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Papo Oracle Cloud T4 02 – Criptoativos – Renato Teixeira

Vinícius Perrott 14 de dezembro de 2022 5070 19 3


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Olá, seja bem-vindo à quarta temporada do Papo Oracle Cloud. Nessa temporada iremos discutir sobre processos e tecnologias que estão revolucionando o mercado e potencializando a inovação nas suas empresas e nos seus negócios.

E nesse segundo episódio eu conto com a presença do Renato Teixeira. Renato, seja muito bem-vindo aqui à nossa minissérie.

Renato Teixeira: Obrigada, Vinícius, obrigada a todos aí pela presença.

Vinicius Perrott: Vamos lá, vamos lá. Bem, para você que já está aqui maratonando nossa minissérie, já sabe, mas se você acabou de chegar, a gente conta com a transcrição completa desse episódio aqui lá no site do Papo Cloud, assim também como todo e qualquer link e material complementar que a gente comentar aqui durante o nosso papo, para quê? Para facilitar a sua experiência. E o link está na descrição do seu agregador de podcast favorito. Bem, Renato, bora lá, bora começar aqui o nosso episódio.

Renato Teixeira: Bora.

Papo Oracle Cloud T4 02 - Criptoativos - Renato Teixeira

Vinicius Perrott: Renato, como você está sendo nosso primeiro estreante aqui na nossa minissérie, a gente sempre tem um ritual bem interessante aqui, que você pudesse contar um pouquinho da sua trajetória de carreira até chegar à Oracle, por favor.

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Renato Teixeira: Eu comecei muito jovem na área de tecnologia, eu descobri o computador quando eu estava ainda no século passado, no segundo grau, eu conheci um computador chamado 8088, que é o PCXT, 128k de memória, e eu me apaixonei por aquela magia naquela época, porque hoje que a gente tem o celular, é muito engraçado, você já nasce tecnológico e conectado, naquela época era a TV que você tinha que levantar do sofá para trocar o canal, controle remoto com fio e apareceu o computador e eu simplesmente achei sensacional assim, aquele mega HD de 50 megas e tudo mais. E desde então, 25 anos depois, eu sigo ainda na carreira, já passei por diversos setores, programei por muitos anos, eu programei por mais linguagens do que eu consigo me lembrar.

Veja os outros episódios da Minissérie Papo Oracle Cloud 

Perrott: Legal.

Renato: Comecei com o Basic, passei pelo Cliper, passei por C, programei muitos anos com C, aí depois Java e sigo até hoje programando e pensando em tecnologia. Já passei por vários setores aí, e estou na Oracle já faz nove anos já, onde eu desenvolvo tecnologias emergentes, novos mercados e colaboro com os nossos clientes a entender e adotar tecnologias como a gente vai discutir aqui hoje.

Perrott: Cara, isso é legal, acho que deu um insight aqui, que você falou que começou lá do século passado, a gente naquela época… eu comecei um pouquinho por aí também, a gente também não tinha nenhuma ideia do que a gente poderia estar consumindo antes, e querendo ou não, 25 anos, a depender do contexto histórico é pouco tempo, já na tecnologia parece que é realmente um outro mundo, porque hoje a gente fala de banda larga de mais de 1 giga de velocidade, residencial, 4g, 5g, smartphone, o que que é smartphone há 20 anos atrás? Resolução de 4K com imagem de HDR, enfim, nosso pai, se a gente imaginar, se a gente olhar o que passou, fica até interessante de olhar, mas o que que poderia a gente imaginar, então, daqui a uns 20, 25 anos? É loucura, não é não?

Renato: O interessante da gente ter um pouco mais de vivência, é que a gente teve a possibilidade de vivenciar o nascimento de alguns problemas e a solução de alguns problemas, por quê? Quando eu conheci a computação, estava ainda em um momento muito primordial dos computadores em rede, ainda era a época de computadores centralizados com terminais distribuídos, ou seja, o terminal não tinha inteligência e tudo era processado em um computador único. Só para você ter ideia, a fiação que você tinha que passar, que todos os fios tinham que ir para o computador central era um pesado. E a gente viu isso se transformar para um sistema de rede em anel, depois a gente viu isso se transformar para um sistema de rede ethernet, aí isso se tornou um problema porque você tinha computação distribuída, então você tinha arquivos distribuídos em tudo quanto é lugar, aí isso se transformou em um servidor centralizado, mais local, para a gente chegar hoje na tecnologia em nuvem. Então, esse tipo de história nos permite a gente entender um pouquinho sobre esses conceitos, ter vivenciado isso, mas é interessante também, como você colocou, perceber que lá trás era inimaginável a gente imaginar que hoje a gente iria ter nossos dados na nuvem, que a nossa banda larga ia estar aqui como a gente chama hoje de hiper conectividade, ou seja, eu tenho bandas de 200 mega, isso quando lançaram a primeira banda larga de 100kbps era inimaginável. Mas isso é superlegal, é superlegal porque também isso ajuda a gente a poder explorar algumas possibilidades e antecipar ou colaborar para que o mercado possa avançar de uma maneira consistente também.

