tecnologia que vai estar em voga em 25, em 27 em 2030, eu só sei que na nuvem Oracle, você vai ter acesso à essa tecnologia qualquer que ela seja, quando ela surgir. Então, um banco, ele é ágil porque a infraestrutura tecnológica dele permite que ele alavanque sobre qualquer tecnologia que esteja em voga no momento em que ela está em voga, e o nosso último pilar é o que a gente chama de integral, é um banco integral, é um banco que atende o cliente aonde o cliente está, quando ele necessita do banco, no momento em que ele necessita do banco, pela forma que ele quiser se relacionar com o banco, não importa o canal, se ele quiser se relacionar com o banco, se ele precisar de um banco físico, inclusive, ou se ele precisar de um banco pelo telefone, ou pelo internet banking, ou pelo celular, ou por qualquer canal, esse banco, ele vai estar enxergando o cliente da mesma maneira, não existem bancos de dados espalhados diferentes… entre diferentes empresas do grupo, seguros, não enxerga o cliente pessoa física. Então assim, essa é a nossa visão, a nossa visão de que o banco do futuro vai estar se alavancando sobre dados, sobre a nuvem, sobre essa fantástica plataforma tecnológica, que é a nuvem, e atendendo o cliente da forma que o cliente quer ser atendido. Então, essa é a nossa visão do banco adaptativo, de um banco que está sempre em mudança, e de que o banco está liderando essa mudança em nome do cliente.

Perrott: Cláudio, sensacional, acho que todos os insights que você compartilhou faz todo o sentido de realmente compreender que serviços nessa área financeira só tendem a crescer, a melhorar e eu acho que é um mercado como um todo se beneficia, a gente enquanto cliente, consumidor, as empresas especializadas que apoiam ao setor financeiro se modernizar, criar novas soluções, eu acho que é a coisa que você falou, é a tal da tempestade perfeita. Também a gente tem usuário querendo consumir essa tecnologia, esse serviço, eu acho que isso é tudo muito legal, porque às vezes tem tecnologia bacana que surge, mas não está no momento certo, e aí não é que ela fracassou, ela entrou muito cedo no mercado ou muito tarde, mas tudo o que você foi falando faz sentido sim e enriqueceu bastante. Uma última pergunta que eu sempre faço aos nossos convidados, que busca a visão pessoal, afinal de contas, você sempre… a gente… ao longo dos dez anos aqui a gente fala de computação em nuvem, o que que é, então vamos lá, para o Cláudio, o que que é computação em nuvem?

Cláudio: Posso te dar uma resposta não técnica, até porque eu não sou técnico, eu não sou engenheiro de sistemas, nada. Para mim, a computação em nuvem é um local que não está no meu local físico, ela está em algum outro lugar que eu não vejo, que passa, que pode mudar, assim como a nuvem no céu, para mim assim, a nuvem é um local externo aonde a mágica da tecnologia acontece. Então, não só infraestrutura em nuvem, como aplicativos em nuvem, não me importa aonde que eles estejam, não importa quem está fazendo, se é aqui, se é fora, se é em algum outro lugar, mas eu sei que a magia acontece. Para mim então, a nuvem é o lugar onde a magia da tecnologia acontece.

Perrott: Maravilha. Cláudio, queria agradecer muito pelo seu tempo, pelos seus insights compartilhados aqui no nosso episódio e até o próximo.

Cláudio: Foi um prazer. Um grande abraço para vocês aí, para todo os nossos clientes e estamos torcendo para viver esse mundo fantástico que eu tenho certeza que vão ser os próximos anos da tecnologia financeira. Abração, Vinícius.

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Até o próximo episódio do Papo Oracle Cloud!

Veja os outros episódios da Minissérie Papo Oracle Cloud 

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    Papo Oracle Cloud T3 04 – Como novas tecnologias e comportamentos de consumo estão redefinindo os Serviços Financeiros
    Vinícius Perrott

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