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Papo Oracle Cloud T4 03 – ESG – Mauro Cezar da iSocial e Arthur Andrades da DeepESG

Vinícius Perrott 21 de dezembro de 2022 5075 19 3


Background
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Olá, seja bem-vindo à quarta temporada do Papo Oracle Cloud. Nessa temporada iremos discutir sobre processos e tecnologias que estão revolucionando o mercado e potencializando a inovação nas suas empresas e nos seus negócios.

E nesse episódio, eu conto com a presença do Mauro Cesar, iSocial, Mauro, seja muito bem-vindo aqui ao nosso episódio.

Mauro Cezar: Obrigado, Vinícius, é um prazer fazer parte desse novo podcast com você, bom estar com outras pessoas também, muito bem-vindos a todos.

Vinicius Perrott: E também nesse episódio, eu conto com a participação do Arthur Andrade, da Deep ESG, Arthur, seja muito bem-vindo.

Arthur Andrades: Oi, Vinícius, obrigado pelo convite e também prazer, Mauro, em te conhecer, muito animado em poder participar aqui hoje.

Vinicius Perrott: Legal, bem animado estou eu aqui, que a casa está cheia, muita gente para poder trazer novas ideias, principalmente para falar sobre ESG. Mas um recadinho rápido aqui para quem está nos acompanhando, tá bom? Bem, para você que já acompanha a nossa série, já sabe, caso você seja novo por aqui, seja bem-vindo, e você sabe também que lá no site do Papo Cloud você pode encontrar a transcrição completa desse bate papo, junto com o material complementar que comentávamos aqui durante o nosso episódio, e o link está na descrição do seu aplicativo de podcast favorito. Mas bora lá, pessoal, normalmente, como vocês são novos aqui, chegando agora no nosso podcast, eu peço que vocês possam se apresentar um pouquinho e contar o que que vocês fazem. Eu vou começar aqui pelo Mauro, Mauro, quem é você e o que que é a iSocial, o que que vocês fazem aí dentro, por favor?

Papo Oracle Cloud T4 03 - ESG - Mauro Cezar da iSocial e Arthur Andrades da DeepESG

Mauro Cezar: Beleza, Vinícius, obrigado novamente pelo convite, o meu nome é Mauro, eu sou CEO e fundador do iSocial, eu tenho 15 anos de mercado de tecnologia, e recentemente a gente começou essa nova startup justamente para resolver alguns problemas socioambientais que a gente tem tanto no nossa cidade, no nosso país, no nosso planeta principalmente, a gente começou esse projeto tem um pouco mais de dois anos, e esse projeto tomou várias formas e basicamente o objetivo do projeto é coletar a informação para direcionamento de projetos, tanto para empresas, quanto para ONGs, quanto para voluntários. Basicamente a iSocial conecta quem quer ajudar a quem precisa ser ajudado. Aí a gente pega esse gancho justamente com o setor privado, entregando soluções de ESG para empresas, tanto no âmbito social, quanto no âmbito ambiental.

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Perrott: Caramba, já… já o negócio ficou animado, viu? Já seria um podcast só para isso, para explicar no detalhe o que que vocês fazem, mas muito legal, cara, bem nobre a sua missão aí, parabéns e seja bem-vindo.

Mauro: Obrigado, Vinícius, realmente é um projeto de vida nosso.

Veja os outros episódios da Minissérie Papo Oracle Cloud 

Perrott: Legal, agora bora lá, Arthur, apresenta aqui para gente também o que que vocês fazem aí, o que que vocês tanto trelam aí na Deep ESG, por favor.

Arthur Andrades: Na Deep, a gente tem uma visão que eu imagino que o Mauro também compartilha, assim como outras pessoas que estão no mercado, que daqui 15 anos, talvez menos, mensurar impacto vai ser tipo você ter uma contabilidade, hoje não importa se você é a maior empresa do Brasil ou a menor empresa do Brasil, você vai precisar estar apurando qual que é a da receita, qual que é o seu lucro e tal, tudo mais, e assim que como para apurar o lucro, para apurar receita, para fazer o controle da parte financeira, as empresas hoje contam com empresas de RP, como a Oracle, que tem o seu RP também, a gente tem a visão, então, e aí a missão da Deep é a gente ser a ferramenta de mensuração da parte do ESG, da parte dos impactos, então a mensuração ambiental, social, com uma lógica contábil de mensuração, para que toda empresa todo final de ano quando ela for fechar o balanço, ela também vai fechar o balanço de carbono dela, também vai fechar o balanço de pegada hídrica, tudo mais. Então, essa é a nossa visão e a nossa missão, e como empresa existimos faz dois anos, eu também sou CEO e fundador aqui, e desenvolvemos tecnologias para diversos segmentos de clientes com também vários produtos diferentes.

Perrott: Caramba, olha só, também é um outro tema aqui bem legal que você apresenta, Arthur, porque de fato saber mensurar esses resultados de impacto, eu acho que não é tão simples, mas fundamentais e importantes para a nossa economia, e para a nossa sociedade como um todo, nobre também, viu, essa missão, não é fácil, mas legal, legal que a gente está vendo aqui surgindo agora, uma coisa bem recente desse tema, a gente poder aproveitar ao máximo, já com pessoas que já estão com visão lá na frente. Mas eu queria até aproveitar, Arthur, essa deixa aqui, que você pudesse explicar para a gente o que que é esse tal do ESG, explica para a gente essa sigla que de certa forma é relativamente nova aqui no mercado, não é tão nova se a gente for olhar na literatura, mas consolidada de forma mais nova nessa sigla sim. Explica para a gente o que que é o ESG, por favor.