Perrott: Uma das coisas que a gente até aproveita, que é o gancho aqui do nosso episódio, é justamente imaginar como é que uma tecnologia que antes passou por centralizada, depois distribuída, centralizou de novo, parece uma valsa, vai e volta, e agora a gente tem a tecnologia de Blockchain que realmente vem trazendo uma mistura de diversos conceitos, ainda mais agregando o poder da computação em nuvem e entregando um produto e um serviço que, de novo, a gente não imaginava que poderia existir, mas pela beleza dessa conjuntura que a gente tem hoje da computação em nuvem mais uma vez, e todo esse poder computacional, a gente está criando tecnologias como essa, o Blockchain. Então, eu queria que você nos ajudar a entender aqui e a definir o que que é esse tal do Blockchain.

Renato: Esse é um tema superinteressante, porque de novo, falando sobre histórico, falando sobre o que a gente viveu, o Blockchain também não é nenhuma tecnologia que simplesmente surgiu porque alguém achou legal. Ela vem como resultado de uma evolução de tecnologias, por que o que que é o Blockchain como um conceito orientado a um negócio? Nada mais é do que uma tecnologia que permite que um dado de uma origem, ou seja, o dado de um fornecedor ou de um cliente, chegue a outro interessado e seja guardada no outro interessado exatamente como ela foi enviada. O que que eu quero dizer? Hoje, quando você faz uma integração entre uma fábrica e um fornecedor de matéria prima, a fábrica, ela sabe o pedido que ela enviou, ela sabe exatamente o pedido que ela enviou, no momento que ela enviou, mas ela não sabe exatamente como esse dado foi guardado no fornecedor, ele não tem nenhuma garantia da informação que uma mais um é igual a dois foi gravado como um mais um igual a dois lá no fornecedor. Um exemplo clássico disso, um exemplo muito básico disso é quando você faz um pedido aqui que você faz um cálculo fiscal da expectativa daquele pedido, quando chega do outro lado, ele até pode entrar como aquele fiscal que você enviou, mas ao longo do processo de fabricação daquela matéria prima, pode entrar alguém lá e alterar esse valor fiscal, e emitir uma nota fiscal diferente do que você pediu. Isso gera uma inconsistência do lado de você, quando você receber isso lá no seu departamento de logística, e fala, não, eu quando eu pedi, eu tinha uma expectativa de pagar 02 centavos, você está me dizendo que eu tenho que pagar um real a mais, isso gera um problema contábil para mim, esse é um problema da integração atual. E o Blockchain vem exatamente para resolver isso. Blockchain, em teoria assim, em resumo, faz com que o dado exato que você mandou é o dado exato que ele vai receber, e caso ele receba esse dado e em algum momento ele dependa de executar uma alteração nesse dado, você tem que aprovar esse dado, você tem que aprovar essa alteração, então não existe um ponto cego nessa integração de negócios entre empresas. Eu estou falando entre empresas, mas já já a gente vai falar sobre criptoativos, porque isso é o mesmo paralelo, mas o principal entendimento sobre o Blockchain é: é uma tecnologia que garante que o dado que saiu de uma origem é exatamente o dado que foi gravado no destino, e qualquer alteração nesse destino tem que passar pelo escrutínio e pela aprovação do originador. Aqui eu estava usando também dois pontos, origem e destino, mas eu posso ter uma cadeia de pessoas envolvidas em um processo de negócio, e todas elas têm que estar de acordo, por exemplo, se eu tenho um seguro ou um resseguro que é feito por um pool de seguradoras, então eu tenho um projeto muito grande, onde eu tenho dez seguradoras por detrás, uma alteração no risco desse seguro vai depender da autorização das dez seguradoras que estão por detrás, tem que haver um consenso, que a gente chama, das dez seguradoras para que essa apólice sofra uma alteração. Então, não posso ir simplesmente fazer um update no banco de dados, algo que é muito comum em manutenções. Então, o principal ponto do Blockchain é compartilhamento de negócios com uma clareza e uma transparência absoluta quanto os dados da sua origem e os dados do seu destino, e o total controle de qualquer alteração que esses dados sofram. E mesmo…  eu não falei aqui, por exemplo, de um Bitcoin, ou de um Ethereum ou de um criptoativos, mas o conceito é exatamente o mesmo, muda um pouquinho a característica de se obter o consenso, mas a grande questão é, quando você vende um Bitcoin, quando você transaciona um Ethereum, ele passa por um processo de consenso onde nós, pessoas ou entidades dessa rede têm que compreender e concordar que aquela informação é verdadeira, para que aquela transação seja a mesma, exatamente a mesma nos dois pontos. Então, eu acho que a principal beleza dessa tecnologia é isso, garantir que o dado não sofra alterações e não haja dúvida quanto aos dados no que diz respeito a um processo de negócio.

