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Jornalismo na era dos dados

Vinícius Perrott 21 de dezembro de 2021 4932 18 3


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Vinicius Perrott: Seja bem-vindo ao Veezor PodCast. Olá, você que segue aqui a nossa minissérie, nesse bate-papo, eu conto com a presença do Gustavo Ribeiro Arquiteto de Soluções. Gustavo seja bem-vindo.

Gustavo: Obrigado.

Perrott: Gustavo, a gente vem acompanhando várias áreas com o uso do Big Data. Mas existe um segmento de mercado que é o jornalismo, que, essencialmente, precisa de bons dados e boas informações, assim como o princípio de um bom jornalismo rege nas escolas de jornalismo, para montar a sua matéria. Para montar o seu texto jornalístico. Porém, com o uso de milhares de soluções hoje, o trabalho de um jornalista está um pouco difícil. Mas com o Big Data pode melhorar. Conta um pouquinho para a gente como o jornalista pode se tornar um jornalista fundamentado em dados.

Gustavo: Hoje em dia, a gente tem cada vez mais informação. E, realmente, para quem trabalha na área, tem que trabalhar buscando uma agulha num palheiro. Mas, ao mesmo tempo, outra vantagem que esse cenário de hoje em dia trouxe, esse volume de informações. É que as informações que, eventualmente, podem gerar matérias, elas estão mais públicas. Então, principalmente na área governamental hoje, através dos portais de transparência, até serviços do próprio governo, você consegue minerar informações, consultar informações, que antes, você levava muito tempo, burocracia. Tinha que ir até os órgãos para poder obter essas informações. Então hoje, você pautar informações que tem a ver com a sociedade, com a política, com a região, através de dados que podem ser consumidos ali no dia a dia. E que mudam, eventualmente, o dia a dia. Então você quer saber, por exemplo, quantas pessoas se vacinaram durante o período da campanha da gripe. Você quer saber quantas pessoas atenderam certo programa do governo. Então hoje, você consegue muito mais fácil essas informações e pode checar diretamente na fonte. Então você pode ter mecanismos que podem estar conectados a vários serviços governamentais, consumir esses dados, esses números e etc. e trabalhar numa série de pautas que vão trabalhando a evolução desses números. Ou, eventualmente, informações pontuais, você pode também trabalhar.

Perrott: Uma coisa que você comenta é a fonte. E, de novo, seguindo, um bom jornalista, ele tem que checar múltiplas fontes. E é um trabalho difícil. Porque você tem que checar no site A, no site B. E a matéria já passou. Como é que o jornalista, ele pode se aproveitar dessas novas tecnologias para ele ganhar mais velocidade e conseguir construir a sua matéria e a sua informação e se comunicar?

Gustavo: Hoje com as ferramentas da nuvem, você pode tanto automatizar a consulta em várias fontes de dados, procurando, de certa forma mesmo, informação; como também você pode gerar novos contextos. Ou seja, mesclar informações de fontes diferentes, mas que pertencem ao mesmo período e daí você gerar uma informação, enfim, que não necessariamente tem ali uma informação já, nova, estabelecida. Mas que merece uma investigação. Então, a informação, ela pode tanto ser minerada e vir à luz. Como ela pode gerar insights, alguns desafios ali que o jornalista naquela posição, ele possa investigar mais profundamente, fora desse meio online. E daí então, descobrir realmente, informação. Então, o Big Data tem um grande volume de dados. Ele vai ajudar esse público dos canais de mídia, para poder exatamente, encontrar a informação que ele quer pautar dentro de uma linha editorial. Então, se ele quer falar, por exemplo, de esporte, hoje tem várias ligas esportivas, vários campeonatos, eventos que já têm, inclusive, os seus próprios canais de dados. Então você pode pegar esse tipo de informação e ir gerando pautas em tempo real, durante aquele evento. Da mesma forma, durante um ciclo político, por exemplo, uma eleição. A eleição – pelo menos aqui no Brasil – você consegue acompanhar minuto a minuto a apuração. Então você pode fazer tratamento dessas informações com seções: estado, município, etc. E ir gerando informação em tempo real, enquanto está se apurando aquela eleição.

Perrott: Podendo, inclusive, cruzar dados que estão em outros países, em outras regiões. De repente, complementando aquele contexto, sem fugir ao contexto.

Gustavo: Isso. Exatamente. O Big Data e a nuvem, eles vão trazer velocidade. Então hoje, as informações das redes sociais, cada pessoa participante da sociedade, ele virou um ator informativo. As pessoas estão se informando bastante pelas redes sociais. E isso acabou gerando uma demanda por notícia, o mais rápido possível, a notícia imediata. Então a nuvem, atrelada a ferramentas de Big Data, vão ajudar o jornalista a minerar a informação, muito mais rápido, através desses mecanismos. Consultando fontes que são oficiais, de governo, de agências. E aí, dessa forma, conseguir trazer a informação que é baseada em dados, baseada em números, com fonte correta. E isso vai trazer qualidade nessa nuvem de informação, que são as redes sociais.

Perrott: Então, o papel do jornalismo agora – ou do jornalista – é ser um curador de dados? Ele conseguir olhar com bastante critério esse Big Data, essa capacidade que a nuvem está trazendo de expor determinados dados e fatos. E ele julgar ali, com o caráter dele, de o que pode? O que entra? E moldar e gerar a notícia como um todo. É isso?

Gustavo: Isso. E ele pode, inclusive, automatizar isso. Então assim: se ele quer acompanhar uma informação, ele pode deixar um robô basicamente coletando essa informação ao longo do tempo. E montar a sua linha do tempo, de como aquela informação avançou ao longo do tempo. Durante o período da pandemia, a gente viu bastante isso. Os números sendo debatidos enquanto a pandemia ia acontecendo. Então hoje em dia é o que se pode fazer através de Big Datas e ferramentas. É fazer esse acompanhamento da evolução dos números e dos dados. Isso, de certa forma, é o jornalismo de dados que hoje tanto se fala.

Perrott: Gustavo, eu queria agradecer a sua participação. Até o próximo episódio.

Gustavo: Valeu. Até a próxima.

Perrott: E para você que está nos acompanhando. Você é jornalista ou trabalha nesse segmento? Eu tenho certeza que esse tema vai lhe interessar bastante. Afinal de contas, checar fontes e múltiplas fontes faz parte do princípio do seu trabalho. Você conhece alguém jornalista? Indica esse episódio para ele. Eu tenho certeza que vai instigar e motivar a trabalhar de uma forma 2.0, ou, no caso, o jornalismo 5.0.

Recomento a leitura do artigo: Análise de mídia sociais impulsionada por inteligência artificial

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