Arthur: Bom, Vinícius, eu acho que se você fizer essa pergunta para dez pessoas que estão no mercado, você vai talvez obter dez respostas diferentes, sabe? Mas eu vou tentar dar aqui uma sumarizada e como eu interpreto essa resposta. Para a gente entender ESG, a gente tem que voltar um pouquinho para entender primeiro o que que é capitalismo de share holder e capitalismo de stake holder. A visão de capitalismo de share holder é uma visão que ficou muito forte no pós-guerra, no pós segunda guerra, de que o objetivo maior das empresas seria de gerar lucro para os seus acionistas e esse seria o único objetivo de uma empresa, de uma operação. Essa visão ao longo, enfim, de toda segunda metade do século 20 foi evoluindo e surgiu, então, a visão do capitalismo de stake holder, que diz que sim, é verdade que toda empresa, ela tem que buscar lucro e ela tem que tentar fazer com que o share holder, o share holder é o acionista, tenha bastante resultado financeiro da operação da empresa, mas que a empresa também tem obrigações com os seus stake holders, e que além disso, a empresa, na busca do lucro, ela tem certas fronteiras éticas que ela não pode ultrapassar, então por mais que uma empresa queira buscar lucro, ela não pode, por exemplo, ter trabalho escravo, e eu acho que isso é um ponto pacífico que todo mundo vai concordar. O ESG, então, é justamente essa fronteira ética, então, até onde uma empresa pode ir para conseguir ter um resultado, para conseguir ter um lucro, e quais que são as responsabilidades que toda empresa vai ter com os seus stake holders. Isso está intimamente ligado à ideia do ESG, e a sigla ESG, porque essas responsabilidades, elas vão estar divididas entre os stake holders que vão ter uma relação com o social, então, por exemplo, os funcionários, as comunidades do entorno, às vezes até um supplier, então um supplier não é só um CNPJ, tem pessoas por detrás desse supplier, desse fornecedor. Vão existir responsabilidades e limites éticos da atuação ambiental, então uma empresa, ela não pode deliberadamente, por exemplo, sujar um rio para ter mais lucro, ela tem ali uma fronteira ética para a atuação ambiental dela e também uma fronteira ética de atuação na sua governança, no seu compliance, por exemplo, não fazer nenhuma ação que coloque em risco algum direito de um acionista minoritário, ou faltar com transparência, ter alguma questão de corrupção, são todas fronteiras éticas que as empresas não deveriam ultrapassar e eu acho que isso sumariza bem o entendimento do ESG, e porque que que ganhou tanta força, porque eu acho que está cada vez mais claro que sim, as empresas têm que buscar lucro e devem buscar resultados, é lógica do nosso sistema capitalista, mas elas têm fronteiras éticas para a sua atuação.

Perrott: Agora, nesse teu contexto, Arthur, você apresentou bem, e levando em consideração que tem essa fronteira a não ser ultrapassada, na verdade, não deve nem chegar perto, para deixar bem claro aqui, a gente não deve chegar nem perto dessas fronteiras aí que não são possíveis ou não são cabíveis. Mas você lembra, explica aqui para a gente o que que é essa siglazinha, tu lembra de cabeça o que que é essa sigla, ESG?

Arthur: Claro, é enviromental, que é o ambiental, S vem do social, e G da governança, então quando eu coloquei essa fronteira, que ela tem aspectos sociais, ambientais e governança, por isso da sigla, ESG, tem gente aqui no Brasil que também fala ASG, para não falar o E do enviromental, fala A de ambiental, gosto não se discute, mas eu prefiro ESG.

Perrott: Tranquilo, agora levando em consideração que eu tenho pessoas nesse processo como um todo, na área social eu já vou pegar o gancho aqui do Mauro também, Mauro, já que o próprio Arthur falou que tem várias formas também de se poder explicar o que que é ESG, na visão de vocês, o que que é ESG para vocês?

Mauro: Muito boa a explicação do Arthur para começar, parabéns aí, Arthur. E eu acho que esse tema se estende à várias questões, o Arthur comentou bem sobre a questão de responsabilidade da empresa em si, mas eu acho que se estende a qualquer um indivíduo que faz parte da nossa sociedade, e empresas são feitas de pessoas, então entender o papel de cada um também dentro da organização, dentro de casa, na sociedade e, inclusive, com essa responsabilidade socioambiental é muito importante, então quando a gente pega esse tema, realmente é um tema extenso, mas no caso de empresas realmente é… concordo com o Arthur aí, é basicamente colocar responsabilidade. E para além do que também colocar limites, eu acho que cada vez mais a nossa sociedade está entendendo que empresas que têm essa pegada são empresas que têm um valor maior agregado no produto, tem um valor, por exemplo, de poder você escolher uma empresa que polui bastante o ambiente, versus uma empresa que não polui o meio ambiente, acho que cada um, a gente está vendo consciência humanitária em cima disso, cada vez isso se torna um fator mais importante não só em termos de processos, de governança, mas também em termos de marketing e mercado, então esse tema, ele não serve somente como auditoria ou para conseguir crédito no setor bancário mundial, mas serve também para você escalar seu produto para ambientes e regiões que tenham maior nível de consciência socioambiental, um exemplo simples é empresas que vendem um creme de rosto que é testado em animais versus empresas que não testam em animais, então você vai chegar lá na farmácia, tem essas duas opções, provavelmente você vai acabar escolhendo a que não faz teste em animais, da mesma forma que você entender que um carro que você vai preferir é um carro de uma fábrica que polui muito menos, você vai tender a escolher esse carro, então cada vez isso está ganhando força e isso está tornando também não só custos para as empresas, quando a gente fala de ESG a gente já imagina o custo, mas isso se torna também resultado.

Perrott: Cara, que interessante, você está trazendo até uma ótica do consumidor, enquanto nós cidadãos que está aqui consumindo coisas do dia a dia, você vai em uma… você citou aí, você vai em uma farmácia e quer escolher um produto que faz mais sentido também, até mesmo com as suas práticas em relação ao meio ambiente. Agora na ótica de funcionário e empresa, também tem que ter um engajamento muito alto, Mauro, se não o negócio… sem engajamento do ambiente empresarial, não tem lá o meu produto na farmácia para poder comprar dentro daquele padrão, como é que a gente consegue aumentar esse engajamento dentro das empresas?