Perrott: Então nesse caso, Renato, que você comentou aqui, o que eu acho bem interessante é a capacidade de a gente incluir agora nos nossos processos de negócios o poder da rastreabilidade, porque essa transação que você comentou da nota fiscal, em tese, sem a tecnologia, ela não permite uma rastreabilidade, você tem que ter uma confiança de quem emitiu e quem está recebendo estava ok, mas com o Blockchain não, você tem a confiança ainda, mas você tem a capacidade de auditar por onde passou os processos, trazendo mais segurança e até mesmo inovando o processo de relacionamento entre clientes e empresas, empresas e empresas, então no caso, ele acaba mudando até mesmo a forma como transaciona as informações dentro das empresas, garantindo a confiança e a confiabilidade. Seria essa linha de raciocínio, é uma linha boa? 

Renato: Exatamente, um outro detalhe importante, aí entrando em meandros um pouquinho mais específicos da tecnologia, é a imutabilidade do dado, como você falou, a rastreabilidade é um dos fundamentos, ou seja, quando eu comentei que o fornecedor de matéria prima solicitar uma alteração no valor de uma nota, qualquer que seja o atributo daquela transação, ele tem que passar por uma aprovação do emissor daquele dado, que seria o cliente da fábrica que vai utilizar aquela matéria prima. E esse dado, ele fica, como você falou, rastreável, ele fica transparente, então eu tenho as garantias quanto à veracidade do dado, quanto à transparência desse dado, e quanto a capacidade de entender as alterações desse dado ao longo da sua história. Porque se você pensar, por exemplo, sobre o estoque de um determinado item em um depósito, eu consigo olhar ao longo da história daquele item, qual foi a variação de disponibilidade que ele teve, para quem foi aquele produto, quando foi aquele produto, sabendo que essa informação, ela não vai sofrer nenhuma alteração. Então sim, o Blockchain, além de permitir essa transparência nessa transação do dado, permite essa… traz a capacidade de ter essa rastreabilidade, sem esquecer, isso é muito importante, questões como sigilo do dado, ou seja, a transparência tem que ocorrer para quem é direito, ou seja, pensando em LGPD, por exemplo, eu posso ter a capacidade de permitir ou não o acesso à informação, eu posso permitir ou não que determinada entidade dessa rede tenha… faça parte de uma transação ou não. Então, essa tecnologia, ela agrega a capacidade da transparência quando necessário, da rastreabilidade quando necessário, mas também garante toda a segurança do dado conforme for necessário pelo negócio.

Perrott: Renato, tem algum setor da economia que você vem percebendo que ele é mais inclinado, ele é mais propenso a falar assim, poxa, isso aqui me serve, isso aqui vai me ajudar muito, ou ainda está muito por igual, o pessoal ainda está descobrindo, tem algum setor que se destaca mais ou menos, como é que você tem visto isso no mercado?