Mauro: Essa é uma boa pergunta, normalmente as empresas fazem gincana no final do ano, recolhe agasalho em uma caixa de papelão, normalmente a gente vê isso, doe brinquedos, semana das crianças, vamos doar. É muito legal isso, eu acho que o que falta realmente é fazer um laço dos projetos existentes, eu acho que isso falta, normalmente as empresas fazem um ou dois projetos, o que torna um pouco limitante a atuação de todos os funcionários, então se o funcionário… ainda mais com essa questão de trabalho remoto, ele trabalha no norte do país, e a sede da empresa é no sudeste, vamos recolher agasalho aqui na nossa sede, o que que eu faço, e se eu gosto de ajudar animais? Porque não tenho agasalhos em casa, eu já doei todos os meus agasalhos, como é que a empresa vai mensurar isso e vai somar um ponto, por exemplo, para mim na gincana? Então, a partir do momento que você coloca uma política, se a empresa tiver isso no propósito, mas não adianta só estar no propósito, mas colocar isso em uma política interna de bonificação, de pontuação, realmente isso avança. Então, normalmente o que inint 12:42 é da mesma forma que os funcionários têm indicadores de venda, têm indicadores de faturamento, têm indicadores de produtividade, têm que ter indicadores também socioambientais, obviamente se esse for o propósito da organização. Então, mensurar esse indicador e colocar esse indicador até como uma forma de bonificação do funcionário, é o caminho que a gente enxerga de engajamento. Então, imagina se você, Vinícius, começar a fazer projetos socioambientais, independente do local, pode ser que você esteja no interior ou no norte do país ou até em outro país, e independente da causa que você quer apoiar, e isso gera pontuação para você dentro de uma ótica de um inint 13:24 gera uma pontuação, e uma vez que você bate esse inint 13:25 indicadores internos, você ganha um bônus de 20% do seu PLR. Então, realmente isso muda, isso traz um engajamento, traz consciência e gerando essa roda, a gente vai ver muito resultado para o planeta como um todo.

Perrott: Cara, isso, você me deu um gancho para puxar o Arthur aqui também em relação a esse tema, porque considerando a complexidade e o tamanho do Brasil, a gente… você citou bem, às vezes tem um funcionário do norte, tem a empresa no centro-oeste, no sul, no sudeste, enfim, o Brasil é muito grande e às vezes você aplicar a mesma métrica, a mesma régua não vai medir o mesmo resultado em lugares diferentes. Então, Arthur, como é que você vê esse tema aí em relação a como é que eu posso estar desenvolvendo justamente esse olhar um pouco mais criterioso e levar a consideração a regionalização, os locais diferentes para trazer isso aí como um indicador importante para empresa?

Arthur: Legal, Vinícius. Assim, queria dizer só antes de responder que achei muito interessante o modelo proposto pelo Mauro, viu, acho que inclusive tem sinergia com muito do que a gente faz aqui. Sobre a uniformização das métricas e o que você vai ter de métrica para o ESG e como é que você trabalha com tanta diversidade, esse é um problema que hoje nos protocolos de reporting, Vinícius, e daí eu posso citar aqui alguns GRI, Sasb, CBP que é mais voltado para o carbono, enfim, esse é um problema mal resolvido, principalmente no Brasil, por quê? Todos os nossos standards de relato de impacto e métricas, eles são muito importados às vezes dos Estados Unidos e da Europa, então ele não só não leva em consideração a diversidade regional aqui no Brasil, mas às vezes ele tem uma ótica, uma métrica que ela é importada de uma visão que vai funcionar muito bem na Europa, por exemplo, mas não funciona aqui no Brasil. Então, por exemplo, uma métrica importante dentro do GRI de uma empresa europeia vai ser a quantidade de diversidade de imigrantes que ela tem na empresa, e claro, em uma empresa que está em uma fronteira com muito imigrante chegando, lá na Alemanha, por exemplo, isso é uma métrica social, engajamento social, engajamento social importante, mas para uma empresa que está no centro-oeste do Brasil, lá em Goiás, isso é uma métrica totalmente irrelevante, porque não tem imigrante.

Perrott: Sem dúvida.

Mauro: Então, esse é um problema mal resolvido, tem muito esforço das grandes empresas de auditoria, do IASB, que é o International Accouting Standards Board e de outros boards, conselhos, em tentar criar um sistema de métricas mais compreensível e mais adaptável, regionalizável, mas esse não é um esforço terminando ainda nesse mundo da mensuração do impacto, as métricas de mensuração de impacto não estão bem estabilizadas. O que a gente geralmente recomenda para empresas e tal, e o que eu recomendo, faça o pacote mínimo daquelas métricas que são internacionais, daquilo que o mercado vai entender como standard, e mensure muito bem aquele impacto que realmente importa. Por isso que até no começo da Deep o nosso tagliner era impact that matters, que é justamente isso, você vai medir aquele impacto que importa, que não necessariamente é o mesmo impacto que está lá no cara crachá do GRI, e daí a recomendação é, faça os dois, faça o do GRI, para como o Mauro disse, você pode captar uma green bond, mas faça aquele impacto que importa para quando você dizer que o seu produto, ele é sustentável, ou que a sua empresa é sustentável, que ela seja de fato sustentável e de fato conectada com as comunidades locais que ela está interagindo e tudo mais.

Perrott: Arthur, você falou em uma palavrinha aqui que também já faz parte dessa análise de meio ambiente e tudo mais, que é o tal carbono, explica aqui para a gente por que que você acabou trazendo esse tema também, e por que que ele acabou acelerando essa pauta tão importante agora para a sociedade.

Arthur: O tema carbono, Vinícius, para quem não conhece ele pode parecer meio alienígena, por que que uma empresa que está aqui no interior do Brasil deveria se preocupar com o tema carbono? Então, para explicar porque que essa pauta ganhou relevância, a gente tem que dar um passinho atrás e explicar o que que é aquecimento global, então assim se na terra a gente não tivesse uma atmosfera, a temperatura na superfície da terra ia ser -18°.

Perrott: Caramba.

Arthur: Ia ser frio. É a temperatura na superfície da lua, por exemplo, que está na mesma distância que o sol da terra, como a gente tem uma atmosfera, essa atmosfera, ela retarda a maneira que a terra perde calor, e principalmente quem faz esse retardo são os gases que estão na atmosfera, e também os gases do efeito estufa, quando o ser humano na sua atividade econômica, ela emite gases como CO2, que é o dióxido de carbono, metano na atmosfera, é como se a gente tivesse engrossando esse cobertor, e daí retarda a perda de calor da terra e esquenta a terra, esse esquentar da terra, cria mudanças climáticas e essas mudanças climáticas, elas são muito maléficas, muito prejudiciais para a atividade econômica humana. Então, para te dar um exemplo, centro-oeste americano, que é uma das regiões aráveis mais importantes do mundo, e que já é uma região que chove pouco e depende da irrigação, vai chover quase nada a depender de um cenário mais agressivo do aquecimento global, a Itália e a Espanha, que já são regiões secas na Europa, vão ter uma pluviosidade caindo em 50%, e o sul da China, que é uma das regiões mais chuvosas do mundo, a estimativa é que com o aquecimento global agressivo, eles vão ter uma média de três tufões por ano, imagina, três furacões todo ano, acaba com a atividade econômica humana.

Perrott: Sem dúvida.

Arthur: E por causa disso, então, os governos, os reguladores, a ONU, os grandes investidores, os fundos soberanos, gente que tem dinheiro investido em todo o mundo disse: olha, galera, a gente tem que parar de emitir tanto carbono. E essa pressão, então, chega nas empresas independente se as empresas sejam uma multinacional ou elas sejam uma empresa aqui no Brasil, ela chega ou pela pressão do dinheiro, do capital, então se é uma empresa que ela tem uma emissão de carbono mais baixa, ela consegue, por exemplo, captar um dinheiro muito mais barato, e hoje você já tem linhas ativas no Brasil, como no Desenvolve São Paulo, e outras várias do BNDES, do Santander, para empresas captarem dinheiro mais barato se elas tiverem uma pegada de carbono menor e chega também pela pressão regulatória, então você já tem vários países no mundo com o mercado de carbono de pé, e a nossa expectativa é que aqui no Brasil a gente consiga também ter um mercado de carbono de pé, que vai de alguma forma criar uma pressão, uma punição naquelas empresas que são grandes emissoras e vai beneficiar as empresas que já tomaram ações e já conseguiram diminuir as duas emissões. Por isso que esse tema do carbono ficou tão importante, por isso que acelerou a pauta, porque ele está mexendo hoje muito no bolso de todo mundo e daí naturalmente acelerou e de reboque acelerou o ESG inteiro.

Perrott: Caramba, então a gente pode estar considerando que praticamente o que não é medido não é gerenciado, mais ou menos assim, a gente tem que ter condições de medir tudo isso que você falou.

Arthur: Exatamente, e assim, quem não tiver diminuindo a sua pegada de carbono, hoje tem risco, quem está diminuindo a sua pegada de carbono tem uma oportunidade, seja de comercializar em um inint 21:09, seja de originar um projeto, ou seja, de pegar uma dívida mais barata.

Perrott: Bacana, e o que que a gente pode encontrar, então, eu acho… não sei se o Mauro ou o Arthur pode me ajudar a entender esse cenário. Beleza, o Arthur aqui apresentou vários cenários que a gente tem que saber e ter técnicas para medir isso dentro do meu sistema, dentro dos processos das empresas para poder incorporar, afinal de contas, vamos lá, eu consegui o engajamento do usuário, do meu colaborador, do funcionário, consegui colocar isso no propósito da empresa, nos processos, no dia a dia, mas como é que eu consigo mensurar isso de fato, quais são as ferramentas, às vezes a empresa já tem o seu RP implantado, será que isso tudo faz sentido com o ESG? Bora lá, Mauro, responde essa aqui para a gente.

Mauro: Fiquei na dúvida em quem que ia responder. Mas vamos lá, realmente, o que você comentou faz todo sentido, o que não é mensurado não vai ser realmente impactado, então tudo isso que a gente conversou até agora, o carbono eu acho que é um dos indicadores quando a gente fala de ESG, ele tem que ser mensurado primeiro, obviamente para obter todos os benefícios que o Arthur muito bem disse, em qualquer tipo de mercado, e também para incentivar o engajamento interno, a empresa precisa saber qual que é o papel que realmente ela está fazendo na sociedade. E mesmo que seja para um mercado externo, a mesma coisa para consumidor, igual a gente disse lá atrás, então vocês devem já ter percebido, quando vocês vão comprar uma passagem aérea hoje, existem tipos de passagem aérea que já estão colocando lá que tantos % do valor daquela passagem vão ser direcionados para projetos para evitar a emissão de carbono. Então, as empresas já estão trabalhando nisso, porque isso também faz sentido para o consumidor de maneira geral, mas qualquer consumidor que vá fazer parte desse projeto, ou qualquer funcionário que vá fazer parte desse projeto, ele vai querer saber no final qual que é o impacto que gerou, e aí isso vai expandindo, pode ser dentro de um indivíduo, pode ser dentro de uma empresa, pode ser dentro de um país, da mesma forma que o Arthur colocou aí que uma empresa, ela consegue mais vantagens no mercado externo praticando políticas ESG, um país também. Então, o Brasil praticando essa política, ele vai ter muito mais abertura e de maneira geral todos também vão ser beneficiados, além do planeta Terra, gente, é bom a gente repetir isso daqui para todo mundo entender que é o futuro de onde a gente vive, então temos que cuidar de certa forma também. Então, essa mensuração é extremamente importante e, no caso, crédito de carbono, no caso do carbono, essa mensuração, ela vira crédito e existe um valor monetário disso, então empresas que conseguiram realmente zerar o seu footprint, ela consegue ter vantagens, e empresas que não conseguem zerar o seu footprint com iniciativas e projetos internos dela própria, ela pode adquirir esse footprint de outras empresas que estão gerando iniciativas e que estão gerando crédito de carbono. Então, se eu hoje ainda não tenho um plano, ou se o meu plano é de 20 anos para frente, mas eu gostaria de zerar a minha pegada de carbono, eu posso adquirir, por exemplo, crédito da empresa do Arthur, que tem crédito de carbono sobrando, por exemplo, e com isso, eu adquirindo esse crédito dele, de certa forma, de forma indireta, eu estou zerando a minha pegada e eu consigo as mesmas vantagens de quem está fazendo por conta própria. Abre-se um novo mercado gigante em relação a isso, aqui no Brasil é um mercado ainda que está iniciando, está muito… até eu gostaria de dizer devagar, mas porque se a gente comparar também o valor do crédito de carbono aqui no Brasil versus mercados externos, Japão, Europa de uma maneira geral, então a gente vê que tem um valor muito baixo, o que significa que não existe ainda uma política governamental ou uma política interna do mercado, para que isso realmente seja uma regra que as empresas estejam incentivadas a seguir por esse caminho. Mas apesar de estar devagar, eu acredito que é um caminho sem volta e é uma necessidade que as empresas, se não estão pensando hoje, elas têm que começar.