Renato: A gente tem acompanhado inúmeros mercados que tem maior interesse em cima da tecnologia Blockchain do que outros, mas no geral, todo tipo de indústria, quando eu falo indústria, eu falo de macroeconômico, das principais indústrias da economia, tem algum tipo de vantagem em utilizar Blockchain. Alguns que são os principais e que têm mais buscado ativamente hoje é, por exemplo, setores que demandam uma visibilidade clara quanto ao seu produto, por exemplo, na agroindústria, na cadeia produtiva de proteínas, por exemplo, a cadeia produtiva de proteína, ela tem uma forte vocação de exportação e os importadores exigem uma série de regulações, por exemplo, o mercado europeu, ele tem um conjunto de regulações quanto ao uso de medicamentos e manejo de animais, diferente do mercado norte americano, então o controle disso baseado em Blockchain faz com que os importadores sintam maior confiança quanto à produção dessa proteína animal, e permite com que eles valorizem o seu produto, a mesma coisa acontece para sementes e grãos em geral, ou seja, grãos que necessitam, por exemplo, de ser rastreados para que sejam importados para determinados países. Então, a agroindústria tem buscado muito isso. Obviamente, o mercado que está muito aquecido nesse momento, é o mercado financeiro, por motivos óbvios, ou seja, o mercado financeiro está… financeiro tradicional, não estou falando de fintechs, mas o mercado financeiro tradicional está começando a absorver o conceito da criptomoeda, de criptoativos, e transformar isso como parte do portfólio de produtos, recentemente um grande banco do brasil acabou de anunciar que vai participar de mercados de criptoativos, não associados à criptomoedas, mas a títulos e outros tipos de criptoativos. Esses mercados têm buscado bastante isso, têm investido bastante, mas a gente entende, a gente consegue visualizar que nos outros mercados tendem a tirar proveito dessa tecnologia em maior ou menor escala, quando eu falo em maior escala é buscando o desenvolvimento de produtos, ou como por exemplo, no mercado da moda, no sentido de cadeia reversa, mostrar toda a cadeia de produção de uma peça de roupa, mas também mostrando, por questões de responsabilidade social, o desfecho do uso de peças descartadas ou de sobras industriais, que é algo bem mais nichado, específico para cada uma delas. Então, a gente ainda está descobrindo todos os devidos potenciais, todos aqueles que vão poder tirar proveito dessa tecnologia, mas sem dúvida, inúmeras soluções baseadas em Blockchain tendem a surgir nos próximos anos. 

Perrott: Cara, você falou em vários setores interessantíssimos e que, de fato, vêm trazendo possibilidades reais de ganhos reais. Agora uma dúvida que surge, Renato, quem está acompanhando aqui o episódio pode imaginar, mas o Renato aí está falando de grandes empresas, grandes instituições financeiras, mas o negócio não é uma multinacional, é pequeninho, eu tenho poucas unidades, você vê que o Blockchain também pode ser favorável à empresas de diversos tamanhos e setor?

Renato: Sem dúvida, inclusive esse é um dos papéis primordiais que a gente entende como provedor de tecnologia, é promover uma tecnologia que seja acessível para qualquer nível de companhia, porque querendo ou não, mesmo as pequenas indústrias ou pequenas empresas, em algum momento vão ter que interagir com grandes fornecedores que vão exigir que ele tenha uma infraestrutura de Blockchain para que possa fazer parte da cadeia produtiva deles. Como eu comentei, a indústria da moda, a indústria da moda, ela é formada por inúmeros pequenos ateliês de costura, isso é notório, é sabido, o grande varejista é obrigado a sustentar a infraestrutura para que os pequenos possam fazer parte dessa cadeia, mas vai chegar um momento em que esse pequeno que fornece para vários, outras empresas de moda têm que ter sua própria infraestrutura, então como a infraestrutura de nuvem, que é o que a gente tem como hoje referência do mercado, e com tecnologia de Blockchain baseado em nuvem é possível que pequenas indústrias, pequenas empresas possam fazer parte desses grandes mercados, ou seja, uma pessoa que faz tampagem da embalagem de uma indústria de proteína animal, ele tem que fazer parte da cadeia de Blockchain para que o exportador de proteína animal possa vender essa proteína, então ele vai ter que em algum momento adotar essa tecnologia. E sim, é possível que pequenas indústrias e pequenas empresas tenham esse tipo de solução, tirem proveito dessa solução, sem que com isso obviamente tenham que fazer grandes investimentos, e esse é um dos papéis nossos, como incentivadores de mercado, apoiar.

Perrott: Cara, você me deu uma dica aqui muito legal, primeiro é porque se a gente pode começar pequeno, fazer um pequeno teste de começar a experimente sentir realmente como é que a tecnologia de Blockchain vai agregar valor ao processo, ao negócio, e melhorar ainda mais a competitividade do mercado, que é algo que está sempre presente na nossa economia, em todas as eras, então pensar na computação em nuvem como um habilitador para isso de forma rápida, objetiva, é sim um bom plano de ação para você começar a experimentar e também pensar que, cara, Blockchain é muito além do que uma criptomoeda.