Perrott: Interessante, Mauro, porque normalmente no mercado, a gente acaba sempre vendo que se eu tenho uma empresa aqui no Brasil que tem relação comercial com o Japão, que você citou lá, e lá no Japão é mais aquecido esse conceito do footprint, já tem um mercado lá mais aquecido e tem um olhar diferente sobre esse tema, é natural que por relação comercial eu aqui também consiga já até que me enquadrar nesse processo, porque as empresas pedem isso. E aí considerando o próprio mercado como um dos maiores, por si só, regulador dele próprio, vou colocar esse tema, é natural que é muito em breve a gente também receba isso com mais naturalidade, e essa relação que é o exemplo aqui, Brasil e Japão, ela também possa se tornar Brasil Brasil, empresas do próprio Brasil já entrar nesse eixo e já se beneficiar desse processo, faz sentido isso também?

Mauro: Faz sentido demais, Vinícius, ainda mais esse exemplo que você comentou, acho que o Japão, o Arthur pode complementar, deve ser um dos países mais desenvolvidos nesse tema, então se uma empresa for adquirir um serviço ou infraestrutura, ou o que quer que seja de uma empresa do Brasil, com certeza ele vai exigir a política de ESG, ele vai te pedir garantias que você realmente está executando ações, iniciativas para zerar a pegada de carbono, se não fizer isso você nem começa a entrar dentro da política lá dentro de competição, então se for um inint 26:41 você já é cortado logo de cara, e eu acho que isso vai começar a acontecer também em outros países do mundo e é um mundo globalizado, batendo aqui rapidamente as empresas começam a se mover. É uma pena, a gente gostaria que fosse muito mais pelo propósito, mas como você bem disse, se não for de um lado, vai acontecer do outro.

Perrott: Sem dúvida. Arthur, como é que funciona então sabendo que os RPs hoje já fazem integração entre sistemas, entre parceiros, essa é uma das grandes vantagens, você ter um RP dentro da empresa, você permitir a integração em múltiplas integrações, como é que você tem visto esse lado também de trazer esse tema para dentro dos processos e das organizações?

Arthur: Legal, Vinícius. Antes só de responder essa pergunta, eu não sei se você sabia, mas em particular o Japão, o Brasil e o Japão, eles assinaram no dia 14 de julho desse ano, um acordo sobre justamente o mercado de carbono e como é que você poderia evoluir para trabalhar no mercado de carbono entre empresas japonesas e brasileiras. E o primeiro acordo foi com o Japão, então o exemplo foi muito bem dado, porque de fato é o primeiro acordo bilateral que o Brasil faz nesse sentido para mercado de carbono.

Perrott: Cara, que legal, notícia boa aqui, viu?

Arthur: Falando então da sua pergunta, para mim, eu imagino que o Mauro também entenda assim, é fundamental para qualquer empresa está pensando em uma jornada ESG, ela começar tendo uma RP, até porque o RP é um grande exercício de aumento de governança, aumento do compliance, aumento da transparência, ele possibilita informações para você pode analisar melhor os seus funcionários, os seus salários, a parte de compra de insumos, então assim, o RP, ele é um grande primeiro passo, uma empresa… a gente pode dizer que uma empresa que tem um bom RP instalado, funcionando, é uma empresa que já está de certa forma um pouco avançada na sua trajetória ESG. E como você bem disse, o benefício para uma empresa que tem o RP, é que vão existir empresas que vão conseguir plugar o seu sistema, como é o caso, por exemplo, da Deep e outra, no RP para justamente e como a iSocial, para com essa integração poder fazer os cálculos de sustentabilidade, de carbono, de engajamento, tudo mais. Então, uma empresa que tem um RP e principalmente e aí fazer um merchan, Vinícius, um RP Oracle, que é um parceiro nosso, vai conseguir muito facilmente poder integrar com essas soluções, startups e empresas parceiras e essa integração possibilita uma totalização dos dados, uma integração, uma automatização para você poder ter os resultados, a mensuração dos impactos ali em poucos cliques na sua tela, para que em cima dele você possa tomar atitudes, atitudes de engajamento, possa procurar um banco através de uma linha mais barata, possa tentar entender porque que o resultado social não está bom, o que que você têm que fazer, sei lá, de política de remuneração, quer dizer, você tem a partir da integração dos dados do RP através dessas ferramentas, toda o road back, toda a linha de ação em cima do qual você pode criar as suas ações, criar as suas políticas e tudo mais. Então, ter um RP é fundamental e em cima dele você consegue fazer boa parte da sua gestão de ESG.

Perrott: Caramba, interessante, então mostra que primeiro um projeto de RP normalmente são projetos mais longos e envolve muito e está muito conectado ao negócio da empresa, você olhar o RP muito bem implantado, muito bem estruturado e mantido, é você poder olhar a empresa em toda a sua cadeia, em todos os seus processos, aí você citou, acho que citou super bem Arthur, é olhar para o seu RP e ter a capacidade de já trazer ele para esse novo passo, que é o ESG, não simplesmente ter que fazer um novo projeto, ter que reestruturar tudo do zero, meu Deus do céu, já pensou que fosse assim, ia ser complicado, talvez se fosse assim, a gente já não estaria nem atendendo aos requisitos do ESG, porque se não a gente estaria jogando todo um recurso que já foi gasto de energia ali para poder implantar aquele projeto fora, para começar tudo de novo? Calma, não é por aí, tem coisas melhores para ser feitas, faz sentido isso?

Arthur: Total, total, assim quem já tem um bom RP instalado, consegue a partir dele, com outras ferramentas, consegue, enfim, muito rapidamente estar olhando todos os seus resultados e impactos de ESG.

Perrott: Agora você citou bem também, o Oracle… o RP da Oracle é bem interessante porque ele já tem esse lado já conectado ao ESG e você acaba ajudando o cliente a posicionar mais rapidamente, isso dentro dos processos internamente, então é uma forma também de você conseguir acelerar sem, de novo, sem ter que começar um projeto todo do zero, porque projeto de TI todo mundo aqui sabe, são projetos lentos, às vezes demorados e que geram resultado, mas ninguém quer recomeçar tudo do zero, se já pode encontrar ali a basicamente um clique de distância, só um exemplo aqui, viu, gente? Mas a um clique de distância.

Arthur: É, eu acho que é um super ponto, sabe, Vinícius? Essa abertura que a gente teve com Oracle, geralmente projetos de integração são lentos, os RPs às vezes não gostam muito de ter outras ferramentas plugadas neles, às vezes você tem até no próprio RP quase que medidas de defesa assim, para ninguém conseguir integrar nele, e no caso da Oracle, a gente já tem uma integração facilitada.

Perrott: Bacana. Agora, Mauro, você também que tem um lado muito legal em relação ao social, você também acaba tendo que equilibrar em algum momento do seu dia a dia a questão de tecnologias para poder impulsionar o seu trabalho, o trabalho da equipe toda e trazer melhor resultado para esse tema, como é que você vê então aqui para a gente o aspecto tecnológico dentro da sua atuação, por favor?

Mauro: Vinícius, a tecnologia, ela vem aqui para agregar muita coisa, no caso do iSocial, a gente utilizou toda a parte de inovação tecnológica que existe em vários âmbitos, em vários métodos, justamente para escalar esse nosso impacto que a gente quer gerar junto com a plataforma, junto com as empresas, junto com as pessoas. Então, a gente acredita, a gente investiu realmente em uma plataforma tecnológica, para a gente ganhar escala, é exponencial qualquer coisa que a gente fizer utilizando tecnologia. E aí falando um pouco da cloud da Oracle, utilizando a cloud da Oracle para a gente foi muito importante, porque nos deu flexibilidade de pensar em um projeto que pode começar em uma pequena região com cinco mil habitantes à uma escala global de milhões ou bilhões de pessoas utilizando uma mesma plataforma e gerando um tanto de informação, que lá na frente vai servir para mensurar e auditar todo o projeto ESG que as empresas estão fazendo. Então, é muito legal escutar o Arthur falando, e a tecnologia que ele tem dentro da Deep ESG, porque ele olha muito o que tem dentro da organização, toda a linha de produção e quando a gente fala da linha de produção, dos funcionários, isso já está… essa informação já está incluso dentro do RP, então muitas empresas geram muita informação dentro do seu sistema, mas poucas delas sabem realmente como utilizar, e aí pegando o tema ESG, aí a Deep pode ajudar bastante integrando com a RP da Oracle, a colocar luz nas informações justamente para você ganhar mercado, ganhar valorização de marca e assim por diante. E no caso do iSocial mesma coisa, só que a gente faz para o lado externo, a gente não faz olhando para a produção interna da empresa, a gente utiliza a base de funcionário que tem dentro da RP, mas a gente quer saber o que eles fazem fora das quatro linhas da organização. E quando a gente junta essa duas informações, de fato a gente consegue mensurar todo o impacto que uma empresa, e aí quando a gente fala empresa não é o CNPJ, a empresa é feita de pessoas, então a gente tem que entender tudo que todas as pessoas estão fazendo também, e eu sei que tem várias empresas, a Oracle já vi também que ela incentiva funcionários a fazerem projetos sociais e projetos ambientais na hora de trabalho deles, então reserva algumas horas aí por ano para fazer esse tipo de projeto, então é muito importante a gente também saber mensurar o que é feito fora das quatro linhas, eu acho que juntando tecnologias como a Deep, como a iSocial e várias outras que estão surgindo no mercado, e com a tecnologia, obviamente, é a forma realmente de mensurar e saber qual que é o impacto que está fazendo no mundo.

Perrott: Cara, incrível, você já deu uma grande deixa aqui, Mauro, porque provavelmente o Arthur deve se deparar muito com cenários do tipo, tem muito controle? Tem, mas é o controle naquela planilhazinha que está ali em uma pasta compartilhada na rede, não está integrado no seu RP? É, veja bem… nada disso, não é, Arthur? A ideia é que você traga todos esses tipos de controle para dentro do RP e que faça a sua medição e o seu monitoramento de forma correta e adequada, e evitando também esses controles paralelos, que paralelo não ajuda em nada, perde processo, perde qualidade, perde a capacidade de mensurar. Você vê muito disso, Arthur?

Arthur: Vejo muito, Vinícius, e assim quando o pessoal me pergunta quem é o meu concorrente, eu digo geralmente, o meu concorrente é o cara não fazer ou querer fazer no Excel ou no caderninho, então eu brinco com o pessoal que o meu concorrente é o Bill Gates, porque é o Excel e o cara querer fazer ali controles paralelos. E o que você coloca é muito verdade assim, às vezes é tirar um band-aid, você passar para tudo de um RP, de um sistema, integrar, tudo mais, mas é tirar um band-aid que vale a pena, porque a partir daí com a informação todinha integrada, todos… uma porta imensa se abre de possibilidades com Deep, com iSocial, com outras empresas, de você estar fazendo projetos, estar podendo medir o engajamento dos seus funcionários e tal, e se você tem um controlezinho paralelo, vai ficar algo meio complexo de ser integrado. Não que não dê jeito, Oracle, iSocial e Deep como empresas de tecnologia, a gente sempre consegue pensar em adaptações e tudo mais, mas realmente o ideal é colocar tudo no sistema, sem o paralelo, uma vez só e bem feito.

Perrott: Legal, legal. Bem, pessoal, vocês falaram aqui no episódio inteiro, está super claro os benefícios em diversas frentes, mas eu queria que vocês pudessem resumir aqui para a gente quais são os principais benefícios que vocês acabam vendo para as empresas quando tem uma área bem estabelecida de ESG, eu não sei se poderia dizer programa, talvez não, mas quando eu tenho de fato o ESG dentro dos processos, não vou dizer programa não, dentro dos processos, para ficar melhor assim, quais são os principais benefícios que vocês veem com todo esse resultado bem implementado, bem estruturado? Vamos começar pelo Arthur, vai lá, Arthur.

Arthur: Legal, Vinícius. Eu vejo o primeiro benefício e o mais claro hoje é o do capital, o do fluxo do capital, então assim tem um estudo da JGP, que é uma das principais inint 37:47 no Brasil, que o custo de capital para uma empresa chega a cair 1% ao ano se ela é considerada mais avançada no ESG. Para uma empresa que tenha alguns milhões de estrutura de capital, você tem empresas com bilhões aí na sua estrutura de capital, 1% ao ano significa muito dinheiro. O segundo benefício tem muito a ver com o benefício de marca e imagem frente a consumidores, daí tanto você pode estar falando com o consumidor b2c, um consumidor lá na gôndola, como o Mauro deu o exemplo, o consumidor que vai olhar, ah esse produto é testado em animais, esse não é, mas o consumidor também pode ser uma multinacional japonesa, como o outro exemplo que foi dado, que está querendo importar um produto aqui do Brasil, e às vezes você ter ou não ter uma pegada de carbono pode ser um elemento decisivo para você entrar em uma RP ou não. Então, acho que tem um segundo benefício muito claro que é a questão com o seu mercado cliente, com a sua imagem. E tem também um benefício, e esse é um pouco mais intermediário, mas ele também é muito real para os seus stake holders de modo geral, então com os seus funcionários, com o seu supply chain, se você é uma empresa que tem uma preocupação ESG, e ter uma preocupação ESG então conectando lá na sua primeira pergunta, é você ter uma preocupação com os stake holders, de modo geral, o que que são os stake holders? Funcionários, suppliers e tudo mais, vai fazer com que você tenha relações de longo prazo muito mais saudáveis e positivas. Vão ser funcionários que vão estar trabalhando em um lugar que eles acreditam que faz o bem, suppliers que estão trabalhando com uma empresa que eles acreditam no propósito, nos objetivos, nos ideais, e tudo isso torna a empresa muito mais resiliente, muito mais apta a enfrentar riscos, oscilações, porque você tem pessoas, no final das contas, Mauro, são sempre pessoas que estão em um ambiente em que elas se sentem felizes, que elas se sentem engajadas, que elas gostam, porque eu acho que exceto os vilões da Disney, ninguém gosta de trabalhar em um lugar que faz o mal, acho que todo mundo gosta de trabalhar em um lugar que está fazendo o bem, que está tentando ajudar o planeta.

Perrott: Legal, legal, deixa a fantasia para os especialistas.

Mauro: Eu acho que os principais pontos são exatamente esses que o Arthur comentou. Tem a questão do capitão, igual ele muito bem disse, e eu acho que esse deveria ser o último caso, mas realmente é o principal, que as empresas esperam estar acelerando esse tema, não que elas não tinham essa ideia, mas acaba que isso se torna um pré-requisito, o valor da marca no mercado, que também tem a ver com o capital, de certa forma de maneira indireta, quanto mais valorosa a marca, mais fácil você vender o seu produto, mais conexão você vai ter e assim por diante você consegue ter mais oportunidade e mais resultado. E principalmente, eu acho quando a gente fala aí de engajamento de colaboradores, fazer algo além a não ser do trabalho operacional da organização, sentir parte de algo a mais, traz uma satisfação enorme nas pessoas. E aí eu vou pegar um gancho nesse ponto, porque quando uma empresa toma a decisão de fazer iniciativas ESG e toma a decisão também de engajar os funcionários nessa questão, ele não só ganha funcionários muito mais engajados e mais comprometidos com a marca, com a organização como um todo, mas ele também ganha um ser humano melhor aí na sociedade, e isso na minha visão tem um resultado que, a gente gosta de falar aqui de mensuração, mas é difícil mensurar o quanto isso pode impactar o mundo como um todo, impacta a sociedade, impacta o meio ambiente, e isso volta de alguma maneira, em algum momento, para a empresa de novo. Esse ciclo de maneira geral é muito interessante, então a mesma coisa de você pegar uma empresa, enfim, que tem um prédio grande em uma avenida bacana, mas próximo da avenida tem um tanto de pessoas em situações de rua, morando ali na rua, próximo, deixando lixo na calçada, e isso interfere em vários processos dentro da organização, os funcionários ficam com medo de andar ali dentro, mesmo não conhecendo as pessoas, e se conhecesse, eu garanto que provavelmente veriam que eram pessoas do bem, mas estão em situação de rua mesmo, precisando de ajuda, a empresa vai investir mais em segurança, porque vai sentir um desconforto, vai colocar câmera, cerca elétrica, e várias outros recursos que tem. Então, quando ela engaja os funcionários a fazerem ações, por exemplo, próximas ali da região, sejam ações ambientais, plantando árvores, colocando o lugar mais bonito próximo ali, fazendo ações para ajudar a situação daquelas pessoas, conhecer, se conectar com aquelas pessoas ali próximas, isso tudo traz um benefício enorme, os funcionários vão gostar de trabalhar ali, depois do horário de trabalho, eles têm outras questões para fazer junto com os próprios funcionários, então tem integrações entre os times, e como consequência, funcionários mais satisfeitos, mais felizes geram mais resultado também, então…