Renato: Sim, sim, esse é um bom ponto, bem colocado, eu acho que a gente ainda tem que tocar nesse assunto todas as vezes que a gente fala sobre Blockchain, a criptomoeda, ela foi a semente da tecnologia, e ela tinha um valor intrínseco tão potente que isso se desagregou, ou seja, a criptomoeda passou a ser um subset do Blockchain, hoje a gente tem NFTs que interagem, por exemplo, com as criptomoedas, rodando em Blockchain público e privado, ou seja, a gente pode ter clientes rodando na infraestrutura Oracle NFTs que recebem Bitcoin para comprar NFT que está rodando na infraestrutura dele, ou seja, o Blockchain, ele começou a permear soluções e isso tende a avançar, até chegar a um ponto onde isso não vai ser mais uma questão, mas ainda hoje assim, a gente tem que entender que a criptomoeda passou a ser um dos atributos, uma das capacidades do que o Blockchain pode oferecer, porque quando a gente está falando de um negócio tradicional, como eu comentei aqui, uma cadeia logística de proteína animal ou de uma cadeia reversa e de uma empresa de moda, não tem nenhum criptoativo ali, é simplesmente questões sociais ou uma questão de negócio no sentido de regulações internacionais. Então, hoje talvez a criptomoeda para a indústria de Blockchain é uma parte menor, é um exagero falar isso, mas tende a diminuir a sua importância sem dúvida nenhuma. 

Perrott: Caramba, esse assunto aqui muito me empolga, sempre é interessante voltar nesse tema, e Renato, uma última pergunta aqui que eu sempre faço aos nossos convidados, para o Renato Teixeira, o que que é a tal da computação em nuvem?

Renato: Essa é uma excelente pergunta e eu sempre remeto de novo àquela conversa que a gente teve logo no início sobre entender o que foi a computação e o que ela é hoje. Se a gente parar para olhar um tempo atrás, vinte e poucos anos atrás, a computação era absolutamente física e um terminal concentrado, único, aí isso depois passou para uma computação de rede, onde uma série de problemas faziam com que você tivesse que gerenciar esses terminais separados, mas tudo isso era muito físico, era muito localizado, e você tinha que ter um planejamento do investimento que você ia fazer, você fazia esse investimento para ter esse computador e para um possível benefício que ele iria te trazer, então a computação em nuvem era simplesmente uma inversão dessa lógica que é eu só uso aquilo que eu preciso para quando eu precisar, ou seja, eu tenho certeza que eu vou demandar uma determinada capacidade e eu vou lá e uso uma determinada capacidade, eu sei que eu preciso de uma determinada função, ou seja, eu preciso ter uma pequena estrutura de Blockchain para atender um cliente meu ou para desenvolver uma inovação minha aqui, eu vou lá e uso aquela determinada inovação dentro de um contexto de orçamento muito mais rígido do que eu tinha antigamente. Então, a computação em nuvem, ela passa a ser um parceiro do seu negócio mais do que um problema no seu negócio, antigamente em uma black friday você tinha que ter uma capacidade computacional enorme para um dia de negócio, e aquilo se permeava ao longo do tempo, você tinha que ter um movimento de infraestrutura muito grande. Hoje não, é black friday, eu preparo uma semana antes, seguro para uma semana depois, descomissiono aquela superestrutura, e eu tenho uma margem melhor em cima do investimento que eu fiz. Então, para mim computação em nuvem é um uso mais racional da tecnologia, um melhor uso da tecnologia, tirando proveito do que tem de mais moderno, porque eu posso testar rápido, eu posso descomissionar rápido, eu posso tirar proveito das inovações, como Blockchain, como um banco de dados novo, com uma infraestrutura de transporte de dados, seja lá o que for, e não deu certo, eu descomissiono e busco outras inovações, outras evoluções para o meu negócio. Então, é flexibilidade, é capacidade de se movimentar rápido, é capacidade de você pensar diferente, a possibilidade de você inovar com menos investimento, com menos dor e quem sabe fazer mais dinheiro, ser mais rentável.

Perrott: Sem dúvida, sem dúvida. Renato, queria muito agradecer a sua participação aqui no nosso episódio do Papo Oracle Cloud, e até a próxima oportunidade, viu?

Renato: Eu que agradeço pela oportunidade, a gente está sempre à disposição, qualquer um que queira avançar, discutir mais, é só entrar em contato com a gente, que a gente está sempre aberto para falar com quem desejar entender melhor essas tecnologias e, principalmente, sobre Blockchain. Obrigado, Vinícius.

E você que me acompanha na nossa minissérie, já sabe que nunca termina por aqui.

Esse bate papo a gente continua discutindo lá no nosso grupo do Papo Cloud Makers, link na descrição para facilitar sua experiência.

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Até o próximo episódio do Papo Oracle Cloud!

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