Perrott: Legal.

Mauro: É um tema que, de novo, é muito importante todas as empresas pararem e analisarem, em todos esses sentidos aí que o Arthur bem comentou, mas principalmente nessa roda de o que que tu vai se tornar daqui para frente. Pensem se todas as empresas do Brasil tiverem essa política, engajando funcionários, daqui a dez, vinte anos, como é que vai estar o bairro ali da sua casa, como é que vai estar o bairro do seu escritório, como é que vai estar o índice de miséria, o índice de fome, como é que vão estar as plantas, as árvores e assim por diante, o índice de queimada, e provavelmente volta no assunto lá do início da nossa conversa, do Arthur comentando sobre o aquecimento global e o que está causando em vários locais do mundo.

Perrott: Cara, isso aí que você está falando é incrível, incrível, incrível, é uma forma bem interessante assim de você trazer uma percepção dos ganhos, às vezes o ganho não é necessariamente interno para si só, fica até estranho falar assim, mas o ganho é quando você vê a sociedade, principalmente no seu bairro, na sua região ter uma melhora significativa e perceptível por todo mundo que passa ali, é isso, Mauro?

Mauro: Perfeito, é exatamente isso, Vinícius, e esse ganho realmente eu acho que, na minha visão, é o mais rico de todos.

Perrott: Maravilha. Bem, pessoal, e finalizando aqui o bate papo, eu sei que tem muito assunto aqui ainda para tratar, esse tema que, nossa, está superquente de forma positiva, sem provocar nenhum tipo de aquecimento global, mas está quente sim, um assunto interessante para você entender mais ainda, porém eu vou fazer as últimas duas perguntas aqui para o meu convidado, já vou acalmar logo o coração deles, viu? Não tem lado certo, nem lado errado, é o lado pessoal sobre o que que você ouve sobre esse tema aqui. Vou puxar o Arthur primeiro, Arthur, para você, o que que é essa tal da computação em nuvem?

Arthur: Legal, Vinícius. Para mim, computação em nuvem, e falando de maneira mais geral, a nuvem, a internet, é a próxima fronteira da humanidade, as pessoas falam: o espaço é a próxima fronteira. Não, a próxima fronteira, ela já está aqui, e a gente está nessa próxima fronteira, imagina há 400… 400 nada, há 150 anos atrás você falar que a gente estaria conversando aqui em várias pessoas, cada um de um canto, nos chamariam de maluco.

Perrott: Bem isso.

Arthur: E essa é a próxima fronteira, e a computação em cloud, ela é a infraestrutura dessa próxima fronteira, então fazendo uma analogia, se o veículo da próxima fronteira para os portugueses que saíram lá da Europa, eram as caravelas, o veículo para essa próxima fronteira do mundo da nuvem é a computação em cloud, é o que viabiliza todos esses apps, aplicativos, funcionalidade e tal a rodarem e funcionarem, é a infraestrutura dessa nossa próxima fronteira da humanidade.

Perrott: Maravilha. E para você, Mauro, o que que é essa tal da computação em nuvem aí?

Mauro: Nossa, se não existisse a computação em nuvem, não existiria o iSocial provavelmente.

Perrott: Boa, legal.

Mauro: Mas muito bem o que o Arthur comentou, e eu acho que essa computação em nuvem traz a flexibilidade e a desburocratização, que a gente vem tanto falando de vários temas aqui, assim como ESG, de infraestrutura de tecnologia, então quando a gente vê vários projetos nascendo, como do Deep, como do iSocial e vários outros projetos muito legais que trazem facilidade, comodidade, saúde, cuidado com o meio ambiente, cuidado com a sociedade, todos eles são baseados em tecnologia e para que isso aconteça de maneira rápida e exponencial, a computação em nuvem é um fator primordial e um pré-requisito para que isso aconteça, então para mim a computação em nuvem da Oracle é o pré-requisito para a iSocial estar nascendo e para a gente poder fazer um impacto na sociedade.

Perrott: Maravilha. Mauro, queria muito agradecer aqui a sua participação no Papo Oracle Cloud, sucesso no iSocial, e a gente se vê no próximo episódio, viu?

Mauro: Aguardo o convite, Vinícius. Obrigado pelo convite novamente. Arthur, foi um imenso prazer te conhecer, sucesso para você também.

Perrott: Valeu.

Arthur: Idem, Mauro, prazer foi meu, viu? E super obrigado ao Vinícius pelo convite, como o Mauro, espero pelo próximo.

E você que me acompanha na nossa minissérie, já sabe que nunca termina por aqui.

Esse bate papo a gente continua discutindo lá no nosso grupo do Papo Cloud Makers, link na descrição para facilitar sua experiência.

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Até o próximo episódio do Papo Oracle Cloud!

Veja os outros episódios da Minissérie Papo Oracle Cloud 

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    Papo Oracle Cloud T4 03 – ESG – Mauro Cezar da iSocial e Arthur Andrades da DeepESG
    Vinícius Perrott